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Slash fala sobre o sucesso de “Appetite For Destruction”, a estreia do Guns N’ Roses

Em uma nova entrevista para o programa “Jim Kerr Rock & Roll Morning Show”, da rádio Q104.3 FM, de Nova York, o guitarrista Slash, do Guns N’ Roses, falou sobre a influência do clássico “Appetite For Destruction” no processo criativo da banda atualmente. Lançado em 1987, o álbum de estreia se tornou um dos discos mais importantes da história do hard rock e permanece como o trabalho mais celebrado do grupo.

Apesar do enorme impacto do disco, Slash afirmou que o sucesso alcançado no passado não interfere na maneira como encara novas composições. Para o guitarrista, o caminho natural é escrever a partir do que está vivendo no presente, sem tentar reproduzir uma fórmula que funcionou décadas atrás.

“Não, você simplesmente compõe o que está acontecendo no momento e o que você está vivenciando agora. Você não costuma olhar para o passado. Mas é realmente incrível e gratificante que o álbum ‘Appetite’ tenha se tornado tão icônico. Mas não é algo que você realmente revisita, especialmente algo que aconteceu há tanto tempo.”

A declaração mostra uma postura que Slash mantém há décadas: embora reconheça a importância histórica de “Appetite For Destruction”, o guitarrista não parece interessado em transformar o próprio passado em uma espécie de manual para sua produção atual.

Por que “Welcome To The Jungle” abre os shows?

Durante a entrevista, Slash também explicou por que “Welcome To The Jungle”, uma das músicas mais famosas de “Appetite For Destruction”, foi escolhida para abrir os shows do Guns N’ Roses na atual turnê.

Para ele, a resposta é simples: a música funciona perfeitamente como introdução de um espetáculo de rock.

“É simplesmente uma boa música de abertura. Ela praticamente diz tudo nos primeiros segundos. Então funciona muito bem.”

A faixa, lançada como parte do álbum de estreia em 1987, tornou-se uma das principais assinaturas do Guns N’ Roses e continua sendo uma das músicas mais aguardadas pelos fãs durante as apresentações.

Guns N’ Roses não trabalha com um repertório totalmente fixo

Slash também explicou que a montagem dos setlists do Guns N’ Roses não segue exatamente uma fórmula rígida. Embora algumas músicas sejam praticamente garantidas, a banda mantém uma lista ampla de opções para variar o repertório durante a turnê.

Segundo o guitarrista, não existe um planejamento excessivamente elaborado por trás da escolha das músicas.

“Não há um processo de pensamento. Nós simplesmente escolhemos as músicas que queremos tocar, e elas são de todos os álbuns diferentes.”

Slash explicou que a banda possui algumas músicas que funcionam como pontos fixos do espetáculo, mas deixa espaço para mudanças durante os shows.

“Nós também não temos exatamente o que você chamaria de repertório fixo. Temos uma música de abertura, uma música de encerramento e várias músicas principais que vamos tocar, e aí misturamos bastante coisa.”

O guitarrista revelou ainda que o grupo trabalha com um repertório de aproximadamente 50 músicas e escolhe algumas delas para cada apresentação.

“Então, temos uma lista de, tipo, 50 músicas. E meio que tiramos algumas dessa lista.”

A estratégia permite que o Guns N’ Roses altere parte do repertório ao longo da turnê, mantendo os grandes clássicos que o público espera e, ao mesmo tempo, criando espaço para músicas menos óbvias.

Guns N’ Roses está em turnê pela América do Norte

O Guns N’ Roses iniciou oficialmente a etapa norte-americana de sua turnê mundial de 2026 em 23 de julho, com uma apresentação no Carter-Finley Stadium, em Raleigh, na Carolina do Norte.

O show deu início a uma sequência de 18 apresentações em estádios, arenas e anfiteatros nos Estados Unidos e no Canadá durante o verão norte-americano.

A turnê mantém “Welcome To The Jungle” como ponto de partida do espetáculo e apresenta um repertório que atravessa diferentes fases da trajetória do Guns N’ Roses.

Enquanto isso, a declaração de Slash deixa claro que, apesar de o peso de “Appetite For Destruction” continuar presente nos shows, o guitarrista não pretende ficar preso ao passado.

Para ele, o desafio continua sendo criar a partir do momento atual — mesmo quando sua própria história inclui um dos álbuns de estreia mais importantes e influentes do rock.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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