Jonathan Cain critica Bruce Springsteen e Robert De Niro: “Façam arte e deixem a política de lado”
O tecladista do Journey, Jonathan Cain, criticou artistas e celebridades que utilizam sua visibilidade para expressar opiniões políticas. Casado com Paula White-Cain, assessora sênior de Donald Trump no Escritório de Assuntos Religiosos da Casa Branca, o músico afirmou que nomes como Bruce Springsteen e Robert De Niro deveriam “fazer sua arte” em vez de comentar política.
Durante entrevista ao The Complete Disaster Network, Cain também falou sobre sua mudança de posicionamento político ao longo dos anos e explicou por que procura manter suas convicções longe dos shows do Journey.
“Bruce Springsteen deveria calar a boca”
Ao comentar o assunto, Jonathan revelou que já foi filiado ao Partido Democrata, mas disse que passou a se identificar como conservador.
“Somos abençoados por viver onde vivemos. Hoje sou obviamente conservador. Antigamente eu era democrata, mas chegou um momento em que simplesmente não dava mais. Pensei até em Barack Obama, mas depois vi o rumo que as coisas estavam tomando e percebi que não podia mais seguir por esse caminho. Então, hoje sou um conservador convicto. E caras como Bruce Springsteen deveriam simplesmente calar a boca. Honestamente, cala a boca, Bruce. E o Robert De Niro também. Quer dizer, quem realmente se importa? Façam a arte de vocês.”
“Nosso trabalho é unir as pessoas”
Apesar de reconhecer suas convicções políticas, Cain afirmou que evita transformar seus shows em plataformas de discurso político.
“Eu sempre tento manter a política fora da minha música. Agora estou lançando essa canção patriótica, ‘The Winds Of Freedom: A Salute To America’, porque sou profundamente patriota. Assim como meu amigo Kid Rock, nós amamos nossa bandeira e amamos nosso país. Foi assim que crescemos. Mas, no fim das contas, acho que nosso papel como artistas é unir as pessoas.”
Para ilustrar seu ponto, o tecladista citou Paul McCartney.
“Paul McCartney disse certa vez que, quando canta ‘Hey Jude’, democratas e republicanos cantam juntos. É exatamente assim que eu me sinto quando vejo o Journey no palco. Há pessoas de todos os lados políticos na plateia, mas todas cantam ‘Don’t Stop Believin” juntas. É isso que a música deveria fazer.”
“Não prego política no palco”
Jonathan também respondeu às críticas que recebe por ser cristão e conservador.
“As pessoas dizem: ‘Você é cristão e conservador’. E daí? Eu não subo ao palco para fazer sermão sobre isso. Não passo dez minutos falando de política ou religião durante um show. Isso faz parte de quem eu sou, mas acho que celebridades transformarem seus palcos em palanques políticos pega mal. O Bruce… sinceramente, eu gostava dele, mas hoje ele só me parece um velho amargurado e irritante. Para com isso. Você nasceu nos Estados Unidos, então aja como tal. Embora, se você analisar a letra de ‘Born In The U.S.A.’, ela seja praticamente uma crítica ao próprio país.”
Encerrando o assunto, Cain disse acreditar que ele e Kid Rock representam uma minoria dentro da indústria musical.
“Eu e o Kid Rock provavelmente estamos em uma ilha. Somos poucos. E eu fico lá com a minha bandeira nessa ilha. Se alguém tiver algum problema comigo, com a América ou com Jesus, que venha.”
Lançada em 1984, “Born In The U.S.A.”, de Bruce Springsteen, é frequentemente interpretada como um hino patriótico, embora o próprio cantor tenha explicado em diversas ocasiões — inclusive em sua autobiografia “Born To Run” — que a música foi concebida como uma canção de protesto, abordando o tratamento dado aos veteranos da Guerra do Vietnã e as dificuldades enfrentadas por eles ao retornarem aos Estados Unidos.
