Resenha: Doro – “Conqueress – Forever Strong and Proud” (2023)

Enfim, após cinco anos e uma pandemia no meio, finalmente a diva Doro Pesch lançou mais um novo álbum para nosso deleite. “Conqueress – Forever Strong and Proud“, o 14° álbum da cantora alemã, que assim, encerra a dolorosa espera dos fãs por um novo play.

A demora entre um disco e outro foi tanta, que, só para o leitor ter uma ideia, Warrel Dane, que nos deixou em 2017, foi um dos convidados especiais a emprestar seu talento em uma das faixas do álbum “Forever Warriors, Forever United“. E em “Conqueress – Forever Strong and Proud“, lançado dia 27 de outubro via Nuclear Blast, com versão brasileira pela Shinigami, como de costume, traz novamente uma série de convidados especiais, o maior deles é ninguém menos do que Rob Halford. O Metal God faz um dueto com Doro em dois covers: “Living After Midnight“, do Judas Priest e “Total Eclipse of the Heart”, clássica música eternizada na voz de Bonnie Tyler.

A produção é de Carsten Steffen, que também participou tocando bateria, baixo e teclado. As gravações aconteceram em Hamburgo, Nova Iorque e Miami. A capa é bela como sempre e traz a imagem de Doro, linda como sempre, segurando um machado viking. A verdade é que ela não tem uma capa de disco feia. É uma coisa que ela sabe trabalhar e bem. A pessoa já fica interessado na obra só de olhar a estampa.

O álbum possui duas versões: a oficial, vamos assim dizer, com quinze faixas e mais uma edição deluxe, que vem com um CD bônus, contendo cinco faixas, esta versão, infelizmente não tivemos acesso. Podemos destacar “Children of the Dawn“, que tem uma pegada Hard N’ Heavy com corais, “All for You“, um Heavy cheio de vigor, “Lean Mean Rock Machine“, que traz um refrão grudento e o brilho do bumbo duplo do baterista Johnny Dee, “I Will Prevail“, uma faixa Hard N’ Heavy pesada, densa, “Time for Justice” também traz um refrão grudento, “Love Break Chains” é disparada a melhor do play, com sua pegada Hard e a voz de Doro sendo o carro-chefe e “Rise“, uma música empolgante com os dois pés nos anos 1980, mas sem perder a contemporaneidade.

Dedicaremos um parágrafo especial aos dois covers escolhidos por Doro para fazer parte deste “Conqueress – Forever and Proud“: “Living After Midnight“, um dos grandes clássicos do Judas Priest foi uma escolha pessoal da cantora, que admite ser esta uma das suas canções favoritas de se cantar. E a versão ficou ótima. Por fim, “Total Eclipse of the Heart“, uma música que, apesar de não ser Rock nem Metal, é maravilhosa e atemporal. Uma música tão especial que nem artistas de baixo nível como Anitta ou Ludmilla seriam capazes de destruir (N. do R: talvez eu esteja sendo otimista demais, pois essas duas conseguem estragar o que vêem pela frente). Os arranjos feitos para essa música ficaram tão lindos que mesmo ficando pesados, não descaracterizaram a canção. E sem falar no dueto da Metal Queen com o Metal God. Já vale pelo disco inteiro, sem desmerecer as músicas autorais destacadas mais acima.

Temos um belo disco, produção caprichada, músicas simples, porém , feitas com dedicação e que funcionam muito bem. Doro jamais decepciona. “Conqueress – Forever Strong and Proud” mostra o porquê de Doro Pesch ser o maior nome feminino do Heavy Metal e o motivo de tanta inspiração para as mulheres do estilo. É top 10 fácil em qualquer lista dos melhores álbuns do ano de 2023.

NOTA: 9.0

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