Max Cavalera explica por que considera “Chaos A.D.” um álbum “estranho”
O disco “Chaos A.D.” foi um marco na trajetória do Sepultura. O álbum marcava o início de uma mudança sonora que viria se acentuar ainda mais com “Roots“, mas ali, em 1993, a banda começava a trilhar esse caminho e resolveu experimentar coisas novas em seu som, o que causou certa estranheza aos seus fãs já naquela época.
Max Cavalera conversou com o programa “Mystic Festival” relembrou o álbum e falou sobre os shows o tocando na íntegra junto do irmão, Iggor. Ele comenta:
“Acho que é a melhor sensação porque amamos o material. Prestamos homenagem àquela época. Há toda uma nova geração de fãs, que nunca teve a chance de ver a formação original tocando. E a banda é incrível porque eu e o Iggor somos os mais velhos, e temos o Travis Stone e meu filho, Igor [Amadeus Cavalera no baixo], os jovens talentos. Eles trazem a juventude, trazem a energia. Quando olho para os meus companheiros de banda, eles estão pirando, porque adoram este disco.”
Na sequência, Max relembra a gravação do disco e o classifica como “estranho”:
“É bem diferente do antecessor, [Arise, de 1991]. E me lembro de muita gente perguntando: ‘Será que vão fazer ‘Arise Parte II’ , ou vão tentar algo diferente?’ E optamos pela segunda opção. Adoro o Arise , mas é difícil superá-lo. Entre os três — Schizophrenia (de 1987), Beneath The Remains (de 1989) e Arise — é uma trilogia de discos de death-thrash quase perfeitos. É difícil superar isso. Então seguimos um caminho diferente; queríamos desacelerar tudo, simplificar e tentar fazer músicas mais… não sei… sólidas. É um disco estranho para mim também, porque tem muitas músicas semi-instrumentais, como ” We Who Are Not As Others ” e ” Kaiowas “. Temos um cover no meio, um cover do New Model Army , que é ótimo. “The Hunt” é meio que… adoramos New Model Army e pensamos: “Que se dane. Vamos colocar no disco.” É o tipo de coisa que fizemos. Sem regras.
“Chaos A.D.” marcou o sucesso comercial definitivo do Sepultura, alcançando disco de ouro nos Estados Unidos, vendendo mais de 500 mil cópias e junto de “Roots“, é até hoje o álbum com maiores números de vendas.
