Resenha: Brujeria – “Esto es Brujeria” (2023)

Em seu quinto disco, o Brujeria, inicialmente pensado como um projeto, hoje, já pode ser visto como uma banda e traz todas as suas características de antes em seu novo registro.

Lançado pela Nuclear Blast Records e trazido ao Brasil pela Shinigami Records, não há nenhuma fórmula nova no disco, nada que ninguém já não tenha ouvido antes vindo dos mexicanos, e para quem gosta da proposta, vai se esbaldar na acidez de Juan Brujo e suas irônias, críticas e a sua irreverência, tudo isso envolto em um pacote bastante barulhento.

Um breve diálogo inicia o disco e abre espaço para “Esto Es Brujeria“, que traz toda aquela brutalidade e a visceralidade do grupo. “El Patrón Del Reventón” é um dos singles do disco e ganhou um clipe bastante divertido e amalucado, bem no estilo do Brujeria. Jessica Pimentel doAlekhine’s Gun encarna La Encabronada na música “Bruja Encabronada“, que destila ódio em sua letra e traz um dos instrumentais mais incendiários do disco. Um dos destaques é claro, o hino pós-pandemia “Covid-666“, que ganho um vídeo gravado ainda em meio ao caos e coloca a veia do punk em meio a uma letra visceral. A banda ainda teve tempo de criar uma versão própria de “Cocaine” de Eric Clapton, que cai como uma luva dentro do Brujeria, e não poderia fechar com maior irreverência do que a escolha do cover.

Há alguns problemas no que a banda entrega aqui, como uma certa falta de dinâmica das guitarras, que parecem soar vazias e uma produção de bateria que deixa a desejar em falta de peso, soando por praticamente todo o disco de forma “oca”. Aos amantes do Brujeria, os sete anos de espera podem ser compensados por aqui, ainda que como dito, sem nenhum traço de experimentações. Ou aos que procuram do som visceral que incorpora o grindcore e o death metal em certos momentos, eis um prato cheio por aqui.

NOTA: 7

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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