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Todos os álbuns do Judas Priest ranqueados do pior ao melhor, segundo a Loudwire

Poucas bandas possuem uma discografia tão importante para a história do heavy metal quanto o Judas Priest. Ao longo de cinco décadas, o grupo britânico passou por diferentes fases, mudanças de formação e transformações sonoras, mas manteve uma característica fundamental: a capacidade de estabelecer novos padrões para o gênero.

Formado em Birmingham, o Judas Priest ajudou a consolidar elementos que hoje são praticamente sinônimos do heavy metal, como os riffs pesados, as guitarras em dueto e os vocais agudos de Rob Halford. A banda também atravessou diferentes momentos de sua carreira, indo do hard rock e das influências progressivas dos primeiros anos ao som mais direto e agressivo que marcou os anos 1980 e chegou ao extremo em “Painkiller”.

A discografia também inclui períodos mais controversos. A saída de Halford no início dos anos 1990 levou Tim “Ripper” Owens ao posto de vocalista, enquanto a chegada de Richie Faulkner após a saída de K.K. Downing inaugurou uma nova fase para o grupo.

Com 19 álbuns de estúdio lançados ao longo de 50 anos, a Loudwire elaborou um ranking do pior ao melhor. A lista, naturalmente, está longe de ser consenso entre os fãs — especialmente quando envolve clássicos como “Sad Wings of Destiny”, “British Steel”, “Defenders of the Faith” e “Screaming for Vengeance”.

Confira a seleção, conforme a Loudwire:

19. “Demolition” (2001)

Último dos dois discos gravados por Tim “Ripper” Owens como vocalista do Judas Priest, “Demolition” aparece na última posição do ranking.

O álbum é considerado estilisticamente confuso, alternando momentos velozes que remetem à fase de “Painkiller” com faixas influenciadas pelo groove metal dos anos 1990. Entre os destaques negativos estão “Hell Is Home” e “Cyberface”.

Apesar de Owens considerar o disco superior a “Jugulator”, a avaliação coloca “Demolition” no fundo da discografia.

18. “Nostradamus” (2008)

O ambicioso álbum duplo conceitual sobre o famoso profeta francês representa uma das experiências mais ousadas da carreira do Judas Priest.

A grandiosidade do projeto, porém, também é apontada como seu principal problema. Embora músicas como “Prophecy” e “Nostradamus” sejam consideradas fortes, a duração de aproximadamente 100 minutos faz com que o disco perca impacto ao longo de sua execução.

Ainda assim, o trabalho demonstra a disposição da banda de sair de sua zona de conforto.

17. “Redeemer of Souls” (2014)

Primeiro álbum do Judas Priest após a saída de K.K. Downing, “Redeemer of Souls” marcou a chegada de Richie Faulkner às guitarras.

O disco percorre diferentes fases do som da banda. “Halls of Valhalla” é apontada como seu grande destaque, enquanto a faixa-título e “Battle Cry” recuperam características mais próximas de “Painkiller”.

A produção considerada pouco impactante e a falta de maior coesão, porém, prejudicam o resultado final.

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16. “Jugulator” (1997)

Com Rob Halford fora da banda, Tim “Ripper” Owens assumiu os vocais em “Jugulator”, uma mudança que provocou forte resistência entre os fãs.

Com o passar dos anos, porém, o disco ganhou uma nova avaliação. Faixas como “Blood Stained” e “Cathedral Spires” passaram a ser reconhecidas como momentos importantes dessa fase.

Mesmo assim, o impacto da ausência de Halford ainda pesa sobre a recepção do álbum.

15. “Rocka Rolla” (1974)

O primeiro álbum do Judas Priest é também um dos menos comentados da discografia.

Lançado quando a banda ainda explorava terrenos ligados ao rock expansivo, o disco apresenta uma versão embrionária do som que seria desenvolvido nos anos seguintes.

“One for the Road” e “Never Satisfied” mostram o lado mais pesado, enquanto “Run of the Mill” revela uma banda interessada em estruturas mais progressivas e passagens atmosféricas.

14. “Point of Entry” (1981)

Depois do enorme sucesso de “British Steel”, o Judas Priest tentou recuperar uma abordagem mais voltada ao rock em “Point of Entry”.

O resultado, entretanto, ficou abaixo do esperado. “Desert Plains” é considerada a grande exceção e uma das músicas mais subestimadas da banda.

“Heading Out to the Highway” e “Hot Rockin'” também aparecem entre os pontos altos de um disco que, no conjunto, não consegue competir com os grandes trabalhos do grupo.

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13. “Ram It Down” (1988)

Mais pesado que “Turbo”, “Ram It Down” trouxe de volta parte da agressividade que havia ficado em segundo plano no álbum anterior, embora ainda preservasse os sintetizadores.

A faixa-título é um dos grandes momentos do disco, acompanhada por músicas como “Hard as Iron” e “Love Zone”.

Por outro lado, faixas consideradas menos inspiradas, como “Heavy Metal” e “Love You to Death”, contribuem para uma certa falta de identidade do trabalho.

12. “Angel of Retribution” (2004)

Após 14 anos, Rob Halford finalmente voltou a gravar um álbum de estúdio com o Judas Priest.

“Angel of Retribution” representou uma retomada de força, com músicas como “Judas Rising”, “Demonizer” e “Hellrider” recuperando a identidade clássica da banda.

Faixas mais acessíveis, como “Deal With the Devil” e “Revolution”, completaram um retorno bastante celebrado.

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11. “Turbo” (1986)

“Turbo” costuma dividir opiniões entre os fãs, principalmente por conta do uso mais evidente de sintetizadores.

Apesar da mudança, o álbum contém algumas das músicas mais populares do repertório da banda, como “Turbo Lover”, além de “Locked In” e “Reckless”.

“Out in the Cold” também se destaca como uma das grandes baladas da carreira do Judas Priest.

10. “Killing Machine” (1978)

Conhecido nos Estados Unidos como “Hell Bent for Leather”, o álbum encontrou o Judas Priest entre o rock tradicional e o heavy metal que começava a tomar forma.

“Hell Bent for Leather”, “Running Wild” e “Delivering the Goods” são exemplos da sonoridade mais direta e agressiva que a banda começava a desenvolver.

O disco também revelou uma crescente diversidade nas composições, sem perder a identidade que começava a se tornar característica do grupo.

9. “Firepower” (2018)

Depois de dois trabalhos que não haviam alcançado o mesmo nível dos grandes clássicos, o Judas Priest surpreendeu com “Firepower”.

O disco recuperou o espírito jovem e agressivo da banda, com cerca de dez das 14 faixas sendo consideradas destaques.

“Lightning Strike” aparece como um dos grandes exemplos da capacidade do Judas Priest de produzir heavy metal de alto nível mesmo décadas depois de seu surgimento.

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8. “Sin After Sin” (1977)

Colocar “Sin After Sin” apenas na oitava posição mostra o tamanho da discografia do Judas Priest.

O álbum reúne clássicos como “Sinner” e “Dissident Aggressor”, além da versão de “Diamonds and Rust”, de Joan Baez.

“Starbreaker” e a balada “Last Rose of Summer” também ajudam a demonstrar a variedade de composição que a banda já apresentava naquela época.

7. “Invincible Shield” (2024)

Cinquenta anos depois da estreia, o Judas Priest provou com “Invincible Shield” que ainda era capaz de produzir um álbum extremamente pesado e relevante.

O disco combina diferentes fases da carreira do grupo. “Panic Attack”, “The Serpent and the King” e a faixa-título remetem à agressividade de “Painkiller”, enquanto outras músicas exploram lados mais tradicionais e melódicos.

O resultado impressiona especialmente pela performance de Rob Halford, que manteve uma sonoridade vigorosa mesmo aos 72 anos na época do lançamento.

6. “Sad Wings of Destiny” (1976)

É difícil falar sobre a consolidação do heavy metal sem mencionar “Sad Wings of Destiny”.

O segundo álbum do Judas Priest ajudou a estabelecer uma linguagem que seria fundamental para o gênero. “Victim of Changes”, com seus riffs e duetos de guitarra, tornou-se uma referência.

“The Ripper”, “Dreamer Deceiver” e “Tyrant” completam um álbum que mostrou que a banda havia encontrado uma identidade própria.

5. “Painkiller” (1990)

Se existe um álbum capaz de resumir o lado mais extremo do Judas Priest, é “Painkiller”.

A faixa-título tornou-se uma das músicas mais devastadoras da história do heavy metal, combinando os vocais agudos de Halford com os riffs e solos de K.K. Downing e Glenn Tipton.

“Hell Patrol” e “Night Crawler” também demonstram a força do disco, que marcou o auge de uma fase extremamente agressiva da banda.

Pouco depois, Halford deixaria o grupo.

4. “British Steel” (1980)

“British Steel” é provavelmente o álbum mais imediatamente associado à imagem clássica do Judas Priest.

O disco trouxe músicas que ultrapassaram as fronteiras do heavy metal, principalmente “Breaking the Law” e “Living After Midnight”.

Ao mesmo tempo, “Rapid Fire” e “Metal Gods” demonstraram como a banda conseguia transformar riffs pesados em hinos acessíveis e marcantes.

3. “Stained Class” (1978)

Com “Stained Class”, o Judas Priest ficou mais rápido e pesado.

O disco abre com “Exciter”, frequentemente apontada como uma das primeiras músicas de speed metal, e segue com faixas como “Saints in Hell” e “Invader”.

“Beyond the Realms of Death” mostra que a banda ainda era capaz de explorar estruturas mais expansivas sem perder sua crescente identidade metálica.

2. “Defenders of the Faith” (1984)

“Defenders of the Faith” é uma demonstração praticamente definitiva do que o heavy metal clássico poderia oferecer.

A sequência inicial formada por “Freewheel Burning” e “Jawbreaker” coloca a banda em altíssimo nível, enquanto Rob Halford apresenta uma de suas performances vocais mais versáteis.

“The Sentinel”, “Love Bites” e “Eat Me Alive” completam um trabalho que reúne peso, técnica, composição e identidade.

Por muito pouco, não ficou com o primeiro lugar.

1. “Screaming for Vengeance” (1982)

Para a Loudwire, o melhor álbum do Judas Priest é “Screaming for Vengeance”.

Depois de “Point of Entry”, a banda voltou com força total e encontrou um equilíbrio perfeito entre o heavy metal pioneiro dos anos 1970 e a abordagem mais direta e anthemic que começava a dominar os anos 1980.

A abertura com “The Hellion” e “Electric Eye” está entre as sequências mais emblemáticas da história do metal. A faixa-título e “Riding on the Wind” mantêm a intensidade, enquanto “You’ve Got Another Thing Comin'” e “Devil’s Child” acrescentam o lado mais acessível.

O resultado representa, segundo a avaliação, o ponto de equilíbrio ideal entre inovação, peso e potencial de arena.

E, no fim das contas, poucas coisas soam tão Judas Priest quanto “Screaming for Vengeance”.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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