Os dez melhores de 2023 – Por Marcio Machado

Estamos chegando ao final de 2023 e mais um grande ano para o metal. Tivemos grandes lançamento de nomes titânicos como Metallica e Rolling Stones, mas também outros que explodiram de uma vez e cravaram seus nomes como grandes promessas, caso do Spiritbox e o fenômeno, Sleep Token.

No Brasil, os nossos representantes não deixaram por menos, com o Angra finalmente lançando seu aguardado novo disco, uma grande obra, como o Torture Squad que mandou ver em um registro visceral, além da Nervosa com a estreia de Prika Amaral nos vocais e entregando um álbum avassalador! No rock, tivemos o ressurgimento do Ego Kill Talent com nova frontwoman e marcando o posto de maior de banda de rock nacional da atualidade e mais do que pronta para levantar voos ainda mais altos.

Como é de praxe, por todos os lados pipocam listas de melhores do ano por aí, e não deixaria isso ser diferente e trago aqui os dez discos que mais me prenderam este ano. Claro que é sempre uma tarefa difícil eleger dez nomes, em meio a tanto material que nos é chegado e todos os finais de semana grandes álbuns voando por aí. Então, mesmo com a árdua tarefa, é hora de colocar a cara a tapa e listar os 10+ de 2023.

10 – Metallica – “72 Seasons” 

E não poderia deixar de começar com um gigante desses. Ainda que eles não tenham apresentado nenhuma fórmula “fora da curva”, o que o Metallica fez em “72 Seasons” foi viajar por sua trajetória, trazendo diversos elementos seus e criando um disco denso, pesado e sombrio, sendo este o melhor de sua discografia em um longo período. Que venham ao Brasil e tragam essa majestade ao vivo a nós. Resenha aqui.

9 – Spiritbox – “The Fear of Fear”

Nunca fui de contar um EP como um trabalho do ano, sempre privilegiei os discos completos, porém este ano terei de quebrar essa tradição, pois o Spiritbox merece estar entre melhores de 2023, não é pelo que a banda apresenta no registro, mas de sua ascensão ao mundo como grande promessa. o EP apresenta uma versatilidade incrível, com as diversas nuances da talentosissíma vocalista Courtney LaPlante que transita entre vozes monstruosas até o mais doce possível. Com toda certeza, ainda ouviremos falar muito dessa banda.

8 – Torture Squad – “Devilish” 

O Torture Squad se renovou e se firmou, colocando na prateleira um disco que não pode ser melhor resumido do que, visceral. O registro passeia por diversas mudanças de andamentos, camadas de vozes de Mayara Puertas, mais solta e a vontade para experimentar, em canções que são verdadeiras pauladas sonoras em um disco muito bem construído e amarrado! Resenha aqui.

7 – Angra – “Cycles of Pain” 

Foram longos anos de espera até o fã de Angra ter em mãos um novo produto para procurar defeitos (risos). Brincadeiras a parte, o que a banda entrega aqui é simplesmente fenomenal e não menos do que um dos melhores e mais resplandecentes trabalhos de toda a sua carreira. Se homenageando, a banda não mede esforços para jogar a qualidade lá em cima e lançar verdadeiro hinos musicais em cada play dado. Resenha aqui.

6 – Extreme – “Six”

Nunca fui fã nem do hardrock nem muito menos do Extreme e a sua irritante balada “More Than Words“. Porém, o que eles fizeram este ano com seu novo disco, é capaz de quebrar qualquer barreira ou gosto pessoal, entregando um balanço de músicas que soam horas mais pesadas, horas mais dentro do que o gênero pede, sobrando ainda tempo para experimentar e não decepciona em absolutamente nada. Resenha aqui.

5 – Mammoth WVH –  “Mammoth II”

O novo disco da banda de Wolfgang Van Halen é um deleite musical sem o que se acrescentar. Sem soar como uma simples tentativa de emular o pai, ele engata seu próprio caminho e consegue mesclar musicalidade virtuose junto com um refrão que pode soar o mais radiofônico possível! Um verdadeiro primor musical e grande momento de 2023.

4 – Foo Fighters – “But Here We Are”

O trabalho mais difícil do Foo Fighters. Encarar o estúdio após a trágica perde de Taylor Hawkins! Dave Grohl transformou seu luto em música, e criou um dos melhores discos que a banda já fez em toda a sua história. Há momentos inspirados, emocionais, mas tudo sem perder a identidade que por tantos anos fizeram a banda ser tão querida e amada. Resenha aqui.

3 – Steven Wilson – “The Harmony Codex”

Steven Wilson é música e não há outra forma de definir um dos maiores gênios de sua época e dono de composições magistrais e de tamanha grandeza que é tarefa difícil colocar em palavras qualquer uma de suas obras, seja solo ou com o Porcupine Tree. Em seu novo disco, não é nada diferente. O álbum traz momentos que são uma viagem alucinógena sonora que trazem uma sensação assombrosa quando se faz tocar nos fones de ouvido. Como sempre, é algo difícil de digererir para uma grande parte do público, mas aos que se arriscam a entender e se atentar ao que é termos Steven Wilson fazendo músicas nos dias de hoje, não se arrependerá e terá momentos de vislumbres gigantescos. Resenha aqui

2 – Avenged Sevenfold  – “Life is But a Dream” 

O Avenged Sevenfold conseguiu o feito de agradar até mesmo a muitos que durante vinte anos torceram a cara para a banda, fosse os colocando como uma simples modinha ou uma banda de moleques. O fato é que com seu tão demorado para ver a luz do dia, disco novo, o grupo conseguiu amarrar diversas ideias, e isso não é modo de falar, pois o que mais se tem espalhado por cada minuto desse álbum são ideias, que em um primeiro momento parecem não fazer o mínimo de sentido e que irão acabar em tragédia. Mas aos poucos, tudo vai tomando formas, e formas grandiosas, criando momentos que podem soar pretensiosos para muitos, mas que na verdade, mostra uma banda que se fortaleceu ao longo do tempo e que não tem medo algum, assim como nunca tiveram em sua carreira, de qualquer adjetivo que os atribuam, mas estão realmente se importando em criar a música que os agrada e assim, entregam um verdadeiro diamante em sua jornada e que figura no top3 de sua discografia e sem dúvidas, merecedores do segundo lugar. Resenha aqui

1 – Sleep Token – “Take me Back to the Eden” 

Não adianta. 2023 é o ano do Sleep Token. A banda liderada pela figura misteriosa conhecida apenas por Vessel, foi a banda que mais rendeu falatório pela internet, fosse na busca incessante de alguns em descobrir quem são os membros por baixo das máscaras, lendo notícias de shows lotados, ou interessado em qual seria o novo single.

Não é uma tarefa fácil digerir o que essa banda é, principalmente aos mais puritas do metal, em meio a tantas variações estilísticas que o grupo passa durante a hora de seu disco. Mas é exatamente esse o ponto principal que conseguiu elevar a banda a um patamar de pódio em tão pouco tempo durante este ano, acertando o mundo da música como um meteoro e que parece não parar sua rota, nem tão cedo.

Independente do rótulo que queiram os dar, o Sleep Token cria algo propriamente seu, um universo todo seu e que transforma os shows tão viscerais e lúdicos como tem sido cada uma de suas apresentações. O seu registro não é nada diferente e coloca a banda no topo dessa lista. Resenha aqui.

Uma playlist com mais música de 2023 que me chamaram atenção está disponível aqui.

 

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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