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Regis Tadeu explica por que Eloy Casagrande “ressuscitou” o Slipknot

Nesta última quarta-feira, o Slipknot lançou de surpresa uma nova música, intitulada “Arsenal”, que chegou junto com um vídeo dirigido por Shawn “Clown” Crahan e que dividiu opiniões entre os fãs sobre seu resultado final.

O registro marcou a estreia de uma gravação oficial com Eloy Casagrande como baterista do grupo, e Regis Tadeu falou sobre a música e o trabalho do brasileiro. Conforme transcrito pelo Confere Rock, ele comenta:

Essa música nova, intitulada “Arsenal”, traz conduções de bateria absurdamente quebradas, repletas de acentuações fora dos padrões, longe dos clichês, com polirritmias no meio e soluções rítmicas surpreendentes. Mesmo que leigos afirmem que tudo ali não passa de uma sequência de viradas de bateria rápidas, suficientes, vamos dizer assim, para impressionar garotos na internet, a verdade é que quem conhece o mínimo de música ouviu, nessa nova música do Slipknot, um sopro de inteligência musical rítmica, de métrica precisa e uma ignorância técnica — no bom sentido, claro — capaz de dar inveja a qualquer baterista.

Na sequência, Regis rende diversos elogios a Eloy:

Fica evidente em cada compasso dessa música nova o quanto o estilo, ao mesmo tempo refinado e devastador, de Eloy já afeta o Slipknot de uma forma absurdamente positiva. Porque o Eloy simplesmente pegou o som da banda pelo colarinho e deu uma chacoalhada que os caras não sentiam havia mais de uma década.

Mesmo elogiando os dois antecessores de Eloy, Joey Jordison e Jay Weinberg, Regis ilustra como as qualdiades de Eloy fizeram os rumos do Slipknot mudarem:

De uns tempos para cá, quando Eloy entrou na banda, ele vem unindo o melhor dos dois mundos e elevou o patamar rítmico do Slipknot, cara. E por que eu estou falando isso? Porque Eloy, além de ser um baterista espetacularmente rápido, tem uma pegada analógica, sabe? Tem um arsenal de pancadas rítmicas e, sem precisar usar triggers ou outras traquitanas eletrônicas, ele consegue uma precisão metronômica assustadora. E o impacto de Eloy no Slipknot ao vivo já faz tempo que vem sendo algo estupidamente violento e notório.

Por fim, Regis explica como Eloy Casagrande “salvou” o Slipknot desde a sua entrada:

Por quê? Porque várias músicas históricas, como “People = Shit” e “Disasterpiece”, recuperaram uma raiva monumental. Além disso, há grooves pesadíssimos que realmente pareciam ter ficado meio perdidos no piloto automático das turnês anteriores, antes de Eloy entrar. E a questão é que Eloy toca as notas que estavam na música original e ainda preenche os espaços com algumas notas, com ghost notes impecáveis, uma dinâmica de pratos impressionante e uma firmeza de tempo que faz com que o Slipknot soe mais coeso do que nunca. Basta, por exemplo, assistir às dezenas de vídeos disponíveis na internet das apresentações ao vivo da banda para sacar isso de maneira exemplar. Porque o Slipknot teve, na verdade, a extrema sorte de encontrar e, principalmente, escolher um monstro do calibre de Eloy, cara.

E conclui:

E, se essa nova música for o aperitivo correto e verdadeiro do que vem pela frente em um álbum completo, os integrantes da banda já podem agradecer de joelhos a Eloy por ele ter ressuscitado e, principalmente, renovado o peso da banda.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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