Lista

De zelador a coveiro: os empregos que 26 músicos de rock tiveram antes da fama

A vida de um astro do rock nem sempre começa em um palco. Antes de formar bandas, gravar discos e conquistar milhões de fãs, muitos dos grandes nomes da música precisaram trabalhar em empregos completamente distantes daquilo que os tornaria famosos.

Alguns tiveram ocupações comuns, como trabalhar em restaurantes, lojas ou hospitais. Outros passaram por experiências bem mais inusitadas, enquanto alguns empregos acabaram tendo uma relação inesperada com a carreira musical.

O acidente que Tony Iommi sofreu enquanto trabalhava em uma fábrica, por exemplo, teve consequências que ajudaram a moldar a sonoridade do Black Sabbath. Já Lemmy Kilmister trabalhou como roadie de Jimi Hendrix antes de se tornar uma das figuras mais importantes do heavy metal.

Confira alguns dos empregos que 26 músicos de rock e metal tiveram antes de alcançarem a fama, em lista feita pela Loudwire.

Ozzy Osbourne — trabalhador de matadouro

Antes de se tornar o vocalista do Black Sabbath e ganhar o apelido de Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne passou por diversos empregos temporários.

Um dos mais marcantes foi em um matadouro, onde trabalhava diretamente com carcaças de animais. A experiência ficou registrada na autobiografia I Am Ozzy.

Chris Cornell — manipulador de peixes

Muito antes de liderar o Soundgarden, Chris Cornell trabalhou durante anos em uma empresa de frutos do mar.

O músico começou ainda adolescente e era responsável por limpar peixes e retirar suas vísceras. A atividade fazia parte de sua rotina antes de sua carreira musical decolar.

Lemmy Kilmister — roadie de Jimi Hendrix

A história profissional de Lemmy Kilmister já estava ligada ao rock antes mesmo do Motörhead existir.

Ele trabalhou como roadie de Jimi Hendrix, experiência que lhe permitiu acompanhar de perto um dos maiores artistas da história da música. Lemmy posteriormente afirmou que aprendeu muito sobre performance e presença de palco durante aquele período.

Kurt Cobain — zelador

Antes de se tornar o líder do Nirvana, Kurt Cobain trabalhou como zelador.

A informação foi relatada por Krist Novoselic, que conheceu Cobain nessa época. Mesmo trabalhando como zelador, ele já demonstrava uma necessidade constante de se expressar artisticamente.

Tony Iommi — operário de fábrica

Tony Iommi anuncia novo disco solo

A história de Tony Iommi é uma das mais diretamente ligadas à evolução do heavy metal.

O guitarrista trabalhava em uma fábrica de chapas metálicas quando sofreu um acidente que amputou as pontas de alguns dedos. Para continuar tocando, precisou adaptar sua técnica e utilizar uma afinação mais grave.

Essa mudança ajudou a desenvolver os riffs pesados e graves que se tornariam uma das marcas registradas do Black Sabbath.

Axl Rose — gerente de loja

vaza documentário inédito do Guns N Roses

Antes de se transformar no vocalista do Guns N’ Roses, Axl Rose trabalhou em diferentes empregos enquanto tentava construir uma carreira musical em Los Angeles.

Um deles foi como gerente da Tower Records, enquanto também fazia parte da cena de bandas da Sunset Strip.

Corey Taylor — vendedor de sex shop

Corey Taylor fala sobre Layne Staley

Antes do sucesso do Slipknot, Corey Taylor passou por trabalhos como o de telhados e revestimentos.

Um dos mais curiosos foi em uma sex shop. Segundo o próprio vocalista, foi durante esse período que ele escreveu as letras que posteriormente fariam parte do primeiro álbum do Slipknot.

Eddie Vedder — segurança

Antes de se tornar o vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder trabalhou como segurança no Hotel La Valencia, em La Jolla, na Califórnia.

Ele permaneceu no emprego por aproximadamente dois anos, até 1990, período imediatamente anterior à consolidação de sua carreira musical.

Debbie Harry — coelhinha da Playboy

Antes de se tornar a vocalista do Blondie, Debbie Harry teve uma passagem pelo Playboy Club de Nova York.

Ela trabalhou como coelhinha entre 1968 e 1973, antes de iniciar a trajetória que a transformaria em uma das principais figuras femininas da história do rock.

Fred Durst — tatuador

Fred Durst limp bizkit

Antes do sucesso mundial do Limp Bizkit, Fred Durst trabalhava como tatuador.

Durante a década de 1990, ele passou por diferentes estúdios enquanto também construía sua trajetória musical. Posteriormente, o Limp Bizkit se tornaria um dos maiores nomes do nu-metal.

Jack White — estofador

Antes de criar a Third Man Records, Jack White trabalhava com estofamento.

Ele começou a aprender o ofício ainda adolescente e chegou a administrar sua própria empresa, a Third Man Upholstery. A relação com a música, porém, nunca desapareceu: White chegou a esconder discos antigos em alguns dos móveis que produzia.

Rob Halford — técnico de iluminação

Quando foi recrutado para cantar no Judas Priest, Rob Halford já trabalhava havia alguns anos como técnico de iluminação em um teatro.

A experiência nos bastidores do palco antecedeu a carreira que faria dele uma das vozes mais reconhecidas do heavy metal.

Tom Morello — dançarino exótico

Depois de se formar em Harvard e se mudar para Los Angeles, Tom Morello enfrentou dificuldades financeiras.

O futuro guitarrista do Rage Against the Machine chegou a trabalhar como dançarino exótico em festas de despedida de solteira. Segundo o próprio Morello, o dinheiro ajudou a atravessar aquele período de dificuldades.

Ivan Moody — assistente de produção

Antes do Five Finger Death Punch, Ivan Moody trabalhou como assistente de produção em Los Angeles.

A experiência estava relacionada à indústria audiovisual e incluía uma situação bastante incomum: ele e um colega alugavam parte da casa onde moravam para produções de filmes adultos, ajudando a pagar o aluguel.

Mick Jagger — porteiro de hospital psiquiátrico

Muito antes de liderar os Rolling Stones, Mick Jagger trabalhou como porteiro em um hospital psiquiátrico.

A ocupação fez parte de sua vida profissional antes de a banda transformar o vocalista em um dos maiores nomes da história do rock.

Noodles — zelador

O caso de Noodles, guitarrista do The Offspring, mostra que a fama não significou necessariamente abandonar o emprego imediatamente.

Ele continuou trabalhando como zelador em uma escola mesmo depois de o The Offspring começar a ganhar enorme atenção. Noodles havia prometido ao chefe que permaneceria no cargo até o fim do ano letivo.

Joe Strummer — coveiro

Antes de formar o The Clash, Joe Strummer trabalhou como coveiro no cemitério de St. Woolos, no País de Gales.

A experiência, porém, não durou muito. Segundo um antigo colega, Strummer acabou demitido após ser encontrado dormindo em uma sepultura.

Courtney Love — stripper

Antes de o Hole alcançar reconhecimento, Courtney Love trabalhou como stripper em Los Angeles.

O dinheiro obtido com esse trabalho ajudou a financiar equipamentos e até a van utilizada pela banda no início da carreira. A própria Love já contou que destinava parte do que ganhava para ajudar a estruturar o grupo.

Randy Blythe — cozinheiro

Antes do sucesso do Lamb of God, Randy Blythe trabalhou em uma lanchonete que funcionava durante toda a madrugada.

O vocalista fazia o turno das 23h às 7h e descreveu aquela época como um período em que vivia praticamente como um vampiro, trabalhando durante a noite e tentando construir sua carreira musical.

Freddie Mercury — carregador de bagagens

Antes de formar o Queen, Freddie Mercury passou por diferentes empregos enquanto tocava em bandas.

Um dos mais conhecidos foi no aeroporto de Heathrow, em Londres, onde trabalhou como carregador de bagagens. A experiência veio antes de sua transformação em uma das figuras mais importantes da história do rock.

Sammy Hagar — caminhoneiro

Sammy Hagar começou a trabalhar muito cedo. Ainda criança, colhia framboesas para ajudar a comprar seus próprios sapatos para a escola.

Mais tarde, trabalhou em uma loja de música e também dirigiu um caminhão basculante antes de construir sua carreira como músico e posteriormente integrar o Van Halen.

Chester Bennington — funcionário do Burger King

Antes do Linkin Park, Chester Bennington trabalhou no Burger King.

O vocalista chegou a explicar que precisava ganhar apenas o suficiente para conseguir se alimentar. Pouco tempo depois, sua trajetória musical o levaria a uma das maiores bandas de rock de sua geração.

Rob Zombie — assistente de produção

Antes de liderar o White Zombie e construir uma carreira também no cinema, Rob Zombie trabalhou nos bastidores da televisão.

Ele foi assistente de produção no programa infantil Pee-wee’s Playhouse, uma experiência bastante diferente da estética de horror que posteriormente marcaria sua carreira.

Trent Reznor — assistente de estúdio e zelador

Antes de transformar o Nine Inch Nails em uma das principais referências da música industrial, Trent Reznor trabalhou no Right Track Studio, em Cleveland.

Ele atuava como assistente de engenharia e também como zelador. O emprego ainda permitia que Reznor utilizasse o estúdio para desenvolver suas próprias demos.

Jacoby Shaddix — faxineiro de hospital

Antes do sucesso do Papa Roach, Jacoby Shaddix trabalhou como faxineiro em uma unidade de terapia intensiva.

O vocalista era responsável por limpar banheiros e lidar com situações envolvendo sangue e outros resíduos hospitalares. Ao mesmo tempo, a experiência permitiu que testemunhasse pacientes se recuperando de situações extremamente graves.

Josh Homme — trabalhador rural

Antes de o Queens of the Stone Age se consolidar, Josh Homme trabalhava na fazenda de seu avô em Palm Desert.

Homme explicou que gostava de manter esse contato com uma vida mais simples, especialmente porque considerava o ambiente da indústria musical propício a excessos e mudanças de comportamento.


Outros caminhos antes da música

Alguns músicos dessa lista não apenas tiveram empregos antes da fama. Eles chegaram a construir outras carreiras ou formações profissionais antes de decidirem apostar definitivamente na música.

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Jonathan Davis — embalsamador e assistente de legista

Antes de se tornar vocalista do Korn, Jonathan Davis trabalhou em um instituto médico-legal.

Ele era embalsamador e assistente de legista, uma profissão que contrastava completamente com a carreira que posteriormente construiria à frente de uma das maiores bandas do nu-metal.

Tom Araya — terapeuta respiratório

Antes do Slayer, Tom Araya trabalhava em um hospital como terapeuta respiratório.

Sua experiência profissional incluía o departamento de pneumologia e também atendimentos no pronto-socorro. Pouco depois, ele ajudaria a formar uma das bandas mais importantes do thrash metal.

Gene Simmons — professor e editor

Antes de se tornar o “Demônio” do KISS, Gene Simmons trabalhou como professor do ensino fundamental.

Ele também teve experiência como editor assistente nas revistas Glamour e Vogue, antes de transformar sua persona no palco em uma das mais reconhecidas do rock.

Serj Tankian — executivo de empresa de software

Serj Tankian, do System of a Down, chegou a seguir uma carreira empresarial antes do sucesso da banda.

Formado em marketing, ele posteriormente se tornou CEO de uma empresa de software de contabilidade. A música acabaria mudando completamente o rumo de sua trajetória profissional.

Taylor Momsen — atriz

Antes de se tornar vocalista do The Pretty Reckless, Taylor Momsen ficou conhecida como atriz.

Ela começou a trabalhar ainda criança e participou de produções como O Grinch e Gossip Girl. Mais tarde, deixou a atuação em segundo plano para se dedicar integralmente ao rock.

David Draiman — administrador de clínica

O vocalista do Disturbed chegou a estudar com a intenção de seguir carreira no direito.

Em vez disso, acabou trabalhando na administração da área de saúde. Draiman passou aproximadamente cinco anos administrando uma clínica antes de abandonar a profissão quando o Disturbed conseguiu um contrato fonográfico.

Marilyn Manson — jornalista

Antes da fama como músico, Marilyn Manson estudava jornalismo e trabalhava como redator da revista musical 25th Parallel.

A experiência acabou se tornando uma espécie de ligação entre seus interesses artísticos e a futura carreira musical.

David Lee Roth — técnico cirúrgico

Antes de assumir o posto de vocalista do Van Halen, David Lee Roth trabalhou na área cirúrgica de um hospital.

Ele passou aproximadamente dois anos e meio como técnico cirúrgico e auxiliar de sala, acompanhando diferentes procedimentos antes de se dedicar completamente à música.

Gerard Way — artista de quadrinhos

Antes de formar o My Chemical Romance, Gerard Way pretendia seguir carreira no mundo dos quadrinhos.

Ele estudou na School of Visual Arts, em Nova York, e se formou em Belas Artes. O interesse pelos quadrinhos continuou ao longo de sua carreira, mesmo depois de o My Chemical Romance alcançar fama mundial.

Keith Buckley — professor de inglês

Antes de liderar o Every Time I Die, Keith Buckley trabalhava como professor de inglês no ensino médio.

A carreira como educador acabou ficando para trás quando sua trajetória musical ganhou espaço, mas o trabalho representa mais um exemplo de músico que precisou conciliar uma profissão convencional com a paixão pela música.

Peter Steele — trabalhador do Departamento de Parques

Antes de liderar o Type O Negative, Peter Steele trabalhou para o Departamento de Parques do Brooklyn.

Ele dirigia caminhões de lixo, caminhões basculantes e rolos compressores, além de realizar diferentes tarefas relacionadas à manutenção dos parques.

Jared Leto — ator e estudante de cinema

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No caso de Jared Leto, a carreira artística começou antes da música.

Ele estudou na School of Visual Arts, em Nova York, e tinha interesse em cinema. Depois de se mudar para Los Angeles, conseguiu pequenos trabalhos como ator antes de também se tornar vocalista do Thirty Seconds to Mars.

Joe Hahn — artista de efeitos especiais

Antes do Linkin Park, Joe Hahn trabalhou com efeitos especiais.

O músico também atuou como ilustrador e chegou a produzir storyboards para orientar equipes de produção. Entre os trabalhos ligados à área está sua participação em episódios de Arquivo X.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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