Anika Nilles conta como foi aprender composições de Neil Peart para turnê de reunião do Rush

O Rush deu o pontapé para iniciar a sua turnê de reunião que contemplam os seus primeiros shows em 11 anos. As apresentações marcam a estreia da nova baterista Anika Nilles, que conversou com o apresentador Rick Beato e falou sobre como foi aprender as complexas composições do lendário Neil Peart.

Quando questionada sobre como foi trabalhar essas músicas e as executar, ela diz:

“Não faço a mínima ideia. Às vezes eu estava sentada lá e pensava: ‘Não sei como estou aprendendo isso’, mas de alguma forma está funcionando porque aprendi essas músicas de uma maneira completamente diferente. Minha preparação foi muito diferente da que costumo fazer.”

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Anika falou ainda que os métodos dos quais estava acostumada a trabalhar para aprender novas músicas, não funcionaram com o Rush e ela então teve de apadptar todo o processo para um novo formato.

“Normalmente, eu só escuto, depois faço um gráfico rápido para ter tudo visualmente à minha frente e então continuo ouvindo, lendo e tocando. Mas percebi que, com isso, não funciona direito. Às vezes, não dá para escrever tudo porque muito disso também é uma questão de sentimento. Tecnicamente, você pode escrever, mas eu teria gasto muito tempo só com isso. E pensei: não tenho esse tempo. Preciso apenas ouvir, dividir em partes e aprender passo a passo, e foi assim que consegui. Mas memorizar todas as partes é uma coisa, e captar a sensação é outra completamente diferente”

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Sentar no banco que outrora foi de Neil Peart, um dos maiores bateristas que o planeta já teve a oportunidade de conhecer, não seria tarefa fácil para nenhum mortal, e claro que isso de imediato assustou Anika, como faria com qualquer um que fosse escolhido para o posto, e ela conta que logo após primeiros contatos com Geddy Lee e Alex Lifeson, ela mergulhou no universo Rush:

“Eu mergulhei de cabeça no universo do Rush e ouvi tudo o que conseguia encontrar — músicas, vídeos, entrevistas, shows ao vivo, tudo o que você pode achar online, basicamente, só para conhecer melhor as músicas. Porque eu só conhecia algumas, mas não em detalhes. Então comecei minha pesquisa, mas também preparamos, acho, seis ou sete músicas para o primeiro ensaio. E conforme fui recebendo os títulos, me concentrei nessas músicas porque eles têm um catálogo enorme.”

Após a morte de Neil, Geddy e Alex também ficaram um longo período sem tocarem juntos, o que acabou facilitando para Anika, já que a dupla teve de reaprender alguns “passos antigos’:

“Começamos meio que do zero juntos. Quer dizer, eles não começaram exatamente do zero, mas como um trio, tivemos que encontrar uma maneira de nos entrosarmos. E uma coisa é entrar numa banda onde todo mundo já sabe tudo e é só tocar, flui naturalmente porque eles fazem isso todo dia no palco, e você é o novato que tem que se adaptar e aprender tudo. Não foi assim. Então, isso também tirou um pouco da pressão, porque eles estavam tipo, ‘Ok, como é que isso vai?’, já que não tocavam aquilo há 10 anos. Definitivamente, tirou um pouco da pressão dos meus ombros.”

No quarto show no Kia Forum, o Rush apresentou a faixa “A Farewell to King“, que não era tocada em um show ao vivo desde 1979, confira o vídeo abaixo. O Rush bem ao Brasil em janeiro do próximo ano para shows em diversas capitais, incluindo duas noites em São Paulo, na Nubank Parque, os ingressos estão sendo vendidos no site da Eventim.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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