ResenhaResenhas

Resenha: Tony Iommi – “From the Dark” (2026)

Depois de longos 21 anos, o pai do Heavy Metal voltou a nos brindar com um álbum solo, que ele passou a lançar a partir dos anos 2000, já que nos anos anteriores, seus esforços estavam 100% focados no Black Sabbath.

Em 23 de outubro, Tony Iommi lançou “From the Dark“, o quarto play desta lenda viva da música pesada. A obra saiu pela BMG e a boa notícia, com versão brasileira, então os fãs tupiniquins não precisarão vender um de seus rins para importar o álbum na gringa. Iommi se cercou de gente boa, como o vocalista norueguês Jørn Lande, e fica impossível não lembrar de Ronnie James Dio, ao escutarmos sua performance durante o álbum. Lande também se dedicou às letras. Completam a banda, o baixista Backy Baldwin e o baterista Karl Brazil.

Iommi revelou que a ideia inicial era contar com o baixista Geezer Butler, seu parceiro de Black Sabbath, nesta empreitada, mas que as agendas de ambos não permitiram este reencontro, o que não acontece desde a lendária apresentação no Back to the Beginning, realizada em 5 de julho do ano passado, em que Ozzy se apresentou pela última vez antes de nos deixar. Outro personagem que também fez parte do Black Sabbath, no caso, o vocalista Tony Martin, revelou em sua conta no Facebook, que Iommi cogitou sua participação no álbum, e que o guitarrista, inclusive, chegou a enviar material para que ambos criassem as demos. Mas ao final, o escolhido foi mesmo Jørn Lande.

Contando com produção assinada por Tony Iommi e por seu parceiro de longa data, Mike Exter, “From the Dark” teve também a participação de Andy Sneap na mixagem, e isso explica a altíssima qualidade do produto final. Outro convidado de honra que participou da gravação foi ninguém menos do que Brian May, que tocou guitarra na faixa “Death Wake“. May já havia emprestado seu talento no álbum “Headless Cross“, do Black Sabbath, agora repete a dose em um álbum solo de Tony Iommi.

Hora de dar play na bolacha, e o tempo só mostrou que o rei nunca há de perder a sua majestade. Não poderíamos esperar um álbum mediano vindo de um cara que criou alguns dos riffs mais icônicos do Heavy Metal. Iommi despeja riffs precisos, muito peso, e o vocal de Jørn Lande, como dissemos anteriormente, nos remete ao Black Sabbath da fase Dio. Os outros músicos também são acima da média e entregaram um trabalho honesto, pesado e digno da história de Iommi.

Você pode gostar também: Tony Iommi continua o mestre dos riffs e mostra ter lenha a queimar em “From the Dark”

“From the Dark” é bem curto, temos 8 faixas em breves 42 minutos, e os destaques ficam por conta de músicas como “Over the Violent Sun“, “World Alone“, “Beyond the Dead“, e “Return of the Arbalist“. Não sabemos se é o último álbum de Tony Iommi, que já tem 78 anos. Se sim, ele estará encerrando seu ciclo da melhor maneira possível, caso não seja o último, e é essa a nossa torcida, eis a prova de que ele ainda tem muita lenha para queimar.

NOTA: 8.0

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *