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AC/DC: 31 anos de “Ballbreaker” e o retorno de Phil Rudd

Há 31 anos, em 26 de setembro de 1995, o AC/DC lançava seu décimo-terceiro álbum de estúdio. “Ballbreaker” é assunto do nosso bate-papo deste sábado.

Se “Ballbreaker” não foi na época muito bem recebido pela crítica, ele tem um marco importante: a volta do baterista Phil Rudd, que havia saído da banda em 1983 por divergências, principalmente com Malcolm Young.

Era o primeiro álbum que a banda lançava após um hiato de 5 anos entre “The Razors Edge“, e a produção, ficou a cargo de Rick Robin, sobre o qual Malcolm Young deu a seguinte declaração:

“Rick Robin não é um roqueiro. Tenho certeza disso. Nunca mais vamos fazer outro trabalho com ele, para ser honesto, o cara era um impostor.”

Mas “Ballbreaker” pode não ter superado “The Razors Edge“, porém, tem seus bons momentos. E em 49 minutos temos aquele Hard Rock caprichado com o selo de qualidade do AC/DC. E em decorrência dos desentendimentos entre banda e Rick Robin, Mike Fraser, que atuava com engenheiro de som neste play, acabou assumindo a produção das partes finais.

Com a volta da formação que ficou mais conhecida, sobretudo a partir do clássico álbum “Back in Black“, eles se revezaram entre as costas leste e oeste dos Estados Unidos, onde utilizaram o Record Plant, em Nova Iorque e o Ocean Way, em Los Angeles, entre o final de 1994 e o início de 1995 para gravar o aniversariante do dia.

O álbum tem onze faixas e duração de 49 minutos, com destaque para “Hard as a Rock“, “Burnin’ Alive“, “Love Bomb“, “Caught With Your Paints Now”, além da faixa-título, que é de longe, a mais brilhante do play, que se não é um dos melhores, está muito longe de ser o pior momento do AC/DC.

A aceitação da crítica especializada foi morna, mas o público abraçou a banda. Nos charts, o disco chegou ao 1º lugar no chart da Austrália e na Suécia, 2° na Nova Zelândia e na Áustria; 3° na Belgica e na Suíça, na “Billboard 200”, Alemanha, Canadá e Noruega alcançou o 4º lugar; na “UK Albums Chart” (Reino Unido) ficou nem 6º; 12° na Hungria e 28° na Holanda. Em 2008, alcançou a 194ª posição no Japão.

“Ballbreaker” foi certificado com Disco de Ouro na Argentina, Áustria, Canadá, Finlândia, Alemanha, Suécia, Suiça e Reino Unido; Platina na França, Nova Zelândia e Espanha; Duplo Platina nos Estados Unidos e Triplo Platina na Austrália.

Após o lançamento, o AC/DC saiu em turnê mundial, que culminou com o lançamento de um DVD ao vivo, “No Bull“, lançado em 1996. Durante esta turnê, cinco músicas do então recém-lancado disco foram executadas: “Hard As a Rock“, “Boogie Man“, “Cover You In Oil”, “Hail Caesar” e “Ballbreaker“.

Então vamos celebrar mais um aniversário deste belo álbum, o AC/DC, que segue firme e forte, lançando discos e fazendo shows. A banda esteve no Brasil esse ano quando realizou duas apresentações em São Paulo, e infelizmente, nosso aniversariante não foi lembrado. Longa vida aos mestres do Hard Rock australiano.

Ballbreaker – AC/DC

Data de lançamento – 26/09/1995

Gravadora – Albert

Faixas:

01 – Hard as a Rock

02 – Cover You in Oil

03 – The Furor

04 – Boogie Man

05 – The Honey Roll

06 – Burnin’ Alive

07 – Hail Caesar

08 – Love Bomb

09 – Caught With Your Paints Down

10 – Whiskey on the Rocks

11 – Ballbreaker

Formação:

Brian Johnson – vocal

Angus young – guitarra

Malcolm Young – guitarra

Cliff Williams – baixo

Phil Rdd – bateria

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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