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John Dolmayan explica por que o System Of A Down faz poucas turnês e revela que não pratica mais bateria

O baterista do System Of A Down, John Dolmayan, comentou os motivos pelos quais a banda realiza tão poucos shows e revelou que atualmente nem sequer pratica bateria regularmente.

Em entrevista ao Strefa Music Art, o músico falou sobre a bem-sucedida turnê europeia de estádios realizada no verão de 2026, que incluiu duas apresentações no PGE Narodowy, em Varsóvia, na Polônia.

“Cada show é especial”

Segundo Dolmayan, justamente por tocar poucas vezes, cada apresentação acaba tendo um significado especial para a banda.

“Todo show que fazemos é sempre especial para nós, porque são muito poucos. Isso é planejado. Gostamos de fazer turnês de forma muito limitada. Gostamos de passar a maior parte do tempo em casa. Mas, quando saímos para tocar, uma coisa interessante é como os locais ficaram enormes, principalmente nesta última turnê pela Europa. Da última vez que estivemos na Polônia havia talvez 15 ou 20 mil pessoas. Agora estamos tocando duas noites em um estádio para cerca de 50 mil pessoas.”

O baterista também destacou o comprometimento dos fãs europeus, que viajam entre diferentes países para acompanhar a banda.

“Os fãs daqui são incríveis. E uma coisa que percebi nesta turnê é que muita gente está viajando. Havia poloneses em outros shows e pessoas de vários países indo aos shows na Polônia. Isso é interessante. Eu não via tanto isso antigamente. Mas as pessoas estão fazendo isso, e nós estamos prontos para tocar.”

Influências musicais variadas

Ao relembrar o início de sua trajetória como músico, Dolmayan afirmou que aprender a tocar bateria exigiu muito esforço, mas que ouvir estilos variados foi ainda mais importante para desenvolver sua identidade.

“Foi um enorme esforço aprender a tocar bateria, mas também construir uma bagagem de influências musicais. Deu muito trabalho fazer meu corpo entender a física da bateria, desenvolver memória muscular e aprender os rudimentos. Mas, acima de tudo, era ouvir o máximo possível de estilos diferentes e absorver influências de muitos lugares. Assim, eu tinha uma enorme variedade de ‘temperos’ para usar quando criava as batidas das músicas.”

Ele explicou que buscava referências em diversos gêneros.

“Peguei influências de tudo: música étnica, bossa nova, rock tradicional, jazz… Felizmente, tive a sorte de entrar em uma banda onde isso não apenas podia ser explorado, mas era necessário para a música.”

“Hoje eu nunca pratico bateria”

Questionado sobre a frequência com que pratica atualmente, Dolmayan surpreendeu ao responder que simplesmente não treina mais.

“Nunca. Hoje meu foco artístico é outro. Como não fazemos discos, e eu já sei tocar essas músicas muito bem, redirecionei minhas habilidades artísticas para a escrita.”

Segundo ele, escrever passou a ser sua principal forma de expressão criativa.

“É isso que pratico todos os dias e no que procuro melhorar. Esse é meu foco artístico no momento. Se um dia decidirmos fazer outro álbum, aí terei que redirecionar meus esforços e voltar mentalmente para esse universo. As duas coisas são arte e formas de expressão, mas de maneiras diferentes.”

A mais recente turnê europeia do System Of A Down contou com Queens Of The Stone Age e a recém-reunida Acid Bath como bandas de abertura.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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