São Paulo recebe o crossover feroz do D.R.I. no último show da turnê brasileira e vocalista Kurt Brecht fala sobre apresentação

Por Erick Tedesco | Tedesco Mídia

São Paulo recebe o crossover feroz do D.R.I. no último show da turnê brasileira

“O público brasileiro é sempre ótimo, meio louco”, comenta Kurt Brecht

O D.R.I. faz neste domingo, 22 de março, no Cine Joia, em São Paulo, o último show da atual turnê brasileira, em noite promovida pela Maraty e com o Ratos de Porão no lineup. Os ingressos seguem à venda pela Fastix. As bandas Imflawed (groove/thrash metal) e Questions (hardcore) farão a abertura do evento.

A apresentação recoloca em primeiro plano uma das formações mais decisivas da história do crossover, linguagem que ajudou a aproximar hardcore e thrash metal a partir dos anos 1980 e da qual o D.R.I. se tornou referência mundial. Em São Paulo, a banda encerra a passagem pelo país sustentada por um repertório que percorre diferentes momentos da discografia e preserva a tensão entre velocidade, peso e crítica social que consolidou sua trajetória.

Ao comentar a relação da banda com o Brasil, o vocalista Kurt Brecht destacou a intensidade da resposta do público local e o peso que cidades como São Paulo mantêm no circuito do grupo. “O público brasileiro é sempre ótimo, meio louco”, resumiu. A fala ajuda a dimensionar uma conexão construída ao longo de décadas e renovada a cada retorno ao país.

No palco, o D.R.I. segue apoiado em um set de aproximadamente 90 minutos, desenhado a partir de músicas de diferentes fases da carreira. Sem trabalhar com material inédito neste momento, a banda organiza o repertório com base nas faixas que considera mais fortes, mais populares e mais eficientes ao vivo, alternando momentos mais diretamente ligados ao hardcore com passagens de andamento mais pesado.

A lógica preserva a identidade do grupo e reforça a permanência do D.R.I. como nome central do crossover. Para Kurt, essa mistura entre gêneros sempre foi um processo natural. O que hoje parece assimilado, porém, passou longe do consenso quando a banda começou a aproximar duas cenas que ainda se viam como universos separados. Com o tempo, essa fricção perdeu força e deu lugar ao reconhecimento de uma linguagem comum entre públicos diferentes.

A presença do Ratos de Porão amplia esse sentido em São Paulo. O encontro reúne duas bandas fundamentais para a consolidação do crossover e reforça a afinidade entre trajetórias que ajudaram a romper fronteiras dentro do som pesado. Kurt definiu a combinação como perfeita e observou que o público responde muito bem quando os dois nomes dividem a mesma noite.

Entre as músicas destacadas por ele ao falar do repertório atual, “Worker Bee” aparece como uma das retomadas mais significativas desta turnê. A faixa voltou ao set depois de um longo período e mantém força, segundo Kurt, pela leitura direta de uma vida inteira de trabalho reduzida à sobrevivência. Outra lembrada foi “Argument Then War”, composição apontada por ele como ainda atual pela maneira como traduz a passagem recorrente do conflito político para a guerra.

Além da turnê, Kurt também relançou seu livro de letras, originalmente publicado nos anos 1980 e agora ampliado com material de fases posteriores da banda. A nova edição reúne composições de diferentes momentos da trajetória do D.R.I. e pode aparecer nesta passagem pela América do Sul em quantidade limitada.

D.R.I. e Ratos de Porão em São Paulo

Data: 22 março de 2026 (domingo)

Horário: 17h (abertura da casa)

Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SP)

Ingresso: fastix.com.br/events/d-r-i-e-ratos-de-porao-em-sao-paulo

Produção: Maraty e Powerline

Assessoria de Imprensa: Tedesco Mídia (@tedesco.com.midia)

Sobre o D.R.I.@dri_band

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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