Exodus: 31 anos de “Force of Habit”, a mudança na sonoridade e a separação

Em 17 de agosto de 1992, o Exodus lançava “Force of Habit“, o quinto e talvez mais controverso álbum lançado por essa que é considerada por muitos como a maior e mais subestimada banda de Thrash Metal da história.

O Exodus foi mais uma das bandas que mudaram sua sonoridade nos anos 1990, mas aqui há um contexto. No álbum anterior, “Impact is Imminent“, a banda havia deixado as guitarras muito pesadas, fato que agradou aos fãs, mas que deixou a Capitol insatisfeita, o que fez com que o selo os deixasse na geladeira. Uma vez deixados de lado por quem os financiavam, eles resolveram fazer o que eles queriam desde os primórdios: uma mistura de Thrash Metal com a crueza do Hard Rock do AC/DC.

E a influência dos australianos não era um caso do acaso, pois em “Fabulous Disaster” eles já haviam feito uma ode à banda dos irmãos Young, tocando a música “Overdose“. Então, eles apostaram em incluir elementos de Prog Metal e até partes com mais Groove. Eles repetiram o feito do álbum citado e incluíram dois covers no aniversariante do dia: os escolhidos foram “Bitch“, do The Rolling Stones e “Pump It up“, de Elvis Costello.

No lineup, uma mudança no baixo em relação ao álbum anterior: o baixista Mike Butler entrou no lugar de Rob McKillop. Este é o único registro de Mike Butler com o Exodus e também foi o último a contar com John Tempesta, que havia entrado em 1989 em lugar do baterista original, Tom Hunting. Outro fator curioso é que este é o único álbum do Exodus a não ter a logo da banda estampada na capa.

Eles atravessaram o Atlântico rumo a Londres, onde adentraram ao Battery Studios, com a produção assinada pelo saudoso Chris Tsangarides. A mixagem foi feita em Nova Iorque, no Riversound. O álbum tem treze faixas em 68 minutos. Algumas das faixas, muito extensas, como “Architect of Pain” (11 minutos) e “Count Your Blessings” (7 minutos). A inovação no som resultou em críticas mistas por parte da crítica especializada, fazendo com que o álbum não alcançasse as paradas musicais, ao contrário dos últimos três álbuns do Exodus.

Os dois videoclipes produzidos no período, para as músicas “Thorn in my Side” e “Good Day to Die“, foram bastante veiculados na Headbanger’s Ball, a versão equivalente do Fúria Metal lá da MTV estadunidense. “Thorn in my Side” ainda apareceu em um episódio do programa Beavis & Butt-Head, da mesma MTV.

Com a baixa repercussão do álbum, o Exodus optou por entrar em hiato um ano depois do lançamento. Eles até voltaram em 1997, fizeram alguns shows e um deles veio a se tornar o álbum ao vivo “Another Lesson in Violence“. Um novo álbum de inéditas do Exodus só viria a ser lançado 12 anos depois, “Tempo of Damned“.

Felizmente o Exodus está na ativa, agora com dedicação total por parte de Gary Holt, depois que o Slayer encerrou suas atividades em 2019. Já se passaram dois anos desde o último álbum lançado pela banda, o excelente “Persona Non Grata“, que definitivamente trouxe a banda de volta ao Thrash Metal. Enquanto aguardamos um novo play, vamos curtindo o aniversariante do dia.

Force of Habit – Exodus

Data de lançamento – 17/08/1992

Gravadora – Capitol

Faixas:

01 – Thorn in my Side

02 – Me, Myself & I

03 – Force of Habit

04 – Bitch

05 – Fuel for the Fire

06 – One Foot in the Grave

07 – Count Your Blessings

08 – Climb Before the Fall

09 – Architect of Pain

10 – When It Rains It Pours

11 – Good Day to Die

12 – Pump It up

13 – Feeding Time at the Zoo

Formação:

Steve “Zero” Souza – vocal

Gary Holt – guitarra

Rick Hunolt – guitarra

Mike Butler – baixo

John Tempesta – bateria

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