Todos os discos do Avenged Sevenfold ranqueados do pior para o melhor
Recentemente, o Avenged Sevenfold causou estranheza aos seus fãs com o lançamento do seu novo trabalho, o EP “Statica“, que busca uma sonoridade totalmente distante do que eles já apresentaram em outros trabalhos.
Uma das principais mudanças foi o uso de auto-tune na voz de M. Shadows, além de priorizar batidas eletrônicas e pouco uso de guitarras.
Mas o Avenged Sevenfold nunca se prendeu a rótulo ou fórmulas prontas, e a cada disco, eles sempre se renovaram, sempre trouxeram uma nova sonoridade e um novo momento para a banda. Com oito discos completos e um EP, listo aqui os registros do pior ao melhor.
9 – Statica (2026)
Ok, vamos começar pelo mais recente. O Avenged Sevenfold tem tratado “Statica” como um projeto paralelo, usando até mesmo o nome do EP para tratar como um trabalho a parte. Ainda assim, as escolhas aqui foram no mínimo, confusas, deixando tudo que a banda tem de melhor de lado e apostando em algo que segundo eles, “eleva a mente”. A intenção pode ter sido boa, mas a execução não foi das melhores

8 – Sounding the Seventh Trumpet (2001)
O início de tudo e como costumeiramente, as coisas eram bastante diferentes do que viriam pela frente. As raízes no metalcore são mais exploradas nesse primeiro disco, com vocais que soam embolados e sem muito refinamento devido à uma produção não muito bem realizada. Marca pelo começo da trajetória.

7 – Nightmare (2010)
Ok, para alguns, essa posição pode causar espanto ou até um pouquinho de raiva. O disco sobre o luto da morte de The Rev poderia ter sido melhor explorado e principalmente, sem o ar de remake do álbum anterior, que a todo momento povoa “Nightmare” em sua execução (fato esse inclusive corroborado por M. Shadows e Synyster Gates. Veja aqui), o que faz com que o disco soe sem o ar de novidade ou frescor que todos lançamentos anteriores traziam. Com boas faixas como a que batiza o registro e “Natural Born Killer” (que soa quase como “Almost Easy” requentada), parece uma peça que precisava ser melhor lapidada

6 – The Stage (2016)
Primeiro trabalho a contar com Brooks Wackerman na bateria e onde o lado experimental do Avenged Sevenfold surgiu. Apesar da estranheza em um primeiro momento, o disco traz um lado musical da banda partindo para outros caminhos e saindo totalmente do convencional, mas ainda assim, criando momentos grandiosos como a própria faixa título, “God Damn”, que traz o mais tradicional do grupo, entre outros.

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5 – Waking the Fallen (2003)
Foi aqui que o mundo descobriu que existia um Avenged Sevenfold e que “Unholy Confessions” se tornou um dos principais hinos do metalcore. Ainda vindo com as ideias do primeiro disco, em seu segundo registro, o Avenged Sevenfold melhora seus registros, começa a mescla entre vocais limpos e gritados e busca aprimorar seu instrumental, que começa ganhar traços que iriam se tornar marca deles

4 – Hail to the King
Aqui a ideia foi escancarar suas referências, e assim o Avenged Sevenfold criou o que pode ser musicalmente o seu disco mais simples, mas um ótimo disco de heavy metal tradicional, colocando influências como o Metallica e o Pantera em evidência e criando um material robusto, de pegada e com presença. Não a toa, a faixa título é presença marcada nos shows e seu refrão faz arenas cantarem a plenos pulmões. Primeiro e único disco gravado por Arin Ilejay.

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3 – Life is But a Dream (2023)
Ok, esse é o momento que você pode espumar pela boca e pensar “esse disco na frente de X ou Y”, mas o fato é que aqui, o Avenged Sevenfold buscou todos os 20 anos de carreira que já tinha na bagagem e conseguiu mistururar tudo isso em um liquidificador e criar um disco de difícil assimilação, mas que quando de fato compreendido, se torna um registro magistral e grande em todos os sentidos, mostrando que eles realmente confiam e apostam no que quiserem e no que vier de sua mente, sem amarras o prendendo e o resultado, as vezes é muito acertado e necessário para sair da zona de conforto, mostrando que eles podem jogar com o pesado e impactante como “Mattel” e “Beautiful Morning”, como com o experimental de “Nobody” e “Game Over” e tudo funcionar bem no conjunto da obra.

2 – City of Evil (2005)
Foi aqui que a virada de chave aconteceu na trajetória do Avenged Sevenfold e o sucesso mundial chegou. A banda se desgrudou do rótulo e proposta de ser só mais uma banda de metalcore e buscou novos caminhos, explorou mais influências, criou um disco caucado no metal e assim fizeram uma das principais obras do metal moderno na primeira década de 2000, mesmo que já naquela época alguns fãs torceram a cara para o som “mais limpo” empregado no registro. Shadows explora caminhos até então novos para sua voz e a banda gasta todo seu potencial de composição em instrumentais insanos como de “Beast and the Harlot” e “M.I.A” e cria momentos melódicos como a balada “Seize the Day”. Disco perfeito do começo ao fim e ouvir sem pular nenhua faixa

1 – Avenged Sevenfold (2007)
Se no disco anterior a banda teve sua mudança de rumo com o sucesso e o desgaste de lidar com pressão de grandes contratos e gravadoras, no seu álbum homônimo, o Avenged Sevenfold amadureceu, se encontrou e realizou a obra-prima de sua discografia com um disco pesado, sombrio, denso e muito bem executado do começo ao fim. É daqui que nasce o que pode ser a principal música de sua história, “Afterlife”, assim como outros grandes momentos como “Almost Easy”, “Gunslinger” e a maluca e cativante “A Little Piece of Heaven” colocando a banda de vez no radar de diversos fãs e se colocando como um dos principais nomes do metal moderno

