Lars Ulrich defende som de bateria de “St. Anger” e se “responsabiliza” por isso
Quando Metallica lançou “St. Anger“, tudo foi encarado ali com no mínimo uma boca aberta sugerindo o espanto diante de tudo que estava sendo apresentado ali. Não haviam solos nas músicas, as afinações ficaram bem baixar e o principal fator, a bateria tinha um som estridente que até hoje rende comentários sobre.
Anos atrás, durante entrevista com Eddie Trunk, Lars Ulrich falou sobre aquele som e disse que tudo ali é responsabilidade sua, e fala o que aconteceu para que sua bateria fosse apresentada daquela forma. Ele diz, conforme transcrito pelo Blabbermouth:
“Eu ouço ‘St. Anger’ . É uma pancada daquelas, tem muita energia bruta incrível, e é tipo, ‘Uau!’. Ela já foi bastante explorada. Mas a coisa da caixa, foi tipo um impulso momentâneo… Estávamos trabalhando em um riff. [James] Hetfield estava tocando um riff na sala de controle. E eu corri para lá. Eu pensei, ‘Preciso colocar uma batida por trás disso’. Corri para a sala de gravação, sentei e toquei algumas batidas em cima desse riff para não perder a energia do momento, e esqueci de ligar a caixa. E aí estávamos ouvindo de novo, e eu pensei, ‘Nossa! Esse som combina com o riff, e soa estranhamente peculiar e meio legal.'” E aí eu meio que deixei a caixa de lado pelo resto das sessões, mais ou menos. E aí foi tipo, ‘É, isso é legal. Isso é diferente. Isso vai deixar algumas pessoas de boca aberta. Parece que faz parte da pancadaria’, ou algo assim. E aí vira essa coisa enorme, que gera muita discussão. E às vezes a gente fica de fora e pensa, tipo, ‘Caramba! Essa a gente não esperava’, em relação à polêmica que isso se torna.”
Ele completa:
“Tenho orgulho de todas essas decisões, porque sei que, naquela época, eram a verdade, o instinto e a coisa certa a se fazer. E aí, 20 anos depois, é tipo, ‘Bem, como teria soado se a caixa estivesse ligada?’ Ou, ‘Como teria soado se tivéssemos usado duas em vez de quatro?'” Quer dizer, não sei, mas, para ser sincero, eu realmente não penso nisso, a não ser quando sou confrontado com o assunto em entrevistas. E eu não mudaria nada do passado.
St. Anger está completando hoje 23 anos de seu lançamento
