Blaze Bayley: 22 anos de “Blood & Belief” e o quadro de depressão enfrentado pelo cantor

Há 22 anos, em 26 de abril de 2004, Blaze Bayley lançava “Blood & Belief“, o terceiro álbum solo depois de sua saída do Iron Maiden, e esse play é tema do nosso bate-papo deste domingo.

Blaze estava levando sua vida depois da saída da Donzela, e as coisas corriam bem. Após a gravação do álbum ao vivo “As Live as it Gets“, algumas mudanças começaram a acontecer. Jeff Singer e Rob Naylor saíram em um intervalo de três meses. A turnê precisava continuar e Blaze recrutou o baterista Phil Greenhouse e o baixista Wayne Banks, para cumprir o restante da agenda.

Em 2003, Blaze começou a escrever material para o novo disco. E aqui temos uma mudança na parte lirica: o vocalista abriu mão dos temas de ficção científica, e abordou questões mais pessoais, ele enfrentava problemas como depressão e dependência química de álcool, e letras como “Hollow Head“, que ganhou um videoclipe, chegam a chocar.

A banda se juntou mais uma vez ao produtor Andy Sneap e todos voltaram ao Backstage Studios, na Inglaterra, onde o álbum foi gravado, mixado e masterizado entre o final de 2003 e o início de 2004. O baixista Wayne Banks e o baterista Jason Bowld atuaram como músicos contratados.

Dando play na bolacha, o clima sombrio que o momento de Blaze refletia, também ecoou em “Blood & Belief“. O som segue pesado, como nos doia álbuns anteriores w bastante diferente dos seus tempos de Iron Maiden, e aqui em nosso aniversariante, a sonoridade ficou ainda mais profunda. Temos dez músicas em 51 minutos, com destaque para “Alive“, “Ten Seconds” e a faixa-título, que caracteriza um belo trio de abertura, além de outros bons momentos como “Will to Win”.

Nosso aniversariante recebeu críticas positivas e é aclamado pelos fãs como um dos trabalhos mais intensos e relevantes da carreira solo de Blaze Bayley, e de fato, o álbum é muito bom. Até hoje, músicas como “Alive“, “Ten Seconds“, “Blood & Belief” e “Soundtrack of my Life” são lembradas nos shows.

Para sair em turnê, Blaze teve de administrar os problemas internos. O guitarrista John Slater não pôde se apresentar na maioria dos shows que a banda realizou no primeiro semestre. Ele voltou, mas em setembro de 2003, acabou saindo junto com Steve Wray e ambos formaram o Rise to Addiction. Em 2004, foi a vez do baixista Wayne Banks e do baterista Dave Knight saírem, fazendo com que Blaze recomeçasse tudo do zero.

Felizmente, Blaze se recuperou bem da cirurgia a que foi submetido em 2023, depois de ter sofrido um infarto. Atualmente ele tem feito shows e está celebrando desde o ano passado os 25 anos de “Silicon Messiah“, seu primeiro álbum solo. Ele informou que não está mais fazendo fotos com seus fãs nos shows, então, quem tem seu registro com a fera, como este redator que vos escreve, guarde, porque agora ele tá cobrando por cada clique. Vamos celebrar mais um aniversário deste belo álbum e desejar longa vida a este vocalista que é uma prova viva do que é se levantar depois de ser execrado.

Blood & Belief – Blaze Bayley
Data de lançamento – 26/04/2004
Gravadora – Steamhammer

Faixas:
01 – Alive
02 – Ten Seconds
03 – Blood and Belief
04 – Life and Death
05 – Tearing Yourself to Pieces
06 – Hollow Head
O7 – Will to Win
08 – Regret
09 – The Path and the Way
10 – Soundtrack of My Life

Formação:

  • Blaze Bayley – vocal
  • John Slater – guitarra
  • Steve Wray – guitarra

Participações especiais:

  • Wayne Banks – baixo
  • Jason Bowld – bateria

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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