Alex Terrible nega ser nazista mas diz “ter cometido erros no passado”
O Slaughter to Prevail é uma das bandas atualmente mais comentada da atualidade, por conta tanto da sua sonoridade como também de algumas controvérsias do seu vocalista Alex Terrible.
Em uma entrevista para a Metal Hammer, Terrible foi questionado se em algum momento ele acha que irá se livrar das acusações de nazismo que o rodeiam. O fato se dá por uma antiga tatuagem que ele tinha de um sol negro, um símbolo ligado ao regime autoritário. Ele então comenta sobre o assunto:
“Não, porque as pessoas tentam me odiar e encontram qualquer motivo para me odiar. O que é normal. Não importa o que eu diga, não importa como eu diga… eu me acostumo. É a internet. Eu nunca recebo ódio na vida real – isso é muito interessante. Toda vez que leio sobre mim e minha banda na internet, é muito diferente da vida real. Em festivais como o Bloodstock, na vida real, só recebo respeito das outras bandas, dos outros artistas, das pessoas em geral. Dizem-me que a internet não é a vida real e, claro, eu entendo isso e entendo
por que as pessoas me odeiam. Elas leram algo sobre mim na internet e criaram essa imagem minha que não é real. Então, provavelmente, isso vai ficar comigo para sempre.”
Em relação as tatuagens que possuía, Alex responde:
“Sim, eu entendo. Tive que aceitar isso e estou pagando o preço agora. Estou pagando o preço pela decisão estúpida de fazer a tatuagem do sol negro e de andar com os caras de direita quando eu era mais jovem. Eles nem eram nazistas, eram só caras de direita, mas a gente usava esses símbolos na Rússia pra parecer mais durão, e isso fazia parte da nossa cultura. Sei lá. Eu entendo o ódio, de verdade. E eu estou pagando o preço.”
Ele continua:
Escuta: se eu pudesse voltar atrás, não faria nenhuma dessas tatuagens porque minha mentalidade mudou muito. Não entendo por que fiz aquela tatuagem [em primeiro lugar]. Mas você precisa entender que tudo isso *gesticula para o corpo* me moldou, me construiu como pessoa, para o bem e para o mal. Sou apenas um ser humano. Também cometo erros. As pessoas me chamam de nazista e dizem que eu não mereço viver, mas eu só andava com esses caras de direita. Eu não matei ninguém, não esfaqueei ninguém, não intimidei ninguém, só cometi alguns erros estúpidos, e eu não sou nazista. Nunca fui racista nem nada dessas coisas horríveis.”
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Alex finaliza dizendo que “as pessoas simplesmente o odeiam” e fala mais sobre o seu passado:
“As pessoas simplesmente me odeiam, e sim, eu gostaria que não fosse assim, me arrependo de ter feito as pessoas se sentirem assim em relação a mim. Mas, ao mesmo tempo, eu não fiz nada de horrível com ninguém. Fiz coisas horríveis comigo mesmo; usei drogas e quase morri por causa do meu vício, mas nunca agredi ninguém na rua por causa de quem são, por serem de outra cor ou de outro país. Eu nunca matei ninguém nem intimidei ninguém. Nunca! Não quero viver minha vida cheio de arrependimentos, mas me arrependo de ter errado às vezes, sabe o que quero dizer? Houve outras controvérsias. Em uma postagem no Instagram de 2023, agora excluída, intitulada “4 Regras de um Homem de Verdade”, Alex disse: “um homem de verdade come a buceta de uma mulher, ele gosta”, o que lhe rendeu acusações de homofobia. Alex respondeu com a seguinte declaração: “Se você não gosta que eu seja um homem hétero e tenha valores familiares tradicionais, por favor, pare de me seguir! Eu não dou a mínima para quem você é e se você chupa pau, saco, cu ou buceta, não é da minha conta. Isso é problema seu.”
O Slaughter to Prevail é uma das atrações confirmadas para o Liberation Festival deste ano. Além deles, o Dimmu Borgir e Charlotte Wessels também tocam no evento.
