ResenhaResenhas

Resenha: Anthrax – “Cursum Perficio” (2026)

Dez anos se passaram, e o Anthrax finalmente lançou um novo álbum de inéditas: “Cursum Perficio“, o 12° full-lenght da banda veio a público no último dia 18, lançado pela Nuclear Blast e com versão brasileira da Shinigami.

O título está em latim e significa algo tipo “Minha jornada chegou ao fim, ou “Eu completo minha jornada”. A inspiração veio de uma placa utilizada na última casa de Marylin Monroe, e a banda garantiu que não se trata de um aviso sobre um possível último álbum. O Anthrax levou anos para concluir as gravações do novo álbum. Joey Belladonna havia gravado os vocais em novembro de 2023.

“Cursum Perficio” foi gravado no Studio 606, de propriedade de Dave Grohl, localizado em Los Angeles, e foi produzido por Ray Ruston, sendo o terceiro álbum em sequência que ele é o produtor. O álbum é o primeiro em mais de vinte anos a manter a mesma formação entre dois lançamentos, coisa que aconteceu pela última vez em “The Greater of Two Evils“, o disco de regravações de grandes clássicos do Anthrax, lançado em 2004. O baterista Charlie Benante disse que a banda havia eliminado muitas das músicas escritas originalmente, e fez novas composições.

Dando play na bolacha, e quem esperava por riffs característicos do Thrash Metal, que o Anthrax costumava trazer, a decepção é enorme. Pouco ou quase nada do que temos aqui lembra o Thrash Metal. Claro que os músicos são muito competentes, mas parece muito pouco para o Anthrax nos apresentar. Musicalmente, “Cursum Perficio” nos lembra os álbuns da época de John Bush nos vocais, mas naqueles álbuns a gente ainda consegue tirar algo de positivo.

O álbum é composto por onze canções e tem duração de 53 minutos. Dificilmente “Cursum Perficio” vai nos apresentar uma música que possa alcançar o status de outras como “Indians“, “Caught in a Mosh“, “Be All, End All” ou “Belly of the Beast“. Para não dizer que o trabalho é totalmente desprezível, podemos, com algum esforço, escolher “It’s for the Kids” e “My Victory” como bons momentos, o que é muito pouco para uma banda como o Anthrax.

A produção está muito boa, mas não consegue evitar com que o trabalho seja uma completa decepção. Se o novo álbum causa frustração, ao menos temos a expectativa de um retorno da banda ao Brasil no próximo ano, o que foi praticamente garantido por Scott Ian em entrevista recente. Porque ao vivo, o Anthrax segue arrasando e fazendo a alegria dos fãs saudosistas.

NOTA: 6.0

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *