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Edu Falaschi revela os maiores desafios da reconciliação com Rafael Bittencourt

Em 2026 os fãs de Angra tiveram um grande momento, quando a “formação Rebirth” se juntou mais uma vez no palco.

Durante uma participação no Mariutti Team Podcast, o vocalista Edu Falaschi falou sobre os maiores desafios que teve ao se reconciliar com o guitarrista Rafael Bittencourt e subir em um palco novamente juntos. O reencontro aconteceu no Bangers Open Air deste ano, e na semana seguinte, eles ainda fizeram um show solo no Espaço Unimed. Durante a conversa, Falaschi revela, conforme transcrito pelo Confere Rock:

Cara, difícil. Não sei se teve algo específico. Acho que foi o quebra-gelo, aquele primeiro momento. Todo mundo tem um pouco disso, né? O orgulho, porque a gente sempre tem a sensação de que a nossa razão, o nosso lado, é o que pesa mais. Eu assumo isso. Também tive um pouco disso e, sei lá, acho que, em determinado momento, a gente não se reuniu antes justamente por isso. Era um orgulho de um lado e outro orgulho do outro. Ficava aquela coisa: “Ah, não vou dar o braço a torcer”, e tal. “Porque o cara fez isso.” E fez mesmo. Aí ele também pensa: “Pô, o Edu fez isso também.” E fiz mesmo, né? Então, assim, fica essa situação. É difícil chegar a um ponto de desarmamento. A gente, mais velho, fala assim: “Cara, tá bom, vou virar essa página.” E a gente teve esse desarmamento. O Rafa foi lá no Guarujá, conversamos em um restaurante. Ele falou: “Vou até a tua casa aí”, e tal. É praia, né? Tem essa vibe.

Na sequência, ele fala sobre como foi o primeiro encontro com Rafael:

Aí a gente se encontrou, e o começo da conversa foi meio travado. Daí, eu e ele fomos nos desarmando, e, no final, cara, a gente já estava se abraçando. Obviamente, ele falou um monte de coisas que queria dizer, que comentou. Rolou um desabafo dele e um desabafo meu também. Se fosse colocar em um gráfico, a conversa começou meio travada, depois, começou a esquentar. Fiquei meio preocupado; teve aquele momento do desabafo, né? Todo mundo aqui é artista, e a gente tem essa coisa do sentimento aflorado. Aí rola aquela emoção. Ele falou, e eu também falei: “Mas também não sei o quê.” Foi falando, e o gráfico desceu de novo, a poeira baixou e a gente já estava mais tranquilo.

Edu fala como a conversa caminhou então para um acordo entre as duas partes após os ânimos exaltados:

Eu falei para ele uma frase de que me lembro: “Cara, nenhum dos dois aqui é ruim. Não tem ninguém ruim aqui. Então, não tem por que a gente ficar se armando um contra o outro. Você fez o seu melhor, eu fiz o meu melhor. Só que as pessoas são diferentes, né? Cada um é diferente.” Isso eu aprendi muito na vida. Às vezes, o cara tem um jeito, uma personalidade que não é o que te agrada, mas não está fazendo aquilo por maldade.

Aproveitando o gancho da conversa, Luis Mariutti falou sobre o seu período de separação com o Angra e como as coisas se desenrolaram com a formação clássica:

Ou, às vezes, ele quer alguma coisa. No meu caso, quando a gente se separou, por que eu fiquei puto ou deixei de falar com eles? Por que você acha que eles têm que ter a mesma atitude que você. Tipo: “Ah, como é que eles não tiveram a mesma atitude que eu e o Andre?” Então, você não enxerga o lado deles, só enxerga o seu.

Edu continua:

É isso que eu aprendi. As pessoas são diferentes, e o jeito de reagir e responder às situações também é diferente. Você tem que entender que, obviamente, por serem pessoas diferentes, às vezes vai ter embate, discordância. Você não entende por que o cara está agindo daquele jeito. Pô, eu não faria isso. Por que o cara está fazendo isso? Mas fui entendendo que é o jeito de cada um. No fim, cara, não tem maldade, entendeu? É só um monte de gente com opiniões e gênios diferentes.

O Angra retorna neste final de semana à São Paulo para um show especial celebrando os discos “Rebirth” e “Holy Land“.

Foto: André Tedim

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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