Tuomas Holopainen afirma que Nightwish pode continuar sem ele
Tuomas Holopainen, fundador, tecladista e principal compositor do Nightwish, não se considera indispensável para a continuidade da banda.
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Em entrevista à Metal Hammer, o músico de 49 anos afirmou que o grupo se tornou maior do que qualquer um de seus integrantes. Segundo Holopainen, as diversas mudanças de formação ao longo de quase 30 anos mostram que o Nightwish pode continuar funcionando mesmo com novas pessoas.
“Sinceramente, acho que neste momento, se qualquer membro – incluindo eu mesmo – saísse, o resto poderia continuar. Qualquer um de nós. Porque temos provas suficientes de que esta banda pode funcionar com qualquer formação.”
Holopainen fundou o Nightwish em Kitee, na Finlândia, em 1996. Ao lado do guitarrista Emppu Vuorinen, ele é um dos dois únicos integrantes que permaneceram na banda desde o início.
Ao longo de sua trajetória, o grupo passou por três vocalistas principais. Tarja Turunen permaneceu entre 1996 e 2005, seguida por Anette Olzon, que ocupou a função de 2007 a 2012. Desde 2013, Floor Jansen é a vocalista permanente.
Também em 2013, Troy Donockley tornou-se integrante definitivo. Kai Hahto assumiu oficialmente a bateria em 2019, enquanto Marko Hietala deixou o Nightwish em janeiro de 2021. O baixista Jukka Koskinen, do Wintersun, entrou como substituto e foi efetivado em agosto de 2022.
A saída de Tarja Turunen
Entre todas as mudanças, a saída de Tarja Turunen continua sendo um dos episódios mais marcantes da história do Nightwish.
A vocalista foi demitida em 2005 por meio de uma carta aberta assinada pelos integrantes da banda. O documento acusava Tarja de colocar negócios e dinheiro acima da música, algo que a cantora negou.
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Quase duas décadas depois, Holopainen reconheceu à Metal Hammer que o próprio Nightwish também teve responsabilidade pela maneira como o episódio foi conduzido.
“Não havia futuro para nós juntos. Estávamos apenas operando em modo de sobrevivência e atormentados por esses pensamentos sombrios. Fomos completamente massacrados pela mídia – era como se fôssemos neandertais malignos que tivessem ferido nossa maravilhosa ex-cantora. Recebi algumas cartas realmente interessantes, digamos assim.”
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