As opiniões de Geddy Lee e Alex Lifeson do Rush sobre o Angine de Poitrine
O Angine de Poitrine ganhou dois novos e importantes defensores dentro do cenário do rock progressivo. Geddy Lee e Alex Lifeson, integrantes do Rush, elogiaram publicamente a dupla canadense durante uma entrevista recente à Radio Futuro.
A manifestação acontece após Devin Townsend, outro dos grandes nomes do prog canadense, levantar questionamentos sobre o papel dos figurinos e das máscaras na crescente popularidade do projeto.
Formado por Khn e Klek, o Angine de Poitrine combina guitarra, baixo, bateria, recursos eletrônicos e uma abordagem baseada em microtonalidade. A dupla também chamou atenção pelas performances marcadas por figurinos elaborados e uma identidade visual bastante peculiar.
A combinação pouco convencional transformou o projeto em uma das surpresas do rock progressivo em 2026 e fez com que nomes de peso da música, como Dave Grohl e Mike Portnoy, também demonstrassem interesse pelo trabalho dos canadenses.
Agora, dois dos músicos mais importantes da história do rock progressivo decidiram explicar por que também estão impressionados com a dupla.
Geddy Lee destaca abordagem microtonal
Geddy Lee foi direto ao explicar seu entusiasmo pelo Angine de Poitrine.
“Eles são fantásticos.”
O baixista comparou a sonoridade do projeto a uma combinação de Primus, Rush e tecnologia, mas ressaltou que a dupla não se limita a reproduzir essas influências.
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Para Lee, um dos aspectos mais interessantes está na quantidade de recursos tecnológicos utilizados por apenas dois músicos. A combinação permite que o Angine de Poitrine construa uma sonoridade muito mais ampla do que sua formação poderia sugerir inicialmente.
“É um som que ninguém nunca ouviu antes.”
O integrante do Rush também descreveu a música da dupla como uma das experiências mais divertidas e estimulantes que encontrou recentemente.
Nesse sentido, o impacto do projeto não estaria apenas na complexidade de sua proposta, mas também na capacidade de provocar uma reação imediata no público.
Alex Lifeson elogia construção das músicas
Alex Lifeson concentrou seus comentários em outro elemento do trabalho do Angine de Poitrine: a maneira como os músicos constroem seus arranjos durante as apresentações.
O guitarrista destacou especialmente o uso de pedais de loop, que permitem criar camadas sucessivas ao longo das músicas.
Uma linha de baixo pode servir como ponto de partida para uma nova linha de guitarra, que posteriormente recebe outras camadas e elementos eletrônicos. Tudo isso acontece enquanto os músicos continuam executando suas respectivas partes.
A técnica ganha uma dimensão ainda maior por causa da utilização de elementos microtonais.
“Eles são músicos incríveis. Eles tocam seus instrumentos muito bem.”
Para Lifeson, a combinação entre domínio técnico, tecnologia e microtonalidade produz uma sonoridade exótica e fascinante.
A observação também é importante porque demonstra que o Angine de Poitrine não depende exclusivamente de sua estética excêntrica para chamar atenção. A própria estrutura das apresentações exige que Khn e Klek controlem diferentes camadas sonoras enquanto executam suas partes instrumentais.
Devin Townsend questionou o fenômeno
Os elogios de Geddy Lee e Alex Lifeson surgem depois de comentários mais críticos de Devin Townsend sobre o fenômeno.
O músico canadense questionou se a estética visual do Angine de Poitrine não estaria recebendo uma importância desproporcional em relação à música.
A discussão envolve uma questão recorrente no cenário atual: existem inúmeros artistas tecnicamente talentosos que produzem trabalhos musicalmente relevantes, mas não conseguem alcançar o mesmo nível de exposição.
O próprio Khn já reconheceu anteriormente que existe algum fundamento nesse tipo de discussão. Ao mesmo tempo, a dupla costuma brincar com sua própria imagem e já afirmou que parte do público acaba levando o conceito do projeto mais a sério do que deveria.
A diferença de perspectivas cria uma situação curiosa dentro do próprio prog canadense. Enquanto Townsend questiona os fatores responsáveis pela ascensão do projeto, os integrantes do Rush parecem enxergar justamente na combinação de música, tecnologia e personalidade uma de suas principais forças.
Angine de Poitrine também chamou atenção de Dave Grohl e Mike Portnoy
Geddy Lee e Alex Lifeson não são os primeiros músicos consagrados a demonstrar entusiasmo pelo Angine de Poitrine.
Dave Grohl já havia comentado sobre a dupla anteriormente, destacando o impacto provocado por sua musicalidade. Mike Portnoy também demonstrou interesse pelo projeto.
O reconhecimento vindo de músicos com trajetórias tão diferentes reforça a dimensão alcançada pelo Angine de Poitrine em 2026.
Mais do que uma banda que ganhou visibilidade por sua estética, o projeto vem chamando atenção por reunir microtonalidade, tecnologia, performance e domínio instrumental em uma proposta pouco convencional.
E, pelo menos para Geddy Lee, a melhor maneira de resumir a experiência parece ser justamente a mais simples: trata-se de uma música divertida, contagiante e diferente de praticamente tudo que está circulando no rock progressivo atualmente.
Segundo o jornalista Jose Norberto Flesch, o duo deve vir a Brasil no próximo ano entre os meses de março e abril, mas até o momento, sem confirmação.
