Baixista do Faith No More explica retorno da banda aos palcos: “não conseguiremos tocar para sempre”
Nesta segunda-feira (16), os fãs do Faith No More foram pegos de surpresa com o anúncio de retorno da banda aos palcos após uma década distante deles. Em uma nova entrevista ao Rock Talk, o baixista Bill Gould confirmou a volta das atividades do grupo e explica a decisão. Ao ser questionado se realmente irão entrar em turnê, ele responde:
“Sim, nós vamos fazer isso. Nós vamos tocar. Sim, nós vamos fazer isso.”
Ele diz na sequência:
“Nossa música é muito física, e uma grande preocupação é que, em breve, não conseguiremos mais tocá-la da maneira como a compusemos. Nós a escrevemos quando tínhamos 20 anos e ela sempre foi muito física. Tem que ser assim. Sinceramente, eu não consigo tocar a música se não estiver assim. Com as minhas partes de baixo, eu simplesmente não consigo. Mas todos nós meio que decidimos que achamos que podemos fazer isso. Acho que podemos fazer isso por mais alguns anos e podemos fazer do jeito certo, então vamos tentar.”
O Retorno do Faith No More
A volta aos palcos do Faith No More foi uma parceria firmada com a produtora 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, como exportadora de inteligência e estratégia para o show business mundial ganha um novo e robusto capítulo. A empresa anunciou um global deal com o Faith No More, lendário grupo norte-americano reconhecido por redefinir os limites do rock e da música contemporânea com sua genialidade. Trata-se de um acordo de longo prazo que confere à empresa brasileira o papel de núcleo estratégico e operacional para realizar as próximas circulações mundiais da banda, englobando desde a concepção de turnês pelos cinco continentes até o desenvolvimento de marcas e novas experiências para os fãs. O Faith No More é representado mundialmente pela WME, que teve papel fundamental na construção deste acordo.
O global deal subverte o fluxo tradicional do mercado da música — historicamente centralizado no eixo Estados Unidos-Europa — ao colocar uma potência latino-americana na liderança do planejamento global de um dos maiores ícones do rock mundial. Pelo modelo estabelecido, a 30e passa a exportar a sua propriedade intelectual em mercado, dados, marketing e infraestrutura, enquanto o Faith No More preserva integralmente sua autonomia artística e o controle absoluto de seu legado.
O Faith No More comentou: “A 30e é uma empresa que quer desafiar o status quo e, como artistas, entendemos o valor disso. A abordagem deles não soa como a engrenagem de sempre; parece vir de outro lugar, com outro tipo de energia, e estamos dispostos a apoiar esse movimento.”
“O Faith No More sempre foi sinônimo de ruptura. Eles moldaram gerações inteiras justamente por se recusarem a jogar sob as regras óbvias do mercado, e é esse mesmo espírito audacioso que move a 30e”, destaca Pepeu Correa, CEO da 30e. “Este acordo busca construir, de forma conjunta, uma plataforma de experiências globais que respeite o DNA transgressor da banda e apresente a nossa visão de entretenimento para o mundo”, complementa.
“A banda nunca seguiu um caminho convencional, e é exatamente por isso que essa parceria com a 30e faz sentido”, afirma Tim Moss, empresário do Faith No More. “Eles trazem uma nova perspectiva, profundidade estratégica real e uma ambição global alinhada à visão da banda. O mais importante é que eles entendem como construir algo relevante em torno do Faith No More sem comprometer aquilo que torna a banda única.”
Este é o segundo acordo global da 30e nesses moldes. No início deste ano, a empresa de entretenimento ao vivo também anunciou um acordo estratégico de longo prazo com o System Of A Down, uma das bandas mais influentes do mundo.
