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Jim Root revela detalhes do novo álbum do Slipknot e promete mudanças que vão “ferir alguns sentimentos”

O Slipknot já trabalha em seu próximo álbum de estúdio, e Jim Root revelou alguns detalhes sobre o processo de criação do sucessor de The End, So Far, lançado em 2022.

O guitarrista de 54 anos publicou na segunda-feira (28) um vídeo mostrando seu pedalboard no Instagram e escreveu que a banda está prestes a “ficar muito ocupada”. Em resposta aos comentários dos fãs, Root explicou que o grupo pretende evitar repetir fórmulas utilizadas anteriormente.

“Uma coisa muito importante para nós neste momento é não nos ‘repetirmos’. Isso vai ferir alguns sentimentos. Estamos realmente experimentando diferentes abordagens.”

Root também pediu aos fãs que não esperem outro Slipknot, álbum de estreia lançado em 1999, ou Iowa, segundo trabalho de estúdio da banda, de 2001. Segundo o músico, a banda já passou por esse momento de sua carreira.

“A vibe parece honesta e verdadeira para mim. É desconfortável e me lembra das gravações dos primeiros dias. Não estou dizendo que isso significa que vai se traduzir no tipo de música que estamos criando ou no som/produção dela. Os primeiros discos tinham essa vibe. Você não consegue deixar isso passar com Ross [Robinson, produtor de Slipknot e Iowa].”

O guitarrista também falou sobre a produção dos trabalhos mais recentes do Slipknot. Para Root, alguns deles acabaram sendo “superproduzidos”, algo que ele pretende evitar no próximo álbum.

“Não necessariamente o que soa ‘melhor’. O que soa mais empolgante, mais vivo, etc. Nós gravamos no estúdio ao vivo, no mesmo ambiente, com Eloy [Casagrande] na bateria. Não fazíamos isso há muito tempo por vários motivos. Tudo é analógico e tocado. Todas as peças que precisam estar lá estão lá.”

A participação de Eloy Casagrande também marca uma nova etapa para o Slipknot. O baterista brasileiro entrou oficialmente na banda em 2024, substituindo Jay Weinberg.

Jim Root concorda com crítica a The End, So Far

Em outra interação com um fã, Root respondeu a uma crítica direcionada ao último álbum do Slipknot. O seguidor pediu que a banda não produzisse outro trabalho semelhante a The End, So Far e afirmou que o próximo disco precisava ser pesado, sem soar como Stone Sour, projeto de rock formado anteriormente por Root e Corey Taylor.

Root respondeu de forma direta:

“Concordo.”

O guitarrista já havia feito críticas ao processo de produção de The End, So Far. Em entrevista ao MusicRadar antes do lançamento do álbum, Root lamentou que a banda não tivesse realizado uma etapa de pré-produção.

Na ocasião, o músico afirmou que uma preparação maior poderia ter resultado em um “produto melhor”.

“Os diretores dizem constantemente que nunca terminam um filme, apenas o abandonam! Sinto que, mais do que qualquer outra coisa com esse disco, tivemos que abandoná-lo e seguir em frente.”

Novo álbum terá Matt Wallace na produção

O próximo álbum será o oitavo trabalho de estúdio do Slipknot e está sendo produzido por Matt Wallace, conhecido por seu trabalho com o Faith No More.

O disco também marcará uma mudança importante na trajetória da banda, já que será o primeiro lançamento pelo selo próprio (sic)est Records.

No início de setembro, o Slipknot lançou o single “Arsenal”, primeira música oficial da banda com Eloy Casagrande na bateria. Jim Root, porém, confirmou posteriormente que a faixa não fará parte do próximo álbum.

O Slipknot também anunciou uma extensa turnê para 2027, com início marcado para 3 de julho, no Wembley Stadium, em Londres. Até o momento, essa será a única apresentação europeia da banda no ano.

Marilyn Manson foi anunciado como atração de abertura dos shows em Wembley e de algumas apresentações na América do Sul. No Brasil, o Slipknot e Manson chegam ao The Town, em São Paulo, com ambos sendo atrações do dia 4 de setembro.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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