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Regis Tadeu esculhamba shows do Bring me the Horizon, Poppy e Bad Omens no Rock in Rio

Aconteceu o primeiro final de semana do Rock in Rio de 2026, e dois dias (os únicos da edição) foram dedicados ao rock e metal.

Entre diversas atrações que passaram pelo palco, o metal moderno e atual tiveram representantes que estão em alta e foram estes os casos do Bring me the Horizon, Bad Omens e a cantora Poppy. Todos da safra mais recente do estilo e que tem cada dia mais angariado uma boa leva de fãs pelo mundo, e claro, incluindo o Brasil.

O crítico musical, Regis Tadeu, lançou em seu canal um vídeo falando sobre os primeiros dias do festival e comentou, ou melhor, esculhambou os shows das bandas citadas acima, após criticar a transmissão do Multishow. Em transcrição do Confere Rock, ele começa pelo show da Poppy, onde ele diz:

Eu assisti a um dos maiores embustes dos últimos tempos, que é uma tal de pop, que nada mais é que uma espécie de Dua Lipa brincando de Nine Inch Nails, cara. E cercada, inclusive, por uma banda formada por uns moleques ali, vestidos como se fosse uma versão do Slipknot de festa de fim de ano da escola. Todo mundo ali envolvido num playback descarado, cara. Tanto dos vocais — porque essa moça, por exemplo, passou o tempo inteiro com a boca grudada no microfone e cobrindo com as mãos para não dar bandeira do playback — como também o restante da banda ali tocando totalmente a parte instrumental em playback. O show inteiro foi uma farsa industrial de metal de algoritmo aí, que só enganou quem não consegue distinguir um armário de uma zebra.

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Daí em diante, o massacre continua e a próxima vítima foi o Bring me the Hoziron, que para muitos, foi a melhor apresentação do dia, mas Regis parece não concordar com isso, ao citar que “teve o desprazer de assistir a banda”:

Esses caras (BMTH) são incensados pelos fãs, dentro dessa merda rotulada como metalcore. E essa bandinha faz hoje um som que nada mais é que uma mistura horrenda daquele antigo nu metal, só que meio disfarçado, pop rock ali, meio disfarçado no meio. E isso resultando em canções mais fracas que sopa de albergue noturno! E vou dizer uma coisa para você: ainda que elas soem pesadas aos ouvidos dos seus fãs debiloides, foi, na verdade, uma expedição constrangedora de barulho pasteurizado, tudo ali maquiado por uma montanha de efeitos visuais, umas faixas ali pré-gravadas. E isso, na verdade, foi um desrespeito. Só que os fãs não levam em consideração isso. Por quê? Porque os fãs não se importam com esse tipo de muleta tecnológica a serviço de canções muito ruins. Uma canção pior que a outra.

Na sequência, Regis brincou que após 30 minutos do show do BMTH resolveu fazer um omelete e voltar “abastecido” para assistir a próxima apresentação, o Bad Omens, que ele também não teve nenhum elogio e apelidou de “versão piorada do Bring me the Horizon”:

E, no palco, essa bandeca usa playback. E olha que surpresa: é isso mesmo. O show inteiro é um imenso playback. E um playback tão descarado que a voz do vocalista continuava soando ali no PA, mesmo que a boca dele estivesse fora do microfone. Você tá entendendo? Tudo ali: umas musiquinhas chorosas, um ramerrame, uns momentos de agressividade tão potentes quanto uma fatia de pudim de leite. E vou dizer uma coisa para você: saber que tem gente que gosta dessa merda me faz ter pena dos pais dessa gente.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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