Resenha: Six Feet Under – “Next to Die” (2026)
Praticamente dois anos depois do lançamento de “Killing for Revenge“, o Six Feet Under está de volta com “Next to Die“, o décimo quinto álbum da banda, que chegou nesta sexta-feira, 24.
O álbum é fruto da parceria da banda com a Metal Blade, selo que lançou todos os álbuns do Six Feet Under, desde a estreia com “Haunted“, quando Chris Barnes ainda fazia parte do Cannibal Corpse. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil. O anterior saiu pela Voice Music e nós ficamos aguardando uma versão tupiniquim.
Este é o terceiro álbum com a mesma formação, que se mantém estável desde 2017, quando Jack Owen entrou para a banda e ambos voltaram a trabalhar juntos, o que não acontecia desde o álbum “The Bleeding“, de 1994, com o Cannibal Corpse. O guitarrista Jason Suecof participou mais uma vez, gravando o solo na faixa de abertura, “Approach Your Grave“.
Gravado no decorrer de 2025, com produção de Chris Barnes e Jack Owen, os músicos gravaram separadamente suas partes. Os vocais foram gravados no Criteria Recording Studios, em Miami. Jack Owen gravou suas partes no Audiohammer, na Flórida, enquanto que os demais instrumentos foram gravados diretamente da casa de cada um dos integrantes. Mixagem e masterização aconteceram no MRL Studios, em Nashville.
A capa realmente honra um disco de Death Metal e traz uma imagem que choca quem não é familiarizado com o Metal extremo, mas atrai atenção dos seguidores, e tem a assinatura do artista Sandy Rezalmi, que já havia feito trabalhos em bandas underground como Acid Mass e Iron Gaze, entregou uma bela e horripilante imagem em sua estreia no Six Feet Under.
Em “Next to Die“, o Six Feet Under tentou dosar velocidade e a sua marca registrada que é o Groove Metal, que não agrada aos fãs mais xiitas. O álbum é formado por 12 faixas e tem 45 minutos. Os solos estão mais técnicos, o que dá um plus, e a brutalidade e o peso são do jeito que todos nós já conhecemos. Chris Barnes não costuma brincar em serviço e normalmente nos apresenta um trabalho sempre acima da média, o que ajuda a explicar a consolidação da banda, apesar das frustradas tentativas dos álbuns de covers que quase sempre soaram patéticos.
O álbum começa com a arrastada “Approach Your Grave“, carregada de peso e com muito feeling, mas logo a velocidade toma conta das coisas aqui com “Destroyed Remains“, “Unmistakable Smell of Death“, “Mind Hell” e “Grasped from Beyond“, que são os grandes destaques do play.
“Next to Die” é um grande disco e sorte a nossa que temos a chance de testemunhar Chris Barnes e Jack Owen trabalhando juntos e produzindo um álbum impressionante. Super indicado para quem gosta de Death Metal sem frescuras, e com as letras doentias de sempre.
NOTA: 8.0
