Resenha: Flotsam & Jetsam – “Rats in the Temple” (2026)
Os fãs do Flotsam & Jetsam não precisaram esperar muito tempo para ter em mãos mais um novo álbum da banda. Um ano e onze meses depois de “I am the Weapon“, a banda que revelou Jason Newsted para o mundo está de volta com “Rats in the Temple“.
O décimo sétimo álbum da banda veio a público no dia 28 de agosto, marcando a estreia da banda pela Napalm Records. No Brasil, a bolacha saiu pela Shinigami, que quase nunca nos deixa na mão e traz o que há de melhor na cena da música pesada. O play também está disponível nas principais plataformas de streaming.
Contando com a produção do também baterista da banda, Ken Mary, o disco sacramenta o entrosamento da atual formação, que gravou o seu terceiro álbum consecutivo sem quaisquer mudanças em seu lineup, o que o ouvinte consegue pegar com relativa facilidade ao escutar os primeiros riffs. A arte da capa, bem caprichada, é assinada mais uma vez pelo artista Andy Pilkington, que já está com a banda desde o álbum “Flotsam and Jetsam“, de 2016.
Botando a bolacha para girar, a banda chove no molhado e nos apresenta o seu Power Metal com os dois pés no Thrash Metal, que já conhecemos há décadas, e o melhor, sem soar repetitivo e abusando de riffs absurdamente pesados e técnicos. “Rats in the Temple” tem treze faixas e duração total de 56 minutos, onde podemos destacar músicas como “Harvesting The Hate“, “Blame The Knife“, a faixa-título, e “First On The Spike“. A produção está impecável e isso reflete na avaliação do álbum.
“Rats in the Temple” é um álbum bruto, direto, e mostra que experiência só faz bem a uma banda. É impossível terminar a audição e não apertar o play para conferir novamente as músicas que mais parecem um atropelo provocado por um trem em altíssima velocidade. É sério candidato a figurar nas listas de melhores discos do ano. E não esperávamos nada de diferente da banda que no passado lançou pérolas como “Doomsday for the Receiver” e “No Place for Disgrace“.
NOTA: 8.0
