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Azul Limão e 40 anos da estreia pomposa de “Vingança”

Há 40 anos, em algum dia de agosto de 1986, o Azul Limão lançava “Vingança“, o álbum de estreia da banda carioca, e que é tema do nosso bate-papo desta terça-feira.

O Azul Limão é uma das bandas pioneiras do Heavy Metal brasileiro, e a banda sempre trouxe consigo o diferencial de cantar em língua portuguesa. Formada em 1981 para tocar em um festival no colégio São Marcelo, no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. O nome foi sugerido pelo baterista Fábio, que fez parte da fase embrionária da banda.

Depois do festival, a banda passou a realizar algumas apresentações. Como eles ainda não tinham músicas próprias, eles tocavam covers, onde se destacavam Whole Lotta Rosie e Breaking the Law, do Led Zeppelin e Judas Priest, respectivamente. O Azul Limão lançou três demos entre os anos de 1983 e 1985. Algumas músicas foram tocadas pela antiga rádio Fluminense FM, que na época dava ênfase à música pesada, tendo inclusive, sendo a rádio oficial da primeira edição do Rock in Rio.

A banda foi se tornando conhecida, e era comum ver o Azul Limão tocando com bandas como Dorsal Atlântica, Metalmorphose e o Stress. Eles também se apresentaram com nomes como Celso Blues Boy e Robertinho do Recife, em uma amostra de que eles não eram apenas aceita pelos fãs de música pesada. Em 1986, o selo carioca Heavy Discos se interessou em lançar um álbum e um contrato foi assinado.

Vingança” foi gravado no Master Studio, localizado no Rio de Janeiro, durante o primeiro semestre de 1986. Seis das nove músicas seriam lançadas como demo, mas o selo Heavy Discos optou por lançar um full-lenght. A gravação e mixagem foi assinada por Leco, enquanto que a arte da capa é de autoria de Paulo “Dé” Pinheiro.

Dando play na bolacha, o Azul Limão nos apresentou um baita álbum de Heavy Metal, ainda que a produção seja precária, o que era bastante comum na época, a sonoridade já mostrava que a banda tinha qualidade. “Vingança” trouxe 9 canções em 31 minutos de duração, com destaques para “Satã Clama Metal“, “Você Não Faz Nada“, “Não Vou Mais Falar” e “O Grito“.

Nosso homenageado é considerado um dos álbuns mais importantes da música pesada brasileira, sendo colocado no mesmo patamar de outros grandes discos como “Antes do Fim” (Dorsal Atlântica), “Schizophrenia” (Sepultura), e “INRI” (Sarcófago). Foram vendidas cerca de 2.000 cópias do álbum, número que parece irrisório, mas que transformaram o Azul Limão em um dos nomes mais relevantes da cena, sendo reconhecido, inclusive, no exterior.

O Azul Limão ainda lançou o EP “Ordem e Progresso“, em 1987. Mas a banda acabou se separando dois anos depois sem lançar um segundo álbum completo. Em 2012, a formação que gravou “Vingança” voltou às atividades, e hoje, temos somente o guitarrista Marcos Dantas levando o nome da banda. Em 2018, o baterista André Delacroix e o vocalista RenatoTrevas“, ambos ex-Metalmorphose, foram anunciados e seguem no lineup desta que é uma das bandas mais importantes do underground.

Vamos celebrar os 40 anos deste álbum clássico. O Azul Limão segue em plena atividade, lançando álbuns, o último foi “Barato Elétrico“, em 2024. E “Vingança” continua sendo o nome mais importante dentre todos os álbuns já lançados pela banda. Desejamos uma longa vida ao Azul Limão.

Vingança – Azul Limão
Data de lançamento – agosto de 1986
Gravadora – Heavy Discos

Faixas:
01 – Abertura
02 – Portas da Imaginação
03 – Satã Clama Metal
04 – Sangue Frio
05 – Fora da Lei
06 – Não Vou Mais Falar
07 – O Grito
08 – Você Não Faz Nada
09 – Vingança

Formação:
Rodrigo Esteves – vocal
Marcos Dantas – guitarra
Vinícius Mathias – baixo
Ricardo Martins – bateria

Formação:

Rodrigo Esteves – vocal

Marcos Dantas – guitarra

Vinícius Mathias – baixo

Ricardo Martins – bateria

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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