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Emily Armstrong explica por que Linkin Park não escolheu um homem para substituir Chester Bennington

A chegada de Emily Armstrong ao Linkin Park continua gerando discussões entre os fãs, quase dois anos após a banda apresentar oficialmente a vocalista como parte de sua nova formação. Em entrevistas recentes, Emily explicou como encarou a responsabilidade de ocupar o espaço deixado por Chester Bennington, enquanto o DJ Joe Hahn rebateu as acusações de que a escolha de uma mulher teria sido motivada por uma suposta “agenda feminista”.

Armstrong foi anunciada como nova co-vocalista do Linkin Park em 5 de setembro de 2024, durante uma transmissão ao vivo que marcou o retorno da banda após um longo período de pausa. Na mesma ocasião, o grupo também apresentou o baterista Colin Brittain, anunciou o álbum From Zero e revelou uma nova turnê mundial.

Emily Armstrong fala sobre substituir Chester Bennington

Ao comentar a pressão de assumir a função que pertenceu a Chester Bennington, Emily reconheceu que a responsabilidade era enorme. Para ela, porém, o objetivo nunca foi tentar ocupar o lugar do vocalista ou reproduzir sua voz.

“São sapatos muito grandes para preencher. Ao fazer From Zero, você não pensa que está substituindo alguém, porque ele obviamente nunca poderá ser substituído.”

A vocalista explicou que sua abordagem foi preservar a emoção das músicas e encontrar sua própria maneira de interpretá-las, em vez de tentar reproduzir exatamente o que Chester fazia.

“Você nunca quer tentar soar como ele, mas quer transmitir a emoção e fazer a sua parte como cantora. É o lado emocional, minha principal característica, conseguir trazer isso para fora como ele fazia.”

A declaração reforça uma questão que acompanha a nova fase do Linkin Park desde seu anúncio: Armstrong não entrou na banda para ser uma cópia de Chester, mas para participar de uma formação que pretende construir uma nova etapa sem apagar o legado do vocalista.

“Fiquei feliz que não tenha sido um homem”, diz Emily

Armstrong também comentou as críticas que recebeu quando sua entrada no grupo foi anunciada. Segundo ela, a escolha de uma mulher acabou evitando um tipo específico de comparação que provavelmente ocorreria caso o Linkin Park tivesse recrutado um vocalista masculino.

“Primeiro, eu sei quem sou e o que posso contribuir. Em segundo lugar, fiquei feliz que não tenha sido um homem. É mais fácil porque, se você é homem, vai ser constantemente comparado. Não foi algo como ‘estamos procurando uma garota’. Não fizemos isso para provar um ponto, então toda a crítica era como: ‘É mesmo? Se você vai ficar chateado, não posso fazer nada por você’.”

A própria banda já havia reconhecido que parte da reação negativa à chegada de Armstrong estava relacionada ao fato de ela ser mulher. Mike Shinoda afirmou anteriormente que algumas pessoas atacaram a cantora justamente por ela não ser um homem.

A entrada de Armstrong também marcou uma mudança histórica para o grupo. Ex-vocalista do Dead Sara, ela se tornou a primeira mulher a assumir uma função de vocalista principal na história do Linkin Park.

Joe Hahn nega “agenda feminista” no Linkin Park

Em outra entrevista, desta vez ao NME, Joe Hahn também foi questionado sobre as reações à escolha de Armstrong e sobre possíveis interpretações de que a banda teria tomado uma decisão política ao colocar uma mulher no posto deixado por Chester.

Questionado se o grupo havia enfrentado preconceitos ou interpretações equivocadas por ter escolhido uma vocalista feminina, Hahn afirmou que prefere não dar atenção ao que considera apenas “barulho” externo.

“Não. Tenho certeza de que isso existe por aí. Talvez tenha acontecido e eu simplesmente tenha ignorado. Existe muito barulho por aí e, por estar mais velho e um pouco mais sábio, tento simplificar minha vida, ou pelo menos o que está acontecendo na minha cabeça.”

O músico explicou que o Linkin Park não tomou a decisão pensando em agradar o público, mas por acreditar que Armstrong era a pessoa certa para participar da nova formação.

“Tudo isso entra por um ouvido e sai pelo outro, porque sei que estamos fazendo algo muito legal. Não estamos fazendo isso para agradar as pessoas. Nós simplesmente sabemos que é a coisa certa para nós e, consequentemente, será a coisa certa para tantas outras pessoas por aí.”

Hahn também rejeitou diretamente a ideia de que a escolha de Emily tenha sido baseada em uma suposta agenda feminista.

“Não existe nenhuma agenda da nossa parte do tipo: ‘Ah, queremos ser feministas e isso e aquilo’. Nós simplesmente vemos as pessoas como seres humanos que merecem entrar onde quiserem, assim como todo mundo.”

Emily Armstrong e a nova fase do Linkin Park

A nova formação do Linkin Park foi apresentada oficialmente sete anos após a morte de Chester Bennington, ocorrida em 2017. O álbum From Zero chegou às plataformas em 15 de novembro de 2024 e marcou o primeiro trabalho de estúdio da banda com Armstrong.

Desde então, a cantora passou a dividir os vocais com Mike Shinoda e participou de uma extensa agenda de shows e festivais. A nova formação também conta com Brad Delson, Dave “Phoenix” Farrell, Joe Hahn e Colin Brittain.

Armstrong já se apresentou com o grupo em grandes eventos, incluindo o Download Festival, além de ter participado de uma apresentação com Nene Royal, finalista de America’s Got Talent, durante a final da 21ª temporada do programa.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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