Iggor Cavalera diz que suas raízes estão no metal e no punk e fala sobre sua evolução na bateria

Iggor Cavalera se tornou uma das maiores referências na bateria do heavy metal mundial. Seu estilo único de tocar bateria trazendo influências tribais e da música brasileira chegou a diversos outros nomes no mundo que o usam como influência, como Joe Duplantier do Gojira.

Em entrevista ao Polyend, Iggor falou sobre como é ter o título. Ele diz:

É ótimo receber esse tipo de reconhecimento, especialmente porque sempre tentei evoluir como artista e músico. Significa muito. Ao mesmo tempo, acredito firmemente que sempre há mais para aprender.”

Iggor também falou sobre o seu relacionamento com a bateria ao longo dos anos e como tentou sempre estar em evolução com o instrumento:

“Minha relação com a bateria continua evoluindo — estou constantemente explorando novas ideias e perspectivas, o que mantém o instrumento empolgante e vivo para mim. Tudo começa com o ritmo. Antes da melodia, antes da harmonia — existe a pulsação. Tocar bateria vem de dentro. É físico, mas também emocional. Vem da alma. É algo profundamente instintivo e humano. É isso que me manteve conectado a ela todos esses anos.

Minhas raízes estão no metal e no punk, naquela energia bruta, naquela urgência, naquela honestidade quase confrontadora. Essa base moldou tudo. Mas, com o tempo, passei a me interessar mais por espaço, textura, repetição e transe. A agressividade ainda está lá, mas se transformou. É menos sobre velocidade ou potência e mais sobre profundidade e intenção.”

Atualmente, Iggor trabalha ao lado do irmão Max Cavalera, onde juntos já lançaram trabalhos inéditos como também regravações de discos do Sepultura.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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