Noturnall teria Kiko Loureiro e Edu Ardanuy em formação original, diz Thiago Bianchi

Thiago Bianchi, vocalista do Noturnall, conversou com o podcast Ibagenscast, onde ele falou sobre a formação original da banda, e revela que ela contaria com Edu Falaschi e Kiko Loureiro:

O Noturnall, quando a gente teve a dissidência do Shaman e tal, e a gente resolveu mudar de nome. Já tínhamos o disco lá gravado com o Ricardo Confessori e ele pediu para a gente segurar o disco por muito tempo, não lembro quanto tempo, mas foi isso que nos fez querer lançar o disco sem ele na verdade. As conversas começaram assim porque ele queria isso. Ele tava muito envolvido com o Aqua (disco do Angra) eu acho, quase certeza, ele tava envolvido com o Aqua, tava escrevendo e ele não queria que batesse as duas datas e tal. A gente falou, meu mas a gente precisa soltar esse disco, já tava demorando. E aí ele já tava lá no Angra, bom, todo mundo foi de comum acordo até do lado dele também, que a gente continuasse com outro nome, e o Léo tava muito focado na carreira solo dele e ele não ele não tava muito empolgado pra gente continuar com uma outra banda. Ele tava na jogada mas a gente falou, cara você vai poder entrar de corpo e alma, porque a gente precisa de você de corpo e alma. Ele é muito sincero, sempre é por isso que eu trabalho bastante com ele. Então ele falou, olha eu eu tô realmente precisando focar no meu acústico, se vocês quiserem tentar outras pessoas, vocês podem, porque eu realmente preciso focar nisso aqui. E ele foi focar naquilo nesse interim. A gente falou, cara então vamos para as cabeças, vamos tentar pegar os caras. Se não o Léo, quem?  Então, se não o Ricardo, quem? Então vamos pegar uns caras que a gente admira também e tal. A gente foi atrás do Aquiles, a primeira pessoa que a gente ligou para resolver a bateria, que é um cara que a gente sempre quis trabalhar e tudo mais e na sequência a gente não mirando baixo, a gente chamou o Edu Ardanuy e chamamos o Kiko Loreiro. Aconteceu o seguinte. Acho que o Brasil inteiro sempre teve uma loucura em ver dois caras numa banda. Imagina o Eduzinho e o Kiko numa banda! Isso foi uma era, fazia parte do nosso imaginário popular. O sonho de guitarra assim dos dois grandes ícones do Brasil, da virtuose e tudo mais. E claro, a gente tem grandes outros guitarristas, que também seria uma uma honra e tudo mais! Mas o Eduzinho e o Kiko sempre carregaram essa chama, essa tocha dos maiores virtuosos brasileiros e tal! A gente convidou os dois para fazer a Noturnall, que seria com o Eduzinho e o Kiko na guitarra, e ambos aceitaram. O Kiko ele estava com vários planejamentos de se mudar, alguma coisa assim, e ele falou, cara eu preciso pensar! De bate pronto eu acho uma ideia legal, mas eu preciso ver como estão minhas coisas aqui até pelo Angra né, que ocupa bastante da minha vida e tudo mais! Só que pela história de tocar com o Eduzinho ao lado, acho que todos eles se empolgaram com isso também. O Kiko Loureiro se empolgou e tá tocando com o Eduzinho e Eduzinho se empolgou em tocar com o Kiko e ia ser uma banda com os dois, que eu acho que é uma coisa que muita gente queria ver! Só que infelizmente não deu certo, o Kiko realmente teve que se mudar e realmente se mudou mesmo! Estava difícil dele poder pegar um trabalho desse tamanho e o Eduzinho ficou naquela coisa tipo assim, cara, metal melódico não é exatamente o meu forte e o que eu mais gostaria de fazer mesmo seria uma banda com o Kiko, que acho que seria aquela coisa que todo mundo queria. E acabou não dando certo! Então a gente bateu de volta na casa do Léo, falou cara tem que ser você mano, não tem saída. E aí ele falou assim, é vocês ram lá eles não quiseram né, eu falei não! Teria sido acho que teria sido incrível!

O trecho pode ser conferido abaixo.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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