Como Amy Lee lutou pelo controle do Evanescence no início da carreira

Quando o Evanescence surgiu para o mundo com o mega sucesso “Fallen“, seu primeiro disco, tudo pareciam flores, mas nos bastidores não era assim. Uma Amy Lee de vinte e poucos anos foi jogada num mesa com vários engravatados que queriam dizer como sua música deveria soar, como ela deveria se vestir, sobre o que ela deveria escrever em suas letras e todo tipo mais de controle.

Em uma entrevista a Metal Hammer, Amy relembrou esse período e como as coisas foram difíceis para ela, uma jovem ainda sem saber direito como esse negócio funcionava e vendo sua banda “escapar” de suas mãos. Ela diz:

“Nem tudo foram flores. Eu me sentia… insegura, tentando entender as coisas. Frustrada. Tinha que lutar por tudo o que queria e era tratada como uma criança. As pessoas que se apegam a você geralmente estão tentando se aproveitar – eu sentia isso na primeira metade da minha carreira, mas consigo identificar melhor agora. Parte disso é ser mulher, mas parte é simplesmente ser jovem. Você é uma artista; alguém que quer falar sobre sentimentos, não sobre números. É horrível! Odeio esse negócio! O que eu diria para mim mesma, voltando ao passado, é que meus instintos estavam certos e eu precisava ser forte. No começo, gastei muita energia emocional sentindo que precisava lutar pelo meu respeito como compositora. Todos me viam apenas como uma garota na frente de uma banda; uma garota com um homem atrás dela fazendo todo o trabalho. Agora, só trabalho com músicos que respeito e que me respeitam.”

O Evanescence se prepara para lançar o seu novo disco, “Sanctuary” no próximo dia 5, o primeiro álbum completo desde 2022. O singles “Who Will You Follow” ganhou um vídeo e está disponível.

Foto: Paty Sigiliano

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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