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Os 10 discos que mudaram a vida de Corey Taylor do Slipknot

Corey Taylor, vocalista do Slipknot e do Stone Sour, é conhecido por transitar entre o metal extremo, o hard rock e projetos solo. Em entrevista concedida à Metal Hammer, o cantor relembrou os discos que mais influenciaram sua formação musical e ajudaram a construir sua identidade artística.

A seleção reúne clássicos do heavy metal, rock, blues, música eletrônica e até trilhas de musicais, mostrando a diversidade de referências que acompanham Taylor desde a infância.

Iron Maiden marcou o início de tudo

Entre todas as influências, o Iron Maiden ocupa um lugar especial. Corey contou que “Powerslave” (1984) foi um dos primeiros álbuns que ganhou na vida, ainda em fita cassete, presente de sua avó.

“O primeiro álbum que ganhei de Natal foi ‘Powerslave’. Isso foi antes dos vales-presente. Pedi para minha avó me levar à loja de discos e ela comprou esse e ‘Girls, Girls, Girls’, do Mötley Crüe. Eu já sabia, antes mesmo de chegar à loja, que precisava ter o Iron Maiden.”

Outro trabalho indispensável para o vocalista é “Somewhere In Time” (1986), especialmente pela arte da capa.

“Talvez algo do Pink Floyd chegue perto, mas eu sempre volto para ‘Somewhere In Time’. Peguei o encarte e fiquei olhando todas as referências a ‘Blade Runner’. Havia tanta coisa para absorver que devo ter passado uma hora inteira analisando aquela arte.”

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O disco que o fez acelerar pelas estradas

Outro álbum lembrado por Taylor com entusiasmo foi o debut do Amen, lançado em 1999.

“Esse álbum é insano! Eu tinha acabado de instalar um CD player no meu carro velho durante uma pausa na turnê do Slipknot. Acho que consegui fazer aquele carro andar muito mais rápido do que deveria ouvindo esse disco.”

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A primeira grande decepção

Nem todas as lembranças, porém, foram positivas. Corey revelou que “Quiet Riot III”, lançado em 1986, foi um dos primeiros discos que o decepcionaram.

“Esse foi o primeiro álbum que comprei e pensei: ‘Nossa…’. Eu adorava ‘The Wild And The Young’ e imaginei que o disco inteiro seria incrível, mas acabou sendo muito estranho.”

O compositor que ele gostaria de ser

Quando o assunto é composição, poucos artistas despertam tanta admiração em Corey quanto Ray LaMontagne.

“É simplesmente incrível. Eu idolatro esse cara. Não existe uma música ruim nesse álbum. Escrever no violão é o que eu mais gosto de fazer, e esse disco está cheio de canções que me deixam bravo por não terem sido escritas por mim.”

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Os álbuns de sua própria carreira

Questionado sobre seus próprios trabalhos, Taylor destacou dois discos que considera os mais representativos de sua trajetória.

“Tenho orgulho de tudo o que fiz, mas, se tivesse que escolher, diria o primeiro álbum do Slipknot e ‘Audio Secrecy’, do Stone Sour. Eles representam extremos opostos da minha carreira. O álbum do Slipknot é puro caos; o do Stone Sour é uma exposição da alma.”

“Master Of Puppets” é o álbum definitivo do metal

Entre todos os clássicos do gênero, “Master Of Puppets”, do Metallica, recebeu um elogio especial.

“Sem dúvida, este é o álbum definitivo do metal. O Metallica reúne melodias e riffs devastadores. Cada riff, cada linha vocal, cada batida de bateria, cada segundo desse disco é perfeito. Do começo ao fim, provavelmente está entre meus dois álbuns favoritos de todos os tempos.”

A música que gostaria de ouvir no próprio funeral

Corey também revelou qual canção escolheria para seu funeral. A escolhida foi “In My Time Of Dying”, do Led Zeppelin, presente em “Physical Graffiti” (1975).

“Não acho que escolheria um álbum inteiro, seria um funeral muito longo. Mas sempre quis ‘In My Time Of Dying’. É uma música multidimensional, cheia de mudanças, e não recebe o reconhecimento que merece. Os slides de guitarra e a bateria do Bonham são implacáveis.”

O álbum que marcou sua primeira experiência sexual

Em um momento bem-humorado da entrevista, Taylor revelou que sua primeira relação sexual teve como trilha sonora “101”, álbum ao vivo do Depeche Mode.

“O primeiro álbum que ouvi enquanto fazia sexo foi um disco ao vivo do Depeche Mode. Eu namorava uma garota que era muito fã da banda. Eu já gostava deles, mas aquele álbum — ou talvez tenha sido o sexo — me transformou em fã de verdade.”

Um musical entre suas maiores influências

A lista termina com uma escolha inesperada: a gravação de “Les Misérables: The Dream Cast in Concert”.

“É uma coletânea em dois discos de um dos meus musicais favoritos. Eles reuniram os melhores intérpretes de cada personagem para celebrar os dez anos do espetáculo. É fantástico. Tenho tudo no meu iPod e adoro ouvir do começo ao fim.”

Corey Taylor e o Slipknot no momento encontram-se em um hiato momentaneo e se preparam para gravar um novo disco, o primeiro que irá contar com Eloy Casagrande como baterista.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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