Blaze Bayley fala sobre sua luta contra a depressão e o alcoolismo

Blaze Bayley falou em entrevista a Metal Hammer, sobre os difíceis anos em que lutou contra a depressão e o vício em álcool. O ex-vocalista do Iron Maiden falou que está sóbrio desde 2019 e falou dos tempos escuros:

“Fui diagnosticado com depressão há 25 anos e nem sequer sabia o que era. No fim, decidi que não queria mais tomar antidepressivos. Já tinha parado de beber nos dias de show ou na véspera, mas quando estava fora de turnê, recaía no hábito de beber – fazendo coisas que não se deve fazer, como beber sozinha, então decidi parar de vez.

Não sou um alcoólatra completo que consegue beber uma garrafa de vodca por dia, mas não existe uma parte de mim que pense: ‘Ah, não me importo de não beber hoje’, o que é um pequeno problema.”

Blaze então fala a pessoas que tenham problema com álcool para se monitorarem e tentarem se afastar por pelo menos seis meses:

“No primeiro ano, eu meio que não dei muita importância, mas no segundo ano, olhando para trás, vi o rastro de destruição que deixei e não era nem de perto tão grande quanto quando eu bebia. Eu não conseguia parar de pensar em todas as decisões ruins que tomei enquanto bebia.

Posso subir na minha moto e pilotar a qualquer hora do dia ou da noite. Posso ir a qualquer lugar porque não estou bêbado, então nunca me encontro numa situação em que não possa pilotar. Tenho gasolina em vez de bebida. Para qualquer pessoa com problemas de saúde mental que sofra de depressão – experimente. Gostaria de ter parado de beber anos antes.”

Blazer Bayley será introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em novembro, ao lado dos membros atuais da banda, além do ex-guitarrista Dennis Stratton, e dos membros falecidos, o ex-vocalista Paul Di’Anno e o ex-baterista Clive Burr.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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