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Rex Brown exalta Metallica: “Esses caras são simplesmente os melhores”

Durante sua participação no episódio mais recente do podcast The Bass Nerds, o baixista Rex Brown falou sobre a longa trajetória do Pantera como banda de abertura do Metallica na gigantesca turnê “M72”.

A parceria já se estende por aproximadamente três anos e meio e levou o Pantera a alguns dos maiores estádios dos Estados Unidos. Para Brown, dividir a estrada com uma banda da dimensão do Metallica tem sido uma experiência especial.

“A turnê ‘M72’ é uma honra, já faz três anos e meio. E esses caras são simplesmente os melhores.”

Brown também comentou sobre a configuração incomum do palco utilizado pelo Metallica, que possui formato circular e coloca o chamado “Snake Pit” no centro da estrutura. Apesar de parecer estranho inicialmente, o baixista afirmou que a dinâmica acaba se tornando natural quando os músicos começam a tocar.

“O palco tem uma configuração estranha, mas quando você sobe e começa a tocar, tudo flui naturalmente. Tem muita gente para atender… É como uma rosquinha no meio de um estádio. Então, estávamos tocando — acho que na nossa primeira turnê, fizemos o MetLife em Nova York, o SoFi em Los Angeles e o Soldier Field — tantos lugares com os quais você sonha em tocar. E todos os shows estavam lotados. O Metallica é gigantesco, cara.”

Lars Ulrich sempre apoiou o retorno do Pantera

A relação entre Metallica e Pantera, entretanto, é muito anterior à atual turnê. No início de 2023, pouco antes do lançamento da “M72”, o baterista Lars Ulrich falou sobre a reunião do Pantera, que colocou os integrantes remanescentes Philip Anselmo e Rex Brown ao lado de Zakk Wylde e Charlie Benante.

Em entrevista à revista Revolver, Ulrich afirmou que não via problema na decisão de os músicos voltarem aos palcos para celebrar o legado da banda.

“Acho que a ideia de eles estarem por aí celebrando a música e a magia do Pantera é… Sei que tem havido muita discussão na comunidade sobre se as pessoas apoiam isso ou não. Mas eu sou o tipo de pessoa que, se Glenn Hughes quisesse sair em turnê e tocar um set do Deep Purple, eu apoiaria. Sempre fui a favor de que as pessoas sigam suas ambições musicais e criativas; então, acho que essa reunião do Pantera é ótima. E, obviamente, ter o Charlie lá é fantástico. Vi um vídeo de um dos shows no México em que eles pareciam estar em perfeita sintonia. Vai ser divertido tê-los de volta.”

Ulrich, inclusive, destacou que a presença de Charlie Benante, baterista do Anthrax, tornava a formação ainda mais interessante para ele. O músico também demonstrou entusiasmo ao ver os primeiros shows da nova formação do Pantera.

Amizade entre Metallica e Pantera começou há décadas

A ligação entre as duas bandas começou muito antes de o Pantera alcançar seu auge comercial. Segundo Ulrich, o Metallica conheceu os irmãos Dimebag Darrell e Vinnie Paul durante a turnê de “Ride The Lightning”, quando a banda ainda estava construindo sua própria história.

Ao relembrar o encontro, o baterista brincou com a passagem do tempo:

“Conhecemos os irmãos na turnê do ‘Ride The Lightning’ e nos tornamos amigos deles. Isso foi em Dallas, em… o quê? 1622 ou algo assim? Foi há uns 400 anos. Obviamente, nós os adorávamos, e eles tinham uma turma por lá, e nós os víamos sempre que passávamos pelo Texas. Acompanhamos a evolução da banda ao longo dos anos, de uma sonoridade mais rock para aquela força criativa e única que eles se tornaram. Então, temos uma relação com eles há décadas e décadas.”

A proximidade fez com que o Metallica acompanhasse de perto a transformação musical do Pantera, que deixou para trás suas raízes mais voltadas ao hard rock e passou a desenvolver a identidade pesada que marcaria sua carreira, especialmente a partir de “Cowboys From Hell” e “Vulgar Display Of Power”.

O Pantera passou a acompanhar o Metallica em parte da “M72”, permitindo que Rex Brown e Philip Anselmo apresentassem novamente o repertório clássico da banda para multidões que, em muitos casos, chegam a dezenas de milhares de pessoas.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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