Dennis Pepa, baixista fundador do Death Angel, enfrenta câncer em estágio 4
Dennis Pepa, baixista fundador do Death Angel, está enfrentando um câncer duodenal em estágio 4. O músico, integrante da formação original da banda de thrash metal da região da Baía de São Francisco, revelou o diagnóstico em uma campanha criada no GoFundMe para ajudar a custear o tratamento e as despesas de sua família.
Pepa foi diagnosticado com a doença em fevereiro de 2026. Segundo seu relato, além de lidar com o câncer, ele também perdeu um emprego que manteve durante quase 20 anos. A situação fez com que ele e a família precisassem encontrar recursos para o tratamento enquanto continuam arcando com as despesas do dia a dia.
Na campanha, o músico explicou que pretende continuar o tratamento no Centro de Imunocine Oncológica, no México, e estabeleceu uma meta de US$ 150 mil.
“Meu nome é Dennis. Talvez você me conheça da capa de um disco do Death Angel, do meu trabalho ou de anos de amizade. Talvez estejamos nos conhecendo pela primeira vez aqui. Seja qual for a circunstância que o trouxe até aqui, lendo esta mensagem, agradeço por dedicar seu tempo. Significa muito para mim.”
“Me perdoe, mas vou direto ao ponto porque, bem, já estou me sentindo muito vulnerável, e não há uma maneira fácil de dizer nada disso. Em fevereiro de 2026, fui diagnosticado com câncer duodenal em estágio 4. Eu já havia perdido meu emprego de quase 20 anos. De repente, minha família e eu tivemos que encontrar dinheiro para o tratamento do câncer enquanto tentávamos pagar as contas do dia a dia.”
Dennis Pepa pede ajuda para tratamento no México
Pepa afirmou que está buscando recursos para continuar o tratamento no México e manter a família financeiramente amparada durante os próximos meses.
O músico também explicou que pesquisou sobre o Centro de Imunocine e mencionou o tratamento com células dendríticas oferecido pela instituição. Segundo a descrição apresentada por Pepa na campanha, a abordagem utiliza células do sistema imunológico e material tumoral do próprio paciente para preparar um tratamento personalizado.
“Estou pedindo ajuda para dar continuidade ao tratamento no Centro de Imunocine Oncológica no México e para sustentar minha família nos próximos meses.”
“Tenho pesquisado sobre o Centro e descobri que ele oferece algo chamado imunoterapia com células dendríticas, que utiliza as próprias células imunológicas e o material tumoral do paciente para preparar um tratamento personalizado. O objetivo, como explica o Centro, é ajudar o sistema imunológico a reconhecer e atacar o câncer da melhor maneira possível, com base nas características únicas de cada organismo.”
Pepa estabeleceu a meta de arrecadação em US$ 150 mil. De acordo com ele, o valor será utilizado principalmente para o tratamento, além de viagens, hospedagem e despesas familiares.
“Nossa meta de arrecadação de fundos é de US$ 150.000. Isso ajudará a obter o tratamento de que preciso no México e a manter minha família amparada.”
“É extremamente difícil chegar a um valor exato em dólares, mas essa é a realidade da minha situação, e estou pedindo ajuda porque nossa família não consegue arcar com essas despesas sozinha.”
O músico também explicou como pretende utilizar os recursos arrecadados:
“Os fundos serão destinados a quatro áreas: Tratamento: pagarei pelo atendimento na Immunocine se a equipe confirmar que posso prosseguir. Viagem: deslocamento até o México para tratamento e retorno para casa. Acomodação: ter onde ficar enquanto eu precisar estar lá. Apoio familiar: auxílio com compras de supermercado, contas da casa e outras despesas do dia a dia enquanto eu faço tratamento.”
Segundo Pepa, o tratamento representa a maior parte da quantia necessária. Ele citou uma estimativa de US$ 120 mil apresentada pela Heal Navigator para o tratamento com Immunocine, mas ressaltou que ainda precisa confirmar o custo específico de seu próprio tratamento.
“O tratamento representa a maior parte da meta. A lista pública da Heal Navigator indica que o custo do tratamento com Immunocine é de US$ 120.000. Ainda preciso confirmar o custo do meu próprio tratamento, mas isso dá uma ideia do que estamos tentando cobrir antes mesmo de considerarmos passagens aéreas e despesas de moradia.”
“Ainda há muita coisa pela qual quero continuar vivendo”
Pepa também falou sobre o impacto emocional de tornar pública sua situação e explicou que sua principal motivação é continuar ao lado da família.
“Não preciso de nada extravagante. Só preciso conseguir chegar lá, ter um teto sobre a minha cabeça durante essas 6 semanas e saber que minha família poderá se manter em casa. No momento, juntar esses custos é extremamente difícil. Seu apoio generoso nos daria uma base para lidar com as despesas enquanto fazemos os preparativos.”
O baixista destacou ainda que qualquer contribuição pode fazer diferença diante do tamanho da meta.
“US$ 150 mil parece muito, muito além do que qualquer pessoa sozinha poderia doar. Mas é preciso uma comunidade inteira, e cada centavo conta. Uma doação de US$ 5 multiplicada várias vezes é muito mais do que US$ 5, então qualquer ajuda é bem-vinda. De verdade.”
Em um dos momentos mais pessoais do texto, Pepa revelou que quer continuar acompanhando o crescimento dos filhos e construir um futuro ao lado da noiva, Gemalyn.
“Quero continuar vendo meus filhos, Maddox, 22, e Roman, 19, crescerem e construírem suas próprias vidas. E quero estar ao lado deles, ajudando-os a se tornarem homens fortes e compassivos. Quero me casar com minha noiva, Gemalyn, e continuar presente para as pessoas que mais amo. Como família, temos tantos planos, tantas memórias para criar e tantos momentos especiais pela frente.”
“Mais uma vez, obrigado por dedicar seu tempo para ler esta mensagem. Com carinho e os melhores votos, Dennis.”
Death Angel pede apoio aos fãs
Os integrantes do Death Angel também divulgaram a campanha e fizeram um apelo para que fãs de metal ajudem Pepa durante o tratamento.
“Por favor, ajudem nosso irmão, amigo, primo e membro fundador do Death Angel, Dennis Pepa, em sua luta contra o câncer. Ele realmente precisa que a comunidade Metal e além se unam e demonstrem seu apoio, pois ele é um dos nossos, que ajudou a definir o som e a atitude deste gênero, enquanto trava essa batalha. Qualquer ajuda, por menor que seja, é muito maior do que vocês imaginam, incluindo sua energia positiva, pensamentos e orações.”
“Vamos mostrar ao Dennis que ele não está sozinho nessa batalha. Ele tem toda essa incrível e tenaz comunidade Metal ao seu lado a cada passo do caminho! Nós te amamos, Dennis! Você consegue, irmão!”
Dennis Pepa fez parte da formação original do Death Angel
O Death Angel foi formado em 1982 por Rob Cavestany e Gus Pepa, nas guitarras, Dennis Pepa, no baixo, e Andy Galeon, na bateria. Mark Osegueda, primo em segundo grau dos integrantes fundadores e inicialmente roadie da banda, entrou como vocalista em 1984.
Pepa permaneceu no Death Angel entre 1982 e 1991, antes de retornar ao grupo para uma segunda passagem entre 2001 e 2008.
Durante sua trajetória com a banda, o músico tocou baixo e realizou backing vocals. Ele também chegou a assumir os vocais principais do grupo durante o período inicial, entre 1982 e 1984.
Seu último show com o Death Angel aconteceu em 28 de outubro de 2008, no Grand Ballroom, em São Francisco, Califórnia. Na ocasião, Pepa explicou que deixava a banda porque queria diversificar sua atuação e explorar outras oportunidades dentro e fora do metal.
