Marcelo Barbosa fala sobre os shows do Angra Reunion e comenta saída de Fabio Lione: “não queria”
Foto: Thammy Sartori
Recentemente, o Angra teve mais um grande momento em sua carreira, realizando dois grandes shows que marcaram a saída de Fabio Lione, a chegada de Alirio Netto como novo vocalista e também, a reunião com a formação “Nova Era“.
Durante participação no podcast Produções Productions, o guitarrista Marcelo Barbosa falou um pouco sobre como foi essa experiência, os pontos de transição e revelou ainda ser um grande amigo de Fabio, e que se ressentiu um pouco com sua saída. Ele diz, conforme transcrito pelo Confere Rock quando questionado se um encontro desse tamanho pode novamente acontecer:
Não, eu ia falar tem sido, mas assim, em tese, esse momento foi pontual, sabe? Se Deus quiser vai acontecer no futuro, mas não há nada sendo eh negociado para isso ainda. Uhum. Eu imagino, né, dentro da minha experiência, que pelo sucesso que foi, em algum momento aconteça de novo, imagino eu. Mas como não tem nada marcado, eu não posso nem cravar que sim nem que não. Foi algo realmente muito intenso emocionalmente para, eu acho que em especial para galera que já havia tocado junto e não tinha e tinha tretado e agora tava junto de novo, porque foi resolvido tudo. Mas assim, aquele primeiro encontro ele tem uma coisa, uma carga emocional! Porque ela a gente tá chegando! E tudo e pra gente, cara, ali, tirando a despedida do do Fabio, que foi algo que teve também a sua carga.
Na sequência, Marcelo fala sobre a amizade com Fabio e que se ressentiu por sua saída:
Conversei com ele lá, fiquei super… eu fico dividido porque, por um lado fico muito feliz o Alírio Neto ter entrado, que é um irmãozão para mim. Eu sempre, eu coloquei da seguinte forma: “Eu não gostaria que o Fabio saísse. Não gostaria que o Fabio saísse, porque eu acho que mais uma mudança de formação para o Angra, a gente vai com certeza tirar de letra, como sempre tiramos, mas é duro, né? Tem uma uma dificuldade aí envolvida, mas já que saiu, fico feliz que seja o Netto que tenha entrado, porque é um cara que eu admiro muito e que é meu irmão, é família!
Então, toda essa energia tava no ar, né? O último show do Fabio, primeiro show do Alírio, primeiro show daquela formação reunida depois de tanto tempo e tantas coisas que aconteceram, né? Então eu acho que tudo isso, principalmente no show do Bangers, ficou bem evidente, assim. A gente passou a semana ensaiando, convivendo, tudo muito legal, clima bom, eh, o clima foi melhor do que eu imaginei que seria. Eu ficava assim: “Pô, como é que vai ser isso? Será que vai ser uma coisa meio burocrática, meio vamos lá fazer?” Mas não, cara. Tava todo mundo com vontade de fazer um show bonito, com vontade de viver esse momento e de presentear os fãs que queriam ver essa reunião há tanto tempo. Eh, com muita sinceridade assim, sabe? Eu senti isso, pelo menos.
Marcelo então ressalta a diferença entre os shows do Bangers e o solo do Espaço Unimed:
Então o Bangers teve essa essa essa coisa porque foi estresse. E aí no show de quarta já foi bem mais leve porque já tinha tido, né? A gente já tinha perdido a virginidade desse momento com todo mundo junto ali no Bangers, né? E fora que, cara, é uma produção muito maior do que a gente tá acostumado com muita coisa eh time code do vídeo sincado com não sei o quê. Você fica ouvindo o cara falar e tem que entrar na hora certa e tem coisa que você tem que fazer, você vai lá na frente. Existia ali uma coisa que a gente não tinha feito nos outros shows ainda e era o primeiro de cara uma coisa naquela magnitude, né, com o headliner de um festival internacional. Então assim, por todos esses motivos, eu penso que o Bangers ele teve um pouco mais de peso emocional para todo mundo. O show de quarta foi uma festa, foi uma celebração, assim, foi um momento de agradecer.
F
