Andreas Kisser fala sobre EP do Sepultura e diz “não é problema meu se os fãs estão desapontados”
Em entrevista a Metal Hammer Espanha, Andreas Kisser falou sobre o EP do Sepultura, “The Cloud of Unknowing”, onde ele explicou sobre a decisão da banda em trabalhar um formato menor do que um álbum completo. Ele fala:
Depois de 40 anos, parecia-me que estávamos perdendo um pouco da espontaneidade, a sensação de ter que fazer um álbum simplesmente porque somos o Sepultura , porque somos profissionais, uma banda e tudo mais. E achei que a ideia de uma última turnê seria boa, porque assim poderíamos fazer uma longa turnê para celebrar, tocar músicas de toda a história da banda, fazer algo um pouco mais leve, não tão pesado, sem a pressão de fazer um novo álbum e tudo mais. E as coisas começaram a acontecer, principalmente com o Grayson, o novo baterista, quando ele entrou para a banda. Ele trouxe coisas muito novas, especialmente elementos de jazz, que o Sepultura nunca havia usado antes da maneira como o Grayson usou. E o EP, as músicas novas, não estavam nos planos. Quando anunciamos a turnê de despedida, não tínhamos planos, zero planos, para fazer música nova. Mas as coisas estão caminhando, vamos viajar, fazer passagens de som, participar de todos os ensaios, experimentar coisas assim.
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Ao ser abordado sobre alguns fãs e críticos não terem se adaptado a experimentações no som do Sepultura ao longo dos anos e se Andreas concordava com isso, o guitarrista comenta:
Sim, não é problema meu se os fãs estão desapontados, certo?
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E continua:
A relação que cada pessoa tem com sua arte, com sua música, é muito pessoal, muito única. E tudo bem, não é? Essa é a liberdade de interpretação e conexão. Estou descobrindo coisas novas hoje, coisas que foram gravadas há 40, 50, 60, 100 anos, certo? Então, estamos sempre descobrindo coisas novas porque é algo contemporâneo, certo? Algo que é novo para todos, certo? Mas sim, isso é normal.
Como fã, acho que bandas como o Black Sabbath, que trocam de vocalista, né? Ou de baterista… tudo. Sempre tem isso, né? Nossos gostos pessoais, e eu prefiro o Ozzy , eu prefiro o Sammy Hagar , e por aí vai, né? E isso é normal. Essa é a coisa mais linda do metal. Temos infinitas possibilidades. O Sepultura é um exemplo disso, de fazer música pesada com raízes , claro, o que abriu portas incríveis. As raízes também influenciaram o Slipknot , por exemplo, com elementos de percussão no palco, fazendo música com uma mentalidade mais percussiva, né? Pesada e tudo mais.
É um álbum que, até hoje, Dave Grohl, por exemplo, diz que o influenciou bastante. Então, claro, estávamos lá fazendo o Chaos AD e tudo mais, mas Roots é um álbum muito diferente. O Chaos AD já tinha elementos de percussão, coisas assim, a turnê e todo o processo, certo? Entre o Chaos AD e o Roots, houve um processo muito rico de crescimento e tudo mais, de conquistas, e bem, isso é normal. É por isso que não precisamos pensar nos fãs quando estamos compondo, nos expressando. É uma expressão simples, certo? E todos se conectarão com ela livremente, e é assim que deve ser.
O Sepultura anunciou fará seu último show no dia 7 de novembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu em São Paulo. O Metal Allegiance, Sacred Reich e o Krisiun são as bandas de abertura do dia.
Foto: Divulgação/Stephanie Veronezzi

Vendo esses comentários de Andreas…acho que só ele e o Paulo que querem se aposentar, não vejo nada além disso!!!! Vejo Derrick calado na dele e esperando fazer algo dele mesmo sem pensar em aposentadoria!!!! Valeu!!!!