Samurai Pizza Cat é estranho, é divertido e vale a pena
Certamente, é muito pouco provável que, se em algum momento você se deparasse com uma banda chamada Samurai Pizza Cat, você não teria um interesse imediato por ela ou iria pensar que seria uma tremenda bobagem ridícula.
Talvez esse pensamento também me ocorresse num primeiro momento, mas como eu sou alguém muito ligado em imagem, me deparar com uma capa que parece uma máquina de fliperama é algo que prendeu minha atenção, e mais ainda, ao ver as artes do disco “Press Start“, a isca foi mordida.
Indo para o conteúdo, é lógico que eu não esperaria me deparar com letras filosóficas, com conteúdos profundos ou históricos, mas seja para o bem ou para o mal, o conteúdo tem a ver com a proposta entregue. Músicas que falam sobre pizza, pinguins, Tiranossauro Rex e heróis. Tudo de uma forma muito irreverente e embalado pelo som do deathcore.
Mas um aviso! Antes de inserir e apertar start, se você é daqueles que o metal ainda precisa ser aquela coisa carrancuda, com todo mundo fazendo careta e letras falando sobre demônios ou uma crítica qualquer, passe bem longe disso aqui, porque sim, você vai odiar e achar uma tremenda blasfêmia ao estilo.
Dito isso, não sou o maior entusiasta do deathcore e de seus nomes que estão em voga na atualidade, mas isso não é um fator que impeça a audição aqui, pois o conjunto da obra toda favorece o resultado final. Com a pequena introdução que lembra a abertura de Stranger Things, o “passeio” aqui começa com referências que estão espalhadas por todo o disco, lançado pela Century Media e distribuído pela Shinigami Records. Aí temos o verdadeiro início com “Pandastruck“, que pelo nome você tem ideia do que se trata. Sintetizadores altos, riffs de afinação baixa e vocais que mesclam os gritos com vozes melódicas e um ótimo refrão. “T-Rex(plosion)” traz vocais femininos que quebram um pouco a brutalidade que vem adiante em uma das músicas mais pesadas e raivosas que o disco entrega, bem à altura do lagartão que a batiza e o refrão viaja para algo em estilo do Babymetal. “Fear no Slice” continua a brutalidade e tem linhas vocais mescladas incríveis de Jessie Williams, vocalista do Ankor em uma das faixas mais insanas que o disco entrega.
O guitarrista Daniel Haniß, que também é membro do Electric Callboy gasta em riffs absurdos de peso em “Ramen-Man“, que poderia ser a abertura de um animê ou abrir as maiores rodas em um show. “Penguim Supreme” (que nome para uma faixa) é o puro deleite do fã do deathcore, vocais mais brandos em passagens e breakdowns brutais. “Super Zero” é um monstro insano, tanto pelas guitarras como por suas linhas vocais rasgadas e partes realmente pesadas e brutais.
Como dito anteriormente, se você for o cara cheio de regras para o metal, certamente este trabalho não é o mais indicado para você. Mas se quer se divertir, ouvir algo muito bem feito, cheio de qualidade, mas que não se leve a sério e queira descobrir diversas referências espalhadas por aqui, se deleite com cada minuto aqui entregue e eu tenho certeza que um sorriso pelo menos o disco vai te tirar. É estranho, é divertido e vale a pena
