Iggor Cavalera diz que suas raízes estão no metal e no punk e fala sobre sua evolução na bateria
Iggor Cavalera se tornou uma das maiores referências na bateria do heavy metal mundial. Seu estilo único de tocar bateria trazendo influências tribais e da música brasileira chegou a diversos outros nomes no mundo que o usam como influência, como Joe Duplantier do Gojira.
Em entrevista ao Polyend, Iggor falou sobre como é ter o título. Ele diz:
É ótimo receber esse tipo de reconhecimento, especialmente porque sempre tentei evoluir como artista e músico. Significa muito. Ao mesmo tempo, acredito firmemente que sempre há mais para aprender.”
Iggor também falou sobre o seu relacionamento com a bateria ao longo dos anos e como tentou sempre estar em evolução com o instrumento:
“Minha relação com a bateria continua evoluindo — estou constantemente explorando novas ideias e perspectivas, o que mantém o instrumento empolgante e vivo para mim. Tudo começa com o ritmo. Antes da melodia, antes da harmonia — existe a pulsação. Tocar bateria vem de dentro. É físico, mas também emocional. Vem da alma. É algo profundamente instintivo e humano. É isso que me manteve conectado a ela todos esses anos.
Minhas raízes estão no metal e no punk, naquela energia bruta, naquela urgência, naquela honestidade quase confrontadora. Essa base moldou tudo. Mas, com o tempo, passei a me interessar mais por espaço, textura, repetição e transe. A agressividade ainda está lá, mas se transformou. É menos sobre velocidade ou potência e mais sobre profundidade e intenção.”
Atualmente, Iggor trabalha ao lado do irmão Max Cavalera, onde juntos já lançaram trabalhos inéditos como também regravações de discos do Sepultura.
