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Nando Reis faz desabafo para quem o acusa de uso da Lei Rouanet: “mamata é o caralh#”

Nando Reis falou durante um recente show, sobre aqueles que o acusam de ser um artista “mamador de lei Rouanet”.

Durante um show realizado em 17 de outubro de 2026, em São Paulo, Nando Reis repudiou a narrativa de que a Lei Rouanet seria uma “mamata” ou um privilégio para os artistas, conforme transcrito pelo Confere Rock:

Eu tô aqui na frente e tô acostumado a ouvir aplauso, a ouvir vaia, a ser xingado. Aliás, andam me xingando muito. No entanto, esse trabalho do artista não é meu, não é individual. Eu tenho uma equipe gigante aqui, trabalhadores, braçais, gente que trabalha e que maneja nas luzes… E o pessoal fica achando que é mamata de Lei Rouanet, caralho, pô! Mamata é o caralho! Não aceito isso mais, caralho! Então é contra isso, porque eu tô aqui, eu sou compositor. Essas pessoas se foderam na pandemia, pra caralho! Porque tinha um imbecil que tava ali mandando e atrasando toda a nossa vida. Imbecil! Imbecil! E não vamos votar em filhote de imbecil nem fodendo

Lei Rouanet: como funciona o incentivo à cultura no Brasil?

A Lei Rouanet é um dos principais mecanismos de incentivo à cultura no Brasil. Criada em 1991, ela permite que projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura busquem financiamento por meio de empresas e pessoas físicas que destinam parte do Imposto de Renda devido a essas iniciativas.

O ponto principal é que a aprovação de um projeto não significa que o governo entregará dinheiro diretamente ao artista. O mecanismo autoriza a captação de recursos, que depende de patrocinadores ou apoiadores dispostos a financiar a iniciativa.

Como funciona na prática?

1. O projeto é apresentado: artistas, produtores culturais e instituições cadastram propostas no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), com orçamento, objetivos e planejamento. O Ministério da Cultura analisa se a iniciativa atende às regras.

2. O responsável busca patrocinadores: se aprovado, o projeto recebe autorização para captar recursos. Isso não garante que todo o dinheiro será arrecadado: o produtor precisa encontrar empresas ou pessoas dispostas a apoiá-lo.

3. O patrocinador utiliza o incentivo fiscal: pessoas físicas que fazem a declaração completa do Imposto de Renda podem destinar até 6% do imposto devido, enquanto empresas tributadas pelo lucro real podem destinar até 4%, respeitadas as regras legais. Dependendo do enquadramento, o abatimento pode chegar a 100% do valor apoiado ou ser parcial.

4. O projeto é executado e fiscalizado: os recursos devem ser usados conforme o plano aprovado. O responsável precisa comprovar a realização das atividades e prestar contas ao Ministério da Cultura. Irregularidades podem resultar em sanções e na obrigação de devolver valores.

O governo dá dinheiro diretamente aos artistas?

Não necessariamente. No mecanismo de incentivo fiscal, o governo permite que parte do imposto devido seja direcionada a projetos culturais aprovados. O dinheiro tem natureza pública, mas a escolha de qual projeto receberá o apoio cabe ao patrocinador ou doador, dentro das regras do programa. Por isso, aprovar um projeto na Lei Rouanet não significa receber automaticamente recursos públicos.

A Lei Rouanet busca estimular a produção cultural por meio de incentivos fiscais, viabilizando shows, peças teatrais, exposições, livros e outras iniciativas. O mecanismo exige aprovação, captação de recursos, execução conforme as regras e prestação de contas.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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