Como foi o show do Foo Fighters no Rock in Rio? Dave Grohl mostra que nasceu para o rock
Nesta sexta-feira (4), teve início mais uma edição do Rock in Rio. Na estreia do festival em 2026, o público conferiu apresentações de nomes como os brasileiros Capital Inicial e Detonautas, além dos veteranos do The Hives, do Rise Against e, como atração principal da noite, o Foo Fighters.
Poucos minutos depois do horário previsto, Dave Grohl surgiu correndo pelo palco em meio aos integrantes de sua banda. Poucos sorrisos depois, os primeiros riffs de “All My Life” provocaram gritos dos presentes, em uma recepção calorosa e carregada da energia pulsante que o grupo costuma entregar em suas apresentações.
Do “tiro” inicial em diante, a banda desfilou por seus principais sucessos durante praticamente toda a primeira hora, sem dar muito tempo para a plateia respirar. Dave falou pouco com o público, mas entregou exatamente aquilo que os fãs estavam ali para ver: música.
A sequência veio com “The Pretender” e “Times Like These“, esta última amplamente conhecida pelo público e, naturalmente, recebida de maneira fervorosa. Em poucos minutos, o jogo já estava ganho. O Foo Fighters mostrou novamente por que é capaz de arrastar multidões e como sabe construir um espetáculo certeiro, entregando o melhor de seu repertório para os seguidores.
A apresentação desta sexta-feira também marcou a estreia do baterista Ilan Rubin como integrante oficial do grupo em um show no Brasil. Ele assumiu a posição no ano passado, após a saída de Josh Freese, e já demonstra bastante segurança no posto. Além de conduzir as baterias com personalidade, Rubin participou dos vocais em alguns momentos — e muito bem — e ainda teve espaço para um pequeno solo, no qual mostrou um pouco mais de seu estilo e de suas habilidades.
Dando sequência ao repertório, “Learn to Fly” surgiu gigantesca, impulsionada por seu refrão marcante e por uma letra que se tornou uma das mais conhecidas da banda. Depois, veio o descarrego de “Wasting Light“, representado por “Rope” e “Walk“.
Mas nem só de porrada vive o Foo Fighters. Em meio ao caos e à intensidade do repertório, houve espaço para momentos mais emocionais, como a bela “Aurora“, dedicada a Taylor Hawkins. A homenagem adicionou uma camada especial à apresentação e reforçou a ligação entre a história da banda e um de seus integrantes mais marcantes.
Já “Exhausted“, uma das primeiras composições da carreira do grupo e com ares que remetem ao Nirvana, apareceu como um presente para os fãs “old-school”. Como o próprio Dave Grohl destacou, era um momento especialmente dedicado àqueles que acompanham a banda desde os primeiros anos. E por falar em Dave, é notório como ele nasceu para o rock. Aos 57 anos, ele corre, grita, pula, bate cabeça e mostra que o estilo pulsa em suas veias.
E então veio “Everlong“, responsável por encerrar duas horas de puro rock. A faixa fechou uma apresentação que reafirmou o status conquistado pelo Foo Fighters ao longo de sua trajetória. Seja diante de seus fãs mais antigos ou de um público que apenas conhece seus grandes sucessos, a banda sabe como entregar um grande show — e, nesta sexta-feira, não foi diferente.
O Rock in Rio continua neste sábado (5), com uma noite dedicada ao metal. A programação terá o Avenged Sevenfold como atração principal, além de Sepultura, Bad Omens, Bring Me the Horizon e outros nomes.
- All My Life
- The Pretender
- Times Like These
- Rope
- Stacked Actors
- My Hero
- Learn to Fly
- These Days
- Walk
- Wheels
- Marigold
- Monkey Wrench
- Breakout
- Window
- The Sky Is a Neighborhood
- Aurora
- Best of You
- Exhausted
- Everlong
Foto: Moffy/Deposit Photos
