Bruce Dickinson fala sobre sua paixão por História e conta que “começou a cantar por acidente”

Em sua passagem pela CCXP 2023, Bruce Dickinson vocalista do Iron Maiden, que participou do podcast PodPah, onde ele falou sobre seu amor pela História:

Quando eu era criança o meu tio era da Força Aérea da segunda Guerra mundial,  eu tinha 5 anos, ele sentava comigo ele me contava várias histórias sobre aviões e várias coisas. E aí eu comecei a me interessar na história dessa época, os aviões de guerra, todos os meus heróis não eram estrelas do rock, eles eram pilotos de avião.  Então eu nasci em 58 e eu lembro de começar a ler eu devia ser bem novinho, talvez devia ter uns três ou quatro anos de idade, e eu li uma manchete de jornal sobre o primeiro homem que foi espaço. Era um Russo e eu pensei meu Deus, e a gente morava numa casinha que o eu morava com meu avô e ele era mineiro, então a gente tinha uma casinha que nos foi dada sabe pela mina onde ele trabalhava, e tudo era movido a carvão. O aquecimento era tudo no fogo com carvão e ele fazia essas parada que ele acendia, fogo ele pegava uma folha do jornal ele colocava na frente do fogo para que o o ar fizesse o fogo pegar mais rápido e quando ele colocou o jornal foi quando eu li a manchete eu falei, vô não, pelo amor de Deus, não queima esse jornal é o primeiro homem que foi para o espaço, não queima isso. Então foi como me apaixonei por foguete, avião, história e eu não era bem essas crianças que ficavam com muitas outras crianças. Eu ficava dentro da biblioteca lendo e eu entrava muito na minha própria mente, na minha imaginação, eu entrava na na biblioteca, eu escolhia livros aleatórios, eu lia de uma forma também e eu comecei a absorver vários tipos de conhecimento sobre muitas coisas e aí quando eu fiquei mais velho, eu fui eventualmente para a universidade e aí eu comecei a estudar História na universidade. Não estudei muito porque a maioria das vezes eu estava tentando virar cantor de uma banda de rock. E é então que tinha a ver isso e a música chegou.

Bruce foi questionado ainda em que momento na sua vida ele decidiu trabalhar com música:

Eu acho que eu tinha uns 13 ou 14 anos de idade e eu fui enviado para um internato e tinha muita música rolando ali porque tinha pessoas, a música ajudava as pessoas não ficarem loucas. Então, passando um dia por uma porta e vi uma música saindo, eu falei meu que que é isso? E aí eu abri a porta e era o Deep Purple tocando um som, um disco muito pesado, muito empolgant,e e eu era um cara que, uma criança que comia muito açúcar e muita coisa, então eu era meio ligadão o tempo inteiro, e aí eu ouvi essa bateria eu falei meu Deus do céu eu preciso, eu quero vontade de sentir o bumbo, sabe, eu quero porque era muito, muito hiperativo assim eu sempre fui assim. E aí eu me eu quis ser baterista. E aí meio que por acidente eu descobri que eu cantava melhor do que eu poderia tocar bateria.

E continua:

Então, eu estava na minha primeira banda e era uma banda que a gente juntou na escola e um camarada meu tocava guitarra e ele sabia dois acordes na guitarra, e ele estava tentando aprender o terceiro, e aí eu ia pro dormitório dele e ele tocava guitarra lá e eu tentava tocar bateria para ele e aí a gente conheceu um outro guitarrista e ele conseguia tocar metade da música Starway to Heaven, então pra gente ele era um gênio. A gente se juntou e falou vamos fazer uma banda! Eu tinha um camarada que ele era nerd de jogos jogos tipo warhammer, mas era jogos de guerra e a gente tipo fazia a gente pintava os soldados a gente recriava cenários de guerra e era um jogo de tabuleiro e a gente fazia isso e ele era meu camarada nessa sociedade. A gente se juntou e eu falei, eu vou ser o baterista certo, e eu não tinha bateria, então eu roubei um bongô e u falei ah eu vou ser o John bohan dos bongôs. Então eu arrumei esses Bongôs e a gente pensou, bom que música que a gente vai destruir primeiro então, a gente precisava de uma música que eu pudesse tocar no bongô e que o meu amigo que sabia dois acordes podia tocar então a gente falou por a gente não toca Let It Be dos Beatles, eu falei beleza. Eu estava lá tocando e aí parecia que a gente estava fazendo rock mas era uma merda. O guitarrist  falou para de tocar bongô e pelo amor de Deus, para de tocar o Bongô ajuda ele a cantar o refrão e eu falei, Ah beleza vou cantar o refrão como é que. Tá bom, eu já entendi. Então, eu só abri minha boca e gritei basicamente. E aí foi tipo Let sei lá alguma coisa assim todo mundo falou nossa não você que vai cantar. A gente foi tomar um chá e a gente começou a comer torrada e tomar um chá e aí a gente rompeu a banda por diferenças artísticas e a banda acabou.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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