A banda que Andreas Kisser acha que trouxe “algo novo” aos riffs
Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, explicou o que, em sua visão, faz um riff de guitarra ser realmente marcante. Em entrevista a Paolo Phoenix, da Magenta TV, durante o Wacken Open Air, realizado no último fim de semana em Wacken, na Alemanha, o músico afirmou que a qualidade de um riff não está necessariamente relacionada à sua dificuldade técnica, mas à capacidade de provocar uma reação emocional.
“Essa é difícil. Definitivamente não é um elemento técnico. É algo que te toca. Para mim, são riffs como ‘Number Of The Beast’, do Iron Maiden, ou ‘Fight Fire With Fire’, do Metallica. [Risos] É algo que realmente me motiva. Me leva a um outro nível”, explicou Kisser.
O guitarrista ressaltou que a técnica é importante para executar um riff, mas não é o elemento que necessariamente faz uma composição se tornar especial.
“Claro, tecnicamente você chega lá e aprende a tocar, a palhetar e tudo mais, mas tem algo mais, não é só o aspecto técnico. Você sente que foi escrito com verdade”, afirmou.
Kisser usou “Fight Fire With Fire”, do Metallica, para explicar como imagina o processo criativo por trás de um riff que considera especial.
“Você quase consegue imaginar os caras do Metallica na sala pequena trabalhando no riff de ‘Fight Fire With Fire’, James [Hetfield], Lars [Ulrich], Kirk [Hammett] e Cliff [Burton] tocando aquele riff pela primeira vez. Consegue imaginar a emoção? E é isso que nós… Sinta aquela emoção que você não consegue explicar.”
Andreas Kisser destaca o Gojira
Questionado sobre qual riff de uma banda mais moderna havia provocado nele a reação de “Uau, que riff incrível!”, Kisser citou o Gojira.
“Sim, acho que Gojira. Gojira é uma banda e um trabalho de guitarra muito original”, respondeu.
Para o guitarrista do Sepultura, a banda francesa conseguiu desenvolver uma identidade própria ao incorporar diferentes técnicas e elementos rítmicos ao seu trabalho de guitarra.
“De certa forma, eles constroem sua mensagem em torno desse novo elemento de usar o tapping ou esse tipo de groove. É muito difícil descrever, mas acho que eles trouxeram algo novo para os riffs e para a guitarra em geral, com certeza”, acrescentou.
O Sepultura encerra este ano a sua trajetória com um grande show que será realizado no dia 7 de novembro, em São Paulo, na Mercado Livre Arena Pacaembu.
