Acheron: há 30 anos, banda do ex-sacerdote da igreja de Satã, lançava “Anti-God, Anti-Christ”

Há 30 anos, em 2 de junho de 1996, o Acheron lançava “Anti-God Anti-Christ“, o álbum de número 4 da discografia da banda de Death/ Black Metal, e que é tema do nosso bate-papo desta terça-feira.

Formado no ano de 1988, na Flórida, o Acheron tinha em sua figura central, o vocalista/baixista Vincent Crowley, que nesta época havia sido nomeado sacerdote da igreja de Satã, pelo criador, Anton LaVey. Crowley era um sujeito bem ativo na religião anticristã, e a temática sempre foi a tônica da banda.

Os três álbuns anteriores, “Rites of The Black Mass” (1992), “Lex Talionis” (1994), e “Hail Victory” (1995), estão entre os favoritos dos seguidores, com letras que deixariam Glenn Benton se sentir um coroinha da igreja. E “Anti-God, Anti-Christ” iria manter a reputação da banda em dia.

O álbum marca a estreia da banda pelo selo Moribund Records. E também marca uma completa reformulação feita por Vincent Crowley, que promoveu as estreias do guitarrista Michael Estes, o tecladista John Scott e o baterista Richard Christy, que logo depois faria parte da última formação do Death, e também teria uma passagem pelo Iced Earth.

A banda retornou ao Audio Lab Studio, em Tampa, Flórida, onde o álbum foi gravado em um intervalo de dois dias. Vincent Crowley escreveu todas as letras e foi o responsável pela produção do play, que conta com as falas de Friedrich Nietzsche nos interlúdios, e que foram retiradas do seu mais famoso livro “O Anticristo“.

Nosso aniversariante é curto e grosso em sua duração: temos 10 faixas em 33 minutos, onde notamos uma sonoridade que se diferencia da maioria das bandas do estilo, que na época, adotavam uma pegada mais crua e visceral. O Acheron optou por um meio termo entre partes atmosféricas, peso e uma sonoridade bem limpa, com solos bastante técnicos. Os destaques ficam por conta de músicas como “Fuck the Ways of Christ“, “Shemhamforash (The Ultimate Blasphemy)“, e  “Baptism for Devlyn Alexandra“..

Anti-God, Anti-Christ” caiu fácil no gosto dos seguidores da horda. Três anos mais tarde, o álbum ganhou uma versão brasileira, lançada pelo selo mineiro Demise Records, especializado em Metal extremo. E em 2012, o Acheron fez algumas apresentações no Brasil, em São Paulo e Minas Gerais, acompanhados do Obituary.

No ano seguinte ao lançamento do álbum, Vincent Crowley deixou de lado sua atividade na igreja de Satã, após a morte do seu fundador, Anton LaVey, passando a se concentrar no Acheron e em seus projetos paralelos. Ao longo do tempo, o Acheron se manteve entre idas e vindas, e este ano a banda emitiu um comunicado onde afirmou ter cancelado todas as apresentações agendadas para o ano de 2026, e que a razão foi pessoal. Ficamos na expectativa de que a banda possa se reunir novamente no futuro.

Anti-God, Anti-Christ – Acheron
Data de lançamento – 02/06/1996
Gravadora – Moribund Records

Faixas:
01 – Intro
02 – Fuck the Ways of Christ
03 – Intro
04 – Shemhamforash (The Ultimate Blasphemy)
05 – Intro
06 – Blessed by Damnation
07 – Intro
08 – Baptism for Devlyn Alexandra
09 – Intro
10 – Total War

Formação:

  • Vincent Crowley – baixo/ guitarra/ vocal
  • John Scott – teclado
  • Michael Estes – guitarra
  • Richard Christy – bateria

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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