Disney cancela série de Power Rangers no Disney+
A Disney cancelou a série live-action de Power Rangers que estava sendo desenvolvida para o Disney+. De acordo com informações do Deadline, o projeto foi encerrado antes de avançar para uma produção concreta devido a questões relacionadas ao orçamento.
A série havia sido anunciada oficialmente em março de 2025, embora seu desenvolvimento tivesse começado ainda em 2024. O projeto estava nas mãos de Jonathan E. Steinberg e Dan Shotz, dupla responsável pela criação e produção executiva de “Percy Jackson e os Olimpianos”, série do próprio Disney+ que atualmente se prepara para sua terceira temporada.
Apesar dos nomes envolvidos, poucos detalhes sobre a história ou o elenco chegaram a ser divulgados. Agora, o projeto foi definitivamente abandonado, colocando novamente em dúvida o futuro de uma das franquias mais conhecidas da televisão.
O alto custo de uma franquia que não pertence à Disney
O problema orçamentário teria um peso ainda maior devido a uma particularidade envolvendo a propriedade de Power Rangers.
A franquia pertence à Hasbro, e não à Disney. Isso significa que, além dos custos normalmente elevados de uma produção live-action de grande escala, o estúdio precisaria trabalhar com o licenciamento de uma propriedade intelectual que não está sob seu controle.
A situação é semelhante ao que ocorre com outras grandes marcas adaptadas para o cinema e a televisão, como “Barbie” e “Mestres do Universo”. Nesse cenário, o investimento envolve não apenas a produção, mas também os custos relacionados aos direitos da propriedade.
Para uma série que exigiria efeitos visuais, figurinos, cenários, veículos e sequências de ação, o orçamento poderia se tornar particularmente elevado.
Power Rangers tem décadas de história, mas enfrenta dificuldades recentes
A franquia Power Rangers possui uma trajetória que remonta a 1993, quando “Mighty Morphin Power Rangers” estreou e apresentou ao público os famosos heróis coloridos.
Desde então, a marca se expandiu para dezenas de temporadas e diferentes gerações de personagens, consolidando-se como uma das propriedades mais reconhecidas da cultura pop e também como um enorme negócio de produtos licenciados.
No cinema, entretanto, o histórico mais recente não foi tão positivo.
O filme “Power Rangers”, lançado em 2017, arrecadou aproximadamente US$ 142 milhões mundialmente diante de um orçamento estimado em US$ 110 milhões. Embora tenha conseguido recuperar parte significativa do investimento, o resultado ficou abaixo das expectativas necessárias para sustentar os planos de transformar a produção no início de uma nova franquia cinematográfica.
A intenção era produzir mais quatro filmes, mas os projetos seguintes nunca saíram do papel.
Recentemente, Dacre Montgomery, que interpretou Jason Scott, o Ranger Vermelho no longa de 2017, revelou que a Lionsgate chegou a considerar uma estratégia semelhante à utilizada com “Jogos Vorazes”, buscando transformar Power Rangers em uma grande franquia cinematográfica.
A ideia, porém, também não avançou.
Netflix também tentou reiniciar a franquia
A Netflix foi outra empresa que demonstrou interesse em desenvolver uma nova versão de Power Rangers.
O serviço de streaming chegou a trabalhar em planos para um reboot da franquia, mas o projeto também acabou não avançando.
Agora, com o cancelamento da produção planejada para o Disney+, a propriedade volta a enfrentar um período de incerteza.
O cenário é particularmente curioso porque Power Rangers continua sendo uma marca conhecida mundialmente e possui décadas de reconhecimento entre diferentes gerações. O problema parece estar justamente em encontrar um modelo de produção capaz de equilibrar os altos custos necessários para uma versão moderna da franquia com o retorno financeiro esperado.
Super Sentai também encerra um ciclo histórico
O momento delicado de Power Rangers acontece paralelamente a uma mudança ainda maior em sua principal fonte de inspiração.
Super Sentai, franquia japonesa produzida pela Toei, que serviu como base para diversas temporadas de Power Rangers, também encerrou em 2026 seu formato tradicional após 50 anos de produção contínua.
“No.1 Sentai Gozyuger”, a 50ª temporada, foi a última a seguir o modelo tradicional da franquia. Após o encerramento da produção, a Toei e a TV Asahi substituíram o espaço na programação por “Project R.E.D.”, um novo projeto de tokusatsu.
A sigla R.E.D. significa “Records of Extraordinary Dimensions”. A proposta é reunir diferentes heróis de temática vermelha em um mesmo universo, abrindo espaço para possíveis crossovers entre personagens.
A primeira produção associada ao novo projeto foi “Super Space Sheriff Gavan Infinity”, uma releitura de “Space Sheriff Gavan”, série originalmente lançada em 1982.
Assim, tanto a franquia ocidental quanto sua principal inspiração japonesa atravessam um período de transformação.

A série já deu no que tinha que dar, essa é a verdade!!!! Querendo ou não queira, os responsáveis pela a série Power Rangers pegavam as séries japonesas e as americanizavam e assim passava para os brasileiros se iludirem que aquilo era bom e a versão japonesa original era ¨impedida¨ de passar por aqui!!!! Com o tempo, a internet evoluiu e muita gente passou a assistir pela os meios do capitão gancho as versões originais japonesas!!!! O primeiro Power Ranger fez muito sucesso porque era novidade para nós, só que fui prestando a atenção e via que as cenas de ação ali era da versão japonesa onde o RAnger amarelo era interpretado pelo ator do Manabu de jiraya e a versão americana era interpretada pela a atriz Thuy Trang!!!! Ranger verde na versão americana era interpretado pelo Tommy e a versão japonesa era o Ozora do Changeman, isso me fez acordar e parar de assistir as demais continuações e sagas, já que o que me interessava mesmo era ver a versão japonesa!!!! Valeu!!!!
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