Extreme traz chuva e muito barulho em apresentação enérgica no Monsters of Rock
A previsão do tempo prometia alguma chuva no sábado durante o Monters of Rock, e ela veio junto com o Extreme. Composto por Gary Cherone (vocal), Nuno Bettencourt (guitarra), Pat Badger (baixo) e Kevin Figueiredo (bateria) e em turnê de divulgação do seu último disco “Six“, a banda entrou em cena e trouxe muito barulho em um som alto e cheio de muito peso!


A abertura ficou a cargo da potente “It (‘s a Monster)“, do clássico “Pornograffitti“, com riffs pesadissímos e mostrando como Nuno Bettencourt é um guitarrista muito subestimado e merecia muito mais reconhecimento. Gary Cherone com uma roupa preta e pontos brilhantes domina o palco com uma presença enérgica e uma voz no ponto! “Decadence Dance” do mesmo disco chega com peso e um “funkeado” incrível vindo do groove da cozinha entregue por Badger e Figueiredo. O refrão dividido por Cherone, Bettencourt e Pat enche o Allianz Parque e causa um momento incrível e Nuno e sua guitarra se tornam um só! Mesmo com uma pequena falha no equipamento de som que “desarmou” por alguns segundos, a paulada não parou!
Vinda do últim disco “#REBEL” se torna um monstro insano ao vivo com afinação baixa, abafada e explodindo os PA’s. Cherone coloca notas no teto em seu refrão e os riffs crus de Bettencourt são a deixa para Kevin espancar a bateria! Momento gigantesco do dia e incrível. É magistral ver Nuno executando o solo dessa música diante de nossos olhos!

Com um boné azul na cabeça, o guitarrista dá os primeiros acordes de “Play With Me” que coloca a galera em polvorosa. A música que também já fez parte de um Guitar Hero, famoso jogo do PS2 é uma das mais emblemáticas do Extreme, brincando com escalas musicais em sua execução e ainda sobrou tempo para um trecho de “We Will Rock You” do Queen no meio da faixa.

Era hora de respirar um pouco e “Am I Ever Gonna Change” fez essa vez, só para abrir espaço para a forte “Thicker Than Blood” que tem um ótimo refrão e traz o disco “Six” de volta a ação. Nuno então surge com um chapéu e um violão de 12 cordas, então “Hole Hearted” é entoada com uma grande balada com ares do country e mostra a qualidade da banda tanto em composições pesadas como as baladas. Em seguinda, Nuno conversa em português com a platéia, e pergunta quantos guitarristas estão por ali, porque agora ele ia tocar um pouco de violão preto para a galera e é a deixa de “Midnight Express” onde o homem mostra a sua tremenda habilidade em uma música que só tem uma batida acompanhar as notas extremamente rápidas e certeiras que o músico executa com uma habilidade monstruosa. Já falei que ele deveria ser muito mais reconhecido do que é?!

Violão preto nas mãos, dois banquinhos no palco, todos já sabiam o que viria em seguida. “More Than Words“, uma das baladas mais executadas em rádios e toca fitas dos anos 90 surgiu e causou, como esperado, apoteose no Allianz Parque! Não adianta, você pode ser o mais tr00zão dos seres, mas quando os acordes dessa música surgem, não tem quem segure e os olhos marejados foram vários nesse momento! A sensação de nostalgia que a faixa traz é incrível e é realmente um momento emblemático ver isso ao vivo!

O show termina com “Get the Funk Out” com Cherone mostrando que está em plena forma com 64 anos e é um ótimo frontman, realizando passos de dança da época dos primeiros vídeos do Extreme. Também há tempo para “RISE” uma paulada mais recente que executada ao vivo é um deleite, principalmente seu solo verdadeiramente INSANO!
O Extreme sai do palco ovacionado e já sendo pedido o seu retorno, dessa vez em um show solo e maior! Pesado, barulhento e com a veia rock em alta, a banda merece e muito o seu carimbo de monstros do rock e figurar entre grandes do hardrock sem dever absolutamentenada, e ter até alguns bônus a mais que outros nomes mais consagrados! Muito além de “More Than Words”. Foi isso que a banda mostrou em sua passagem no Monsters of Rock com show enérgico, barulho e de alta qualidade. Retornem quando quiserem!
Fotos: Ricardo Matsukawa/Mercury Concerts



