Angra pode virar uma banda aos moldes do Helloween? Edu Falaschi esclarece
Desde quando a Reunion do Angra foi anunciada, alguns fãs da banda começaram a se questionar, e até pedir pela banda traçar algo nos moldes do Helloween, que conseguiu unir integrantes de diferentes eras da banda. Será que é possível?
Em participação no Amplifica de Rafael Bittencourt, Edu Falaschi falou sobre essa ideia, e disse conforme transcrito pelo Confere Rock:
Eu, como sempre falei, né… estava até conversando com um amigo meu e ele fez a mesma pergunta. A questão é se todo mundo quer. Não adianta eu querer sozinho, todo mundo tem que querer. E, de fato, o Helloween é um exemplo mesmo. Inclusive, quando teve esse papo da reunião para fazer os shows, eu falei com o Kai Hansen, conversei com ele e perguntei como tinha sido. Ele falou: “Cara, não foi nada fácil no início. Tinham várias questões para resolver entre eles”. Mas disse também que tudo foi resolvido do jeito alemão: colocar as coisas em ordem, cada uma na sua gaveta, resolver e fazer. E os caras estão aí tocando em estádios, fizeram disco e tudo mais.
Então, por mim, não haveria nenhum problema. Mas tem que estar todo mundo conectado. E eu acho que teria que ser com todos. Fazer um ou outro só perde um pouco da magia da coisa. O Helloween justamente é mágico porque está todo mundo ali: o Kai Hansen, o Andi Deris, os vocalistas juntos, o Michael Kiske. Aí tem o Michael Weikath e os guitarristas da formação atual. Ou seja, está todo mundo ali. Acho que só não está o Roland Grapow, que ficou meio de fora, mas da galera que realmente fez parte da importância da banda, está todo mundo. O Ingo Schwichtenberg faleceu, que era o baterista. Tirando ele, praticamente todos que passaram estão ali. Acho que só tem um outro baterista que também não está, mas também não teria como ter dois ou três bateristas na formação ao mesmo tempo.
Ele continua:
Mas eu acho legal, acho bacana. Hoje eu estava falando com esse mesmo amigo que, cara, eu vivo um momento pleno na minha vida pessoal. Muitas coisas já estão resolvidas. Como você falou, a gente teve muitos karmas na nossa vida pessoal, muitas mudanças, muitas revoluções. Esse ano as coisas ficaram mais tranquilas e o que vier é lucro para mim em questão pessoal.
Então eu quero trabalhar, fazer música. Estou fazendo a trilogia, terminando a trilogia, e no ano que vem tem outros projetos. Eu não me oponho a esse tipo de ideia, mas teria que ser uma coisa com pelo menos a maioria, não algo pontual.
Rafael Bittencourt então fala sobre o assunto, ao ser questionado se eles podem trabalhar em músicas novas em conjunto no futuro:
Acho que faz sentido. Não seria o próximo plano. Até porque, por enquanto, o plano é o hiato e as celebrações. Faz sentido continuar cultivando essa ideia de fazer coisas juntos. Todos têm suas carreiras próprias. Eu tenho meu canal, tem o Angra, cada um tem sua carreira. Mas colaborar reciprocamente, manter esse clima de reencontro, eu acho que faz sentido, sim.
Porque, senão, tudo não teria passado de uma grande mentira. Tipo: fomos fazer o Bangers Open Air e acabou. Eu acho que a gente consegue continuar fazendo coisas juntos, até porque é legal, é gostoso. Esses álbuns que a gente está celebrando vão sempre ser importantes para nós. Mesmo que um dia o público não queira mais saber, eles vão continuar fazendo parte da nossa vida. E a gente colaborar reciprocamente em álbuns também faz sentido. Não é nenhum plano, tá? Não é algo do tipo: “Ah, ele falou que vai acontecer”. Não. Você me perguntou se faz sentido — e eu acho que faz, sim.
O Angra Reunion rola no domingo do Bangers Open Air, encerrando a edição do festival em 2026. Os ingressos ainda estão disponíveis aqui. A banda também faz um show solo no Espaço Unimed e mais detalhes você encontra aqui.
Foto: André Tedim
