Helloween: 30 anos de “The Time of the Oath” e a profecia de guerra feita por Nostradamus que está para se cumprir

Há 30 anos, em 11 de março de 1996, o Helloween lançava “The Time of the Oath“, o sétimo álbum da banda que criou o Power Metal, e é tema do nosso bate-papo desta quarta-feira.

Sobre a data de lançamento, na verdade, o álbum foi lançado em diferentes datas por diferentes países: originalmente o álbum foi lançado em 29 de fevereiro, mas em 5 de março, aconteceu o lançamento nos Estados Unidos e em 11 de março, no Reino Unido. Como o 29 de fevereiro só acontece a cada 4 anos, escolhemos a data do lançamento na terra do Black Sabbath para celebrar o mais novo trintão do Metal.

Pois bem, o Helloween vivia um ótimo momento, com uma formação que havia mostrado que deu muito certo, principalmente pelos frutos colhidos no álbum anterior, o não menos maravilhoso “Master of the Rings” (1994). Os fãs abraçaram essa formação, que deu certo por mais quatro anos, até que as diferenças mostraram que a continuação de Roland Grapow e de Uli Kursch na banda seria impossível.

Nosso aniversariante do dia é um álbum conceitual e a história se baseia nas profecias de Nostradamus, mais precisamente as previsões para um recorte de tempo entre os anos de 1994 à 2000. Estudiosos de Nostradamus entendiam que ele previu uma terceira guerra mundial, seguida de um período de paz por mil anos. A faixa “Before The War” talvez seja a música que mais exemplifica a profecia da guerra, que, como sabemos, acabou não se confirmando, pelo menos não em escala mundial, mas temos um lunático na presidência dos Estados Unidos provocando o caos, principalmente no oriente médio, onde mandou bombardear uma escola no Irã, matando crianças inocentes.

Para gravar o play, a banda se juntou mais uma vez ao produtor Tommy Hansen e todos foram ao Château Du Pape, em Hamburgo, mesmo local onde “Master of the Rings” foi gravado. Eles passaram boa parte do segundo semestre do ano de 1995 por lá, onde a mixagem também foi realizada. A masterização, foi feita no estúdio Metropolis, em Londres. Este é o primeiro álbum do Helloween a contar com a participação de todos os cinco membros como autores em uma ou mais canções.

Bolacha rolando, temos 61 minutos, divididos em 12 faixas, algumas bem longas, como “Mission Motherland“, com nove minutos e a faixa-título, com quase sete minutos. O álbum forjou alguns hits como “Power“, “Forever and One (Neverland)“, estas duas veicularam bastante na MTV, mesmo com essa emissora tentando de todas as formas “matar” o Heavy Metal naquela segunda metade dos anos 1990. Outros bons momentos do álbum são “We Burn“, “Wake up the Mountain” e “Steel Tormentor“, que é dedicada ao Judas Priest. É certamente o melhor álbum do Helloween depois dos dois “Keepers“.

The Time of the Oath” foi o primeiro álbum do Helloween a ser lançado após a morte do ex-baterista Ingo Swichtenberg. Ingo foi o baterista original e ficou na banda por dez anos, entre 1983 e 1993, quando saiu devido aos seus problemas com vício em drogas e álcool, e também sofria de depressão e esquizofrenia. Ele cometeu suicídio em 8 de março de 1995, quando decidiu se jogar na frente da composição do metrô de Hamburgo. A banda dedicou o álbum à memória de seu ex-baterista.

O álbum frequentou alguns charts mundo afora, com performance bem discreta: 6° no Japão, 14° na Finlândia, 26° na Suécia, 28° na categoria de álbuns de Rock e Metal do Reino Unido, 30° na Suíça, 31° na Alemanha e 33° na Áustria. Foi certificado com Disco de Ouro no Japão.

O Helloween caiu na estrada para divulgar o novo álbum e pela primeira vez o Brasil recebeu a banda, foi na edição de 1996 do extinto festival Monsters of Rock, em uma apresentação cercada de polêmicas, pelo fato de a organização ter colocado o Helloween para se apresentar antes dos brasileiros do Raimundos, que na época se destacava como um dos maiores nomes da cena da música pesada tupiniquim. Os shows da Espanha e Itália se tornaram o VHS chamado “High Live“, que anos depois foi lançado em DVD.

Nosso aniversariante recebeu críticas positivas da imprensa e é um dos discos mais aclamados pelos fãs. A banda produziu clipes para as músicas “Power” e “Forever and One (Neverland)”. “The Time of the Oath” é o terceiro álbum com mais músicas tocadas ao vivo na história do Helloween, ficando somente atrás dos “Keepers“. Ainda hoje, músicas como “We Burn” e a já citada “Power” são presença obrigatórias e exigida pelos seguidores da banda.

Hoje o Helloween está em outra vibe, com uma formação que reúne o passado e o presente: Michael Kiske e Andi Deris dividem os vocais, Kai Hansen compõe o trio de guitarristas, e os membros fundadores Michael Weikath e Markus Grosskopf seguem levando adiante aquilo que eles criaram, há mais de 40 anos atrás. Por isso, hoje é dia de celebrar o mais novo trintão do Heavy Metal. O Helloween estará de volta ao Brasil para dois shows em setembro, em São Paulo e Porto Alegre, na turnê que celebra os 40 anos da banda.

The Time of the Oath – Helloween
Data de lançamento – 11/03/1996
Gravadora – Raw Power

Faixas:
01 – We Burn
02 – Steel Tormentor
03 – Wake Up the Mountain
04 – Power
05 – Forever and One (Neverland)
06 – Before the War
07 – A Million to One
08 – Anything My Mama Don’t Like
09 – Kings Will Be Kings
10 – Mission Motherland
11 – If I Knew
12 – The Time of the Oath

Formação:

  • Andi Deris – vocal
  • Michael Weikath – guitarra
  • Roland Grapow – guitarra
  • Marcus Grosskopf – baixo
  • Uli Kursch – bateria

Participações especiais:

  • Jörn Overclock – teclado
  • Tommy Hansen – teclado

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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