Alex Terrible volta a negar ser nazi e revela luta contra depressão e ataques de pânico
Alex Terrible, vocalista do Slaughter to Prevail, publicou um longo texto no Instagram para negar, mais uma vez, que seja nazista. O músico russo, cujo nome verdadeiro é Aleksandr Shikolai, enfrenta há anos acusações de ligação com a extrema-direita, motivadas por duas tatuagens associadas à supremacia branca: um Sol Negro e uma runa Othala.
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O desabafo chega poucas semanas depois de Alex Terrible já ter tentado esclarecer o assunto em entrevista durante o festival Bloodstock, no mês passado. Desta vez, ele decidiu se dirigir diretamente a quem trabalha, trabalhou ou pretende trabalhar com ele.
Logo no início da publicação, o cantor deixou claro o motivo do posicionamento:
“Quero deixar algo bem claro para qualquer pessoa que trabalhe comigo, queira trabalhar comigo ou esteja considerando fazer negócios comigo no futuro. Tenho grandes planos para minha música, minha carreira e tudo o que estou construindo em torno disso. Ao longo dos anos, algumas pessoas e empresas optaram por não trabalhar comigo devido a controvérsias envolvendo meu passado. Algumas delas até me disseram em particular que me respeitam e me apoiam, mas temem como a associação comigo possa afetar sua reputação. Eu entendo isso. Todos têm o direito de tomar suas próprias decisões. Mas também quero que as pessoas entendam exatamente qual é a minha posição. Eu não sou nazista. Nunca me considerei nazista e nunca me considerarei.”
Na sequência, Alex Terrible foi além das negativas anteriores e explicou o contexto em que decidiu tatuar os símbolos que geram as suspeitas até hoje, remetendo à sua adolescência na Rússia:
“Quando eu era adolescente na Rússia, convivi com pessoas de direita e com a subcultura dos hooligans do futebol. Eu sabia o que era o Sol Negro e conhecia sua história. Mas, dentro da subcultura específica da qual eu fazia parte na Rússia naquela época, eu não via o uso desse símbolo como uma declaração de nazismo ou fascismo. Para mim, ele representava algo extremo, rebelde e conectado ao ambiente em que eu estava inserido.”
O vocalista, no entanto, fez questão de não se eximir da responsabilidade pela decisão, reconhecendo que o significado de um símbolo ultrapassa a interpretação pessoal de quem o carrega. Ele também revelou detalhes sobre o momento delicado que vivia na época:
“Olhando para isso agora como adulto, entendo que minha interpretação pessoal de um símbolo não apaga sua história nem o que ele representa para outras pessoas. Entendo por que as pessoas o veem e imediatamente fazem certas suposições sobre mim. Também entendo que escolher tatuar esse símbolo no meu corpo foi uma decisão minha, e assumo a responsabilidade por ela. Mas isso não significa que eu era, ou sou, um nazista. Naquela época da minha vida, eu mal conseguia sair de casa por causa de ataques de pânico, depressão e problemas cardíacos após uma overdose.”
Sobre sua posição política atual, Alex Terrible foi direto:
“E digo isso claramente agora: não sou de direita. Não sou de esquerda. Sou músico, pai e marido, e estou tentando me entender e me tornar uma versão melhor de mim mesmo a cada dia.”
Para encerrar, o vocalista do Slaughter to Prevail demonstrou compreensão em relação a quem preferiu se afastar por causa da polêmica, mas também deixou um recado firme para quem só se aproximou depois do sucesso da banda, além de agradecer publicamente a quem permaneceu ao seu lado:
“Se você não quiser seguir em frente comigo ou trabalhar comigo por causa da controvérsia em torno do meu passado, eu entendo. Mas também não trabalharei com você no futuro. Muita gente me virou as costas no passado, mas quando fiz sucesso, de repente quiseram trabalhar comigo, apesar da mesma controvérsia. Não, obrigado. E a todos que trabalharam e continuam trabalhando comigo — cada gravadora, banda, empresa e cada pessoa envolvida — eu realmente agradeço. Entendo que, às vezes, vocês estão colocando sua própria reputação em risco ao estarem ao meu lado. Agradeço, de verdade, por não me abandonarem por causa dos erros que cometi no passado e por acreditarem em mim como ser humano.”
Até o momento, as acusações contra Alex Terrible permanecem no campo das alegações e da repercussão pública em torno de suas tatuagens, sem qualquer decisão judicial ou apuração formal que as confirme.
Slaughter to Prevail retorna ao Brasil
O Slaughter to Prevail retorna ao Brasil este ano. A banda é uma das atrações do Liberation Festival desse ano ao lado do Dimmu Borgir, Testament, Immolation, Municipal Waste e Charlotte Wessels. O evento acontece no dia 12 de dezembro, no Vibra em São Paulo e os ingressos estão sendo vendidos no site do Clube do Ingresso.
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